Dívida de R$ 20 milhões é apontada pela PCMG como motivação da morte de empresário

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Uma dívida em torno de R$ 20 milhões está sendo apontada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como motivação da morte de um empresário, de 65 anos, ocorrido no dia 5 de outubro de 2017, na cidade de Uberlândia, na região do Triângulo Mineiro. O inquérito foi concluído e encaminhado para o Ministério Público com o indiciamento de duas pessoas, uma delas um policial civil aposentado, por homicídio.

O mandante da execução, um empresário de 73 anos, morreu de causas naturais no dia 10 de setembro deste ano, um mês antes da finalização do inquérito, e o quarto investigado, um policial militar, foi assassinado pouco tempo depois do crime.

A polícia acredita que o mandante do crime pretendia matar a vítima, que possuía um escritório de execuções judiciais na cidade, visando o pagamento de uma quantia menor ao sócio dela. A vítima era conhecida por ser rígida nas cobranças e não aceitava negociar os valores. Após a morte do empresário, o suspeito alinhou o pagamento de R$ 400 mil com o sócio da vítima, o que chamou a atenção do cartório.

O delegado do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Guilherme Catão, explica que a equipe dividiu as investigações em duas linhas, sendo a primeira para identificar o mandante e os responsáveis pelo planejamento do crime, e uma segunda referente aos executores do assassinato. Por ora, a polícia já sabe que esses executores são do estado de Goiás. As investigações sobre o envolvimento desses indivíduos continuam.

Crime

Conforme apurado pelo DHPP, o suspeito de ser mandante do crime tinha uma dívida comprada pelo escritório da vítima, que passou a cobrá-la de forma ostensiva, ameaçando a penhora de bens para a quitação do valor. Segundo o chefe da Divisão Especializada em Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Frederico Abelha, “o mandante passou a dizer que preferia executá-lo [a vítima] a pagar a dívida que ele estava cobrando”. Assim, o suspeito decidiu contratar outras três pessoas, sendo um policial civil aposentado, um policial militar da ativa e uma terceira pessoa com vasto histórico criminal para auxiliarem no planejamento e contratação dos executores.

Inicialmente, foram abordados dois homens de Uberlândia, que se negaram diante do valor oferecido, R$ 50 mil, motivo pelo qual foram contratados indivíduos do estado de Goiás. No entanto, no início de 2018, esses dois homens de Uberlândia teriam matado o policial militar que tentou a contratação deles. Durante a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a dupla foi presa pelo crime, o qual confessou. Os suspeitos ainda relataram a tentativa de contratação deles para a execução do empresário de 65 anos, morto a tiros quando saía do trabalho.

“Em função da complexidade da investigação, por envolver indivíduos com alto poder aquisitivo da cidade e agentes públicos na execução desse delito, houve o deslocamento da competência de apuração para a sede do DHPP em Belo Horizonte, que assumiu as investigações em 2020”, explica a chefe do Departamento, Letícia Gamboge, ao ressaltar ainda o empenho da equipe, que se deslocou por diversas cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás visando a apuração dos fatos.

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