Marli Andrade – A nossa “fome” que determina nossa coragem

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(Foto: Reprodução Google)

Quem nunca deparou-se com aquele pensamento: “como tive coragem de fazer isso?” Em geral, nossas ações possuem muito mais de nossas pulsões do que qualquer outra justificativa.

As pulsões, definidas por Freud por Pulsão de Vida – Eros – que nos orienta nas decisões pelo amor à vida e a Pulsão de Morte – Thanatos – que nos orienta nas decisões pela agressividade. Assim vamos tomando nossas decisões influenciados por nosso inconsciente.

Tentando trazer a prosa, ao máximo, para nossa vivência, nossa coragem é sempre determinada pela nossa “fome” – fome que pode ser de atenção, de carinho, de amor, de ansiedade para a solução de uma questão, de desejo de sair de patamar em que estamos, de desejo de mudança… e também, por desejos de vingança, de inveja, de ser “melhor do que o outro”…

Acontece, que se temos dentro de nós “amor”, solucionaremos com estratégias fomentadas pela pulsão de vida; se temos dentro de nós muita agressividade, agimos fomentados pela pulsão de morte.

É bem por isso que vivo convidando os amigos para colocarem em seus corações mais amor por si mesmos, escolherem bem aqueles com os quais vão conviver em suas redes de relações… Porque nos momentos de decisões, no momento de agir, temos a coragem para a ação, segundo o que temos em nossos pensamentos e desejos.

Muito semelhante à fome de “instinto” mesmo. Aquela fome de ficar horas sem alimentar e, chegando em casa, ter apenas aquele alimento de que não somos muito “fãs” mas, com necessidade de sobrevivência, comemos. Porém, quando estamos com uma leve fome, temos tempo para preparar algo de nossa preferência e comemos para além da necessidade de sobrevivência, mas também de pulsão de vida, de amor à nós mesmos, de podermos saciar nosso desejo de fazer aquilo que nos faz bem.

Assim acontece com tudo em nossa vida: o “desespero” para a solução nos induz à coragem de fazer aquilo que consideramos, naquele momento, o que solucionará a nossa fome, mas não nos fará tão saciados ou bem.

O equilíbrio emocional, a tranquilidade no dia a dia e a segurança dos desejos – o mais próximo de decisões conscientes é que nos afastará de tomada de decisões apenas pelo instinto de sobrevivência ou pela agressividade – nata de todo ser humano.

O ideal sempre será ter o coração repleto de amor e paz para que a nossa coragem no momento das decisões seja sempre influenciada pela fome de crescimento, satisfação e realização; e nunca pela depreciação ou apenas sobrevivência.

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