Polícia Civil prende cinco suspeitos durante a Operação Falso Emprego

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Nesta terça-feira (5/4/2022), em mais uma ação de combate aos crimes contra o patrimônio, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Falso Emprego em Belo Horizonte e na Região Metropolitana da capital. Durante o trabalho, foram cumpridos cinco mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. Os suspeitos, três homens (dois de 30 anos e um de 32) e duas mulheres (de 28 e 32 anos), foram presos por estelionato e organização criminosa.

Ainda no curso da operação, na residência de um dos suspeitos de 30 anos, foram localizadas munições calibre 9mm. Sendo assim, ele também foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições.

Funções definidas

Após uma investigação qualificada, a Polícia Civil concluiu que os membros da organização criminosa possuíam funções específicas. Foram presos desde o idealizador do golpe até a pessoa que fazia o encaminhamento dos jovens e aquele que mantinha o curso de Educação a Distância (EAD) no ambiente virtual.

“Entres os cinco presos hoje temos o idealizador desse golpe, que possui vários boletins de ocorrência anteriores por práticas idênticas. Ele idealizou e passou o ponto de onde a empresa funcionava, passava o know-how, e cobrava dos atuais sócios uma espécie de franquia semanal. Estimamos valores de uma movimentação semanal de R$ 4 mil a R$ 20 mil”, informa a titular da 3ª Delegacia Centro, Ligia Mantovani.

Ainda segundo a delegada, os dois sócios foram presos, além de uma quarta pessoa que fazia o encaminhamento das vítimas. “Por fim, temos o homem que teria montado o curso. Na casa dele foi localizado um aparato digital. Ele montou essa plataforma na modalidade EAD e mantinha o curso on-line ativo”, conta.

Modo de agir

Segundo a investigação, os suspeitos agiam da seguinte forma: se passando por funcionários e proprietários de uma empresa de recursos humanos (RH), eles faziam contato com a vítima por ligação ou aplicativo de mensagem anunciando uma vaga de emprego. Chamavam a pessoa até o estabelecimento, na região central de Belo Horizonte, e lá eles afirmavam sobre a existência da vaga, mas, para que fosse formalizado o contrato, era necessário realizar um curso. Tratava-se de curso fraudulento, vendido e realizado pelos próprios criminosos, como uma condição para que o interessado tivesse a vaga de emprego.

Perfil das vítimas

Até o momento, foram identificadas 13 vítimas, sendo que nenhuma conseguiu emprego nem foi encaminhada para novas vagas. O alvo dos criminosos eram jovens de baixa renda, entre 14 e 21 anos de idade, para vagas de menor e jovem aprendiz.

“Os estelionatários faziam uma leitura das condições da vítima e cobravam de acordo com o que sentiam que ela teria condições de pagar. Algumas noticiaram o pagamento de R$ 2 mil; outras, de R$ 1,5 mil; e teve vítima que tinha só R$ 300, e eles aceitaram. O objetivo era ludibriar”, ressalta a delegada.

Captação das vítimas

De acordo com Ligia Mantovani, os suspeitos buscavam jovens e adolescentes em escolas públicas. “O que nos chamou atenção foi a forma com que eles chegavam aos jovens. Um deles fingia se passar por um pesquisador e ia até escolas públicas, conversava com diretores nas escolas e falava das vagas. Então, os jovens preenchiam os cadastrados fornecendo todos os seus dados”, explica ao observar que as instituições de ensino não tinham conhecimento da fraude.

A delegada ainda pontua algumas dicas para o cidadão não cair nesse tipo de golpe. “As pessoas devem ficar atentas e desconfiar de propostas muito atrativas. Nenhuma vaga de empresa deve estar vinculada obrigatoriamente a um curso que exige o pagamento na hora”, afirma.

Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.

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