Criança morre após ser picada por escorpião no Norte de Minas

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A Assessoria de Comunicação do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF) confirmou na tarde desta quarta-feira (19/10/2016) a morte de uma criança vítima de uma picada de escorpião. Bento Gabriel Guimarães, de três anos, foi atacado pelo animal, da classe dos aracnídeos, na terça-feira (18), em Mirabela, e foi socorrido ao hospital da cidade e depois transferido para Montes Claros, onde deu entrada na instituição hospitalar por volta das 21h30.

Segundo o HUCF, o médico que atendeu a criança em Mirabela relatou que Bento recebeu cinco frascos de soro antiescorpiônico. No hospital ele recebeu mais duas unidades do medicamento, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e faleceu às 3h40 desta quarta-feira.

Alerta

Os cuidados com acidentes envolvendo escorpiões devem ser redobrados durante o período de chuvas. Enchentes, alagamentos e enxurradas acabam obrigando o animal a deixar os esconderijos e procurar locais secos. Em alguns casos, as picadas podem levar à morte, oferecendo maior risco para crianças e adolescentes com menos de 14 anos. Em 2015, Minas Gerais registrou 20.015 acidentes com escorpiões.

Por se alimentar de baratas, o escorpião pode viver em ambientes urbanos com facilidade. Entre seus esconderijos favoritos estão entulhos, restos de construção e depósitos de lixo. Segundo a bióloga da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Michele da Conceição Martins, cada pessoa precisa fazer a sua parte e cuidar do ambiente em que vive. “É preciso limpar o quintal e jardins, mover ou eliminar os materiais de construção, deixar o lixo bem fechado e não acumular entulhos”, explica.

Outra dica para evitar acidentes é posicionar camas e berços a uma distância de dez centímetros da parede e não deixar a roupa de cama encostada no chão. “Como os escorpiões se alimentam de baratas, os ralos e sacos de lixo também podem servir de esconderijo. É preciso vedar a abertura de ralos e pias com uma tela e armazenar o lixo adequadamente”, explica a bióloga.

Em caso de acidente, é preciso procurar uma unidade de soroterapia e evitar soluções caseiras, além de se automedicar ou ficar em casa. Em Montes Claros, o Hospital Universitário Clemente de Faria é referência para o tratamento das vítimas da picada animais peçonhentos.

Dados do HUCF revelam que no ano de 2015, foram atendidos 1.003 casos de picadas de escorpiões. De janeiro até julho deste ano, o número de pacientes atendidos na instituição foi de 703; no mesmo período do ano passado foram registrados 653 casos.

Em caso de acidente, é preciso procurar uma unidade de soroterapia (Tadeu Mamede/Funed)

(Com informações do G1 Grande Minas e Agência Minas)

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