Ministério Público cumpre 15 mandados de busca e apreensão em operação que apura compras de votos e caixa 2 nas eleições de 2018 no Leste de Minas

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria Eleitoral em Governador Valadares, em parceria com a Polícia Militar, cumpriu, nesta terça-feira, 22 de janeiro, 15 mandados de busca e apreensão na chamada “Operação Caixa Fantasma”. A ação faz parte de investigações que apuram a prática dos crimes de compra de votos e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) nas eleições gerais de 2018.

A investigação teve início a partir da Operação Octopus, que apurou a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa ocorridos no âmbito da prefeitura municipal de Divino das Laranjeiras no período de 2005/2016. Nas buscas realizadas naquela operação, foram identificadas conversas por meio de aplicativo de mensagem entre o ex-prefeito daquela cidade e um candidato a deputado federal eleito na região. No diálogo, eles tratavam de questões relacionadas à compra de votos na disputa eleitoral de 2018.

Durante o trabalho investigativo, constatou-se a suposta prática criminosa, sendo que o candidato a deputado federal eleito usava a estrutura de um hospital local para garantir a promessa de tratamento de saúde feita aos eleitores. Conforme apurado, ele tinha acesso a nada menos que 21 procedimentos cirúrgicos e os utilizava para a prática da compra de votos.


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Além de usar a estrutura do hospital, o MPMG apurou também que o candidato eleito tinha vínculos com outros prestadores de serviço na área da saúde com os quais garantia procedimentos médicos gratuitos aos seus eleitores, em especial na área oftalmológica.

A investigação identificou ainda a prática do crime de caixa dois eleitoral, uma vez que o candidato eleito, supostamente, deixou de declarar despesas e receitas realizadas em sua campanha, havendo movimentações financeiras suspeitas em sua conta pessoal que não condizem com os valores recebidos por aqueles com quem fez a transação bancária. Chama a atenção um depósito de R$ 100 mil realizado por um cabo eleitoral muito próximo ao candidato e que também é alvo da operação.

Os levantamentos informam igualmente que dois empresários da região, sendo um residente em Belo Horizonte e o outro em Governador Valadares, tiveram participação direta na campanha, inclusive com doação de valores não computados na prestação de contas final do candidato.

As buscas e apreensões realizadas nesta manhã têm por objetivo identificar novos crimes eventualmente praticados, assim como reforçar as provas até então já obtidas.

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(Fonte: MPMG)

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