Vereador investigado pela Polícia Civil tem veículo apreendido em Bocaiuva

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A Polícia Civil de Bocaiuva, no Norte de Minas, apreendeu uma caminhonete avaliada em mais de R$ 100 mil, pertencente ao vereador Romário Sabino Pires (PSDC). Segundo as investigações da PC, Romário vendeu o veículo para um policial em 2015 e não fez a transferência, em virtude de um impedimento judicial. O policial morreu quatro meses após comprar o veículo, e, logo depois, o vereador foi até a casa dos novos proprietários, em Turmalina, e tomou o carro de volta.

Através de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a PC conseguiu verificar que Romário vinha realizando ameaças à esposa do policial que fez a compra do veículo. “Ele foi até a casa pegar o carro após a morte do marido desta mulher, um cabo da Polícia Militar, em julho de 2015. Ele foi, pegou o carro de volta e ameaçou a mulher e mais dois filhos menores. Os áudios obtidos comprovam as ameaças”, destaca o delegado Leonardo Diniz.

O objetivo do vereador, segundo a PC, era intimidar a mulher para que ela não contasse nada sobre o ocorrido. A mulher teria pago valor superior a R$ 100 mil na compra da caminhonete, à época. Além de tomar o carro de volta, Romário chegou a combinar uma troca com a viúva do militar. O vereador entregou um outro carro à mulher, de valor inferior, em setembro; este veículo também foi tomado da mulher, uma semana após a combinação, novamente por Romário, com a ajuda de um outro homem, que a PC acredita ter sido levado à Turmalina para ameaçar a mulher.

Vereador é investigado pela PC por venda de carros clonados (Foto: Reprodução / Facebook)

Investigação

A PC já acompanhava a situação do veículo, através de investigação das condições de compra e origem da caminhonete do vereador Romário. Segundo as investigações, o vereador teria pago, à vista, R$ 143 mil pelo veículo, o que, para o delegado Leonardo, demonstra “falta de lastro financeiro para esta compra”, já que salário como vereador de Romário não sustentaria tal compra.

O veículo, usado por Romário, mas registrado no nome do pai dele, Natalino Sabino Pires, teria sido vendido em 2015 mesmo com impedimento judicial, já que era alvo de investigação. O carro agora segue apreendido até o fechamento das investigações.

Em 2015, Romário chegou a ser preso, suspeito de envolvimento na venda de veículos clonados em Bocaiuva. Segundo a Polícia Civil, o vereador liderava uma quadrilha que comprava carros e motos clonadas no estado de São Paulo e comercializava os produtos em uma comunidade rural do município.

(Fonte: G1 Grande Minas)

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