Polícia Civil de Minas Gerais prende suspeito de estuprar e engravidar filha de 14 anos

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A equipe da Delegacia Especializa de Atendimento à Mulher (DEAM) em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, prendeu em flagrante um homem suspeito de estuprar e engravidar uma filha, de 14 anos, além de mantê-la em cárcere privado e ameaçá-la de morte. A prisão ocorreu no bairro Charneca, nesse sábado (27/3/2021), e o investigado também foi autuado por oferecer resistência aos policiais.

As investigações tiveram início na quinta-feira (25/3), quando a tia da adolescente procurou a equipe da DEAM para noticiar os crimes. Ela relatou que a jovem teria sido abusada em 2019, tendo o bebê em março do ano passado. Dias depois, a mulher repassou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) um vídeo gravado pelo irmão mais velho da vítima, em que esta contava as ameaças de morte sofridas pelo pai, que também não a deixava sair de casa.

A equipe da DEAM deslocou imediatamente ao local dos fatos e realizou a prisão em flagrante do suspeito, de 36 anos, que resistiu violentamente contra a abordagem policial.

Em 2019, a mãe da vítima alegou à polícia que a gravidez da filha era resultado de estupro por homens desconhecidos, que a abordaram na rua. À época, ela negou qualquer tipo de abuso sexual por parte de algum familiar.

Na delegacia, após a prisão do suspeito, a mãe da adolescente acabou apontando o companheiro como responsável pelo estupro. “Ela justificou a mentira pretérita para a proteção dos filhos e por não querer acreditar que um pai faz isso com a própria filha, nas palavras dela”, informou a delegada responsável, Ariadne Elloise Coelho. “A mãe ainda poderá ser indiciada pela omissão relevante”, completa.

O suspeito confessou o abuso sexual contra a filha, afirmando que foi “fraqueza”, mas negou as ameaças e a situação de cárcere imposta à vítima. O bebê de um ano foi encaminhado ao IML para coleta de material genético a fim de comprovar a paternidade.

O preso foi autuado em flagrante por ameaça e resistência, e a PCMG já representou pela conversão em prisão preventiva em razão do estupro de vulnerável e cárcere privado.

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