Policial Civil acusado de matar o jornalista Rodrigo Neto enfrenta júri popular em Ipatinga

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Lúcio Lírio Leal será julgado por sete jurados, seis homens e uma mulher. Ele é acusado de pilotar a moto que levou o executor do repórter Rodrigo Neto

Começou por volta de 9h15 o julgamento do policial civil Lúcio Lírio Leal, acusado de matar o jornalista investigativo Rodrigo Neto em Ipatinga, no Valo de Aço. O tribunal do júri é presidido pelo juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira. O Conselho de Sentença já está formado e o investigador será julgado por seis homens e uma mulher. Entre as testemunhas de defesa e acusação, que são ouvidas nesta manhã, estão vários policiais civis. O Ministério Público de Minas Gerais é representado pelo promotor Francisco Angelo Silva Assis, já a defesa do réu é feita pelos advogados Fábio Vieira da Silveira e Vinícius Silva.

(Lúcio Lírio Leal, acusado de matar o jornalista Rodrigo Neto é julgado nesta quinta-feira em Ipatinga, no Vale do Aço – Foto: Reprodução/Inter TV dos Vales)

Lúcio Lírio está preso desde 2013, depois de uma megaoperação da Polícia Civil para investigar o crime contra Rodrigo Neto e outros homicídios relacionados a Região do Vale do Aço. Além do investigador, outro policial Alessandro Neves, o “Pitote”, responde pelo assassinato do repórter. Ele será julgado em uma audiência separada. Os dois são suspeitos de integrar um grupo de extermínio, o que ainda está sendo apurado.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Alessandro estava na garupa de uma moto pilotada por uma pessoa não identificada quando surpreendeu Rodrigo e disparou várias vezes, atingindo-o na cabeça, no tórax e nas costas. O crime foi no dia 8 de março de 2013. Os dois acusados também são apontados como autores do homicídio do fotógrafo Walgney Assis de Carvalho, de 43, executado no mês seguinte.

Rodrigo Neto mantinha um programa de plantão policial na Rádio Vanguarda e era também repórter do Jornal Vale do Aço. Ele já havia denunciado, na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o envolvimento de policiais nos crimes que ficaram conhecidos como Chacina de Belo Oriente e o grupo de extermínio “Moto Verde”. Rodrigo produziu várias matérias sobre os casos que incriminavam policiais militares da cidade.

(Estado de Minas)

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