23 de outubro de 2017 - 13:19
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Grêmio empata com o Atlético e é pentacampeão da Copa do Brasil

Não deu para o Atlético. O time alvinegro lutou, mas não conseguiu furar o ferrolho do Grêmio em Porto Alegre, nesta quarta-feira (07/12/2016). No fim, Bolaños, em contra-ataque mortal, marcou o gol que garantiu a taça ao time gaúcho. Depois, os mineiros chegaram a empatar com gol antológico de Cazares, de antes do meio-campo. Com o 1 a 1, o Galo ficou com o vice-campeonato da Copa do Brasil, terminando a temporada 2016 sem nenhum título oficial.

A mudança de comando no Atlético não surtiu o efeito desejado. O time de Diogo Giacomini até mostrou mais organização, principalmente na saída de bola. No entanto, o ataque alvinegro, tão poderoso na temporada, produziu poucas chances claras. O goleiro do Grêmio, Marcelo Grohe, não fez nenhuma defesa durante os 90 minutos.

Defensivamente, o Grêmio esteve impecável. Com o time quase todo atrás do meio-campo, esperando o Atlético para sair no contra-ataque, os gaúchos não deram espaço. Em momento algum os atleticanos tiveram uma chance real de gol. O esforço defensivo do time tricolor resultou na conquista do título. No fim, ainda teve tempo para Bolaños, que havia acabado de entrar, marcar o gol que tornou a missão alvinegra impossível.

Na noite que começou com homenagens à Chapecoense, o final foi vexatório. Os jogadores do Atlético, ainda com a bola rolando, foram para cima de Bolaños numa grande confusão. Após o apito final, mais empurra-empurra, agressões, principalmente entre Erazo e Kannemman.

Victor fez grandes defesas no jogo (Créditos: Diego Guichard/Globo Esporte)

O jogo

Antes do apito inicial, muita festa e emoção. Os jogadores de Grêmio e Atlético se reuniram no meio-campo, em homenagens às vítimas da tragédia com a Chapecoense na última semana. O goleiro Victor chorou copiosamente no gramado. O estádio ficou completamente mudo no minuto de silêncio.

Quando a bola rolou, o Atlético começou melhor. O time alvinegro, diferentemente da primeira partida, mostrou muita organização em campo, dominando as ações no meio e conseguindo evitar as trocas de passe da equipe gaúcha. O Grêmio, que tinha grande vantagem quando a bola rolou, esperava o melhor momento para usar o contra-ataque. Mas os espaços raramente apareceram na defesa do Galo.

Desde o início, o Galo criou chances. Júnior Urso, de cabeça, e Pratto e Luan, em chutes de fora da área. Em todas, a bola passou perto. O Grêmio passou a sair para o jogo, mas sem assustar muito. Na primeira boa chance, numa cobrança de falta de Douglas, a bola passou por cima.

O Atlético passou a atacar com menos intensidade. Apesar do domínio territorial, o time de Giacomini não encontrava espaços. Pelas laterais, saíam as melhores jogadas. Numa delas, Robinho completou cruzamento de cabeça e a bola passou por cima.

Apesar de ter mandado no primeiro tempo, o Galo poderia ter ido para o vestiário em desvantagem ainda maior. Douglas, num passe maravilhoso de calcanhar no meio-campo, deixou Éverton na cara do gol. O atacante arrancou e finalizou para defesa fantástica de Victor, que salvou o Atlético.

O Atlético voltou para a etapa final mais ofensivo, com Maicosuel no lugar de Júnior Urso. O time continuou trocando mais passes, mas sem eficiência para furar o muro defensivo do Grêmio. O time gaúcho passou a encontrar mais espaços e levar mais perigo. No Galo, apenas chutes de longa distância, todos sem direção.

Giacomini abriu de vez o Atlético, com a entrada de Cazares no lugar de Leandro Donizete. O time alvinegro lutou, mas faltou organização ofensiva para quebrar o bloqueio tricolor. Os atleticanos brigaram por cada bola até o fim, mas foi o Grêmio que abriu o placar. Num contra-ataque mortal, troca de passes e a bola chegou em Bolaños, livre, marcou: 1 a 0.

O Atlético ainda conseguiu empatar. Numa roubada de bola ainda no campo de defesa, Cazares viu o goleiro Marcelo Grohe adiantado e chutou, de antes do meio-campo, para empatar o jogo com um golaço no ângulo: 1 a 1.

Antes que a bola rolasse, foram prestadas homenagens às vítimas do voo que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana na Colômbia (Foto: Divulgação/Atlético-MG)

(Fonte: Super Esportes/Túlio Kaizer)

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