Monocultura de eucalipto no Vale do Jequitinhonha é tema de audiência

1

As violações de direitos humanos resultantes da monocultura do eucalipto no Vale do Jequitinhonha serão tema de audiência pública nesta quinta-feira (14/11/19). A reunião será realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), às 10 horas, no Auditório José Alencar, e foi solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT).

De acordo com informações do gabinete da parlamentar, essa monocultura tem recebido incentivos governamentais na região desde a década de 1970. A alegação era de que o cultivo seria uma forma de combater a pobreza, mas, ainda segundo o gabinete, a motivação real era suprir a demanda por carvão das siderúrgicas.

Desde então, grandes áreas de cerrado teriam sido transformadas em regiões de eucalipto e entidades ambientais têm denunciado que o rastro é de veredas secas e grotas sem nascentes, o que acaba por aprofundar o sofrimento da população de uma área que já é árida. Além disso, os moradores acabam submetidos a subempregos e relações precárias de trabalho, típicos de monoculturas.

As cidades mais atingidas pela monocultura do eucalipto são Turmalina, Minas Novas, Capelinha, Veredinha, Carbonita e Itamarandiba.

Nota da Aperam BioEnergia

A Aperam BioEnergia faz captação em reservatórios construídos por ela em sua área, cuja finalidade exclusiva é acumular água da chuva ao longo do ano para utilização nas suas atividades, possuindo todas as outorgas e licenças necessárias para captar e utilizar a água desses reservatórios.

Ciente do baixo índice pluviométrico deste ano e alinhado com sua responsabilidade social e ambiental, a Aperam BioEnergia colocou em prática plano de contingência emergencial e, desde o mês de maio de 2019, ações foram tomadas para reduzir a utilização da água existente em nossos reservatórios. Nas últimas semanas, medidas adicionais e radicais visaram a redução, ao máximo, do consumo de água, que serão mantidas até que se inicie o período chuvoso na região. Dentre as ações que estão em curso destacam-se:

  • construção de novos piscinões para captação e reserva de água das chuvas;
  • paralisação total da produção no Viveiro de Mudas de Itamarandiba;
  • paralisação total do plantio de mudas;
  • paralisação total das atividades de produção nas UPER’s (Unidades de Produção de Carvão) São Bento e Cruz Grande;
  • redução das atividades nas demais unidades de produção, que continuarão operando mas com consumo restrito e reduzido de água;
  • paralisação total da atividade de manutenção de estradas que requeiram a utilização de água;
  • redução das atividades de obras de construção civil e das operações florestais que requeiram a utilização de água.

É fundamental, portanto, que a iniciativa privada e a sociedade estejam envolvidas nessa causa para que, juntos, possamos transformar este momento de estiagem em aprendizados que resultem em formas mais inteligentes e responsáveis de utilização dos recursos não renováveis.

Aperam BioEnergia

VER PRIMEIRO: Receba as notícias do Aconteceu no Vale em primeira mão. Clique em curtir no endereço www.facebook.com/aconteceunovale.

1 COMENTÁRIO

  1. Na década de 1970 o jornal Folha de São Paulo documentou o início da destruição do cerrado no vale. Grandes grupos invadiram o vale para plantar eucalipto, secaram as nascentes, as veredas , expulsaram os posseiros que habitavam as terras devolutas do vale. Agora os rios e os córregos da região estão secando, os caminhões destroem as estradas…..

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.