Corpos de mineiro e capixaba não podem ser retirados de montanha na Argentina

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As roupas, documentos e equipamentos do escalador Leandro Iannotta, que morreu durante escalada no Monte Fitz Roy, na Argentina, deverão ser entregues à família dele nesta semana. Os corpos do mineiro e do seu colega capixaba Fabrício Amaral foram encontrados no dia 3 de fevereiro, após duas semanas de buscas.


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“Não tem como removê-los da montanha. Todos os pertences estão sob custodia da polícia local. Eles devem ser liberados para gente buscar. Temos um amigo lá que vai se encarregar disso”, disse o cunhado de Leandro, Marcelo Carvalho.

Os brasileiros começaram a subida no dia 16 de janeiro. O retorno estava previsto para acontecer no dia 20, mas no dia 19 uma frente fria atingiu a montanha.

Escalar as paredes quase verticais do Fitz Roy exige muita técnica e os montanhistas, com mais de 20 anos de experiência, sentiam que estavam preparados para enfrentá-las.

“A primeira investida foi incrível, caminhada longa por trilha, atravessar um glaciar até o ‘Passo Superior’ para depois escalarmos a Brecha dos Italianos, aproximadamente 250 metros de neve e rocha até a Silla, foi difícil identificar a base da via Franco Argentina e com o vento forte que vinha do Cerro Torre, decidimos descer e esperar a próxima Janela, aprendendo a cada dia e em quanto isso, sigo pedindo ao Anjo da guarda escalador uma força! Vamooo”, disse Leandro em seu perfil no Instagram no dia 14 de janeiro, dois dias antes da chegada ao Fitz Roy.

O Fitz Roy é considerada uma das montanhas mais perigosas do mundo. Lá acontecem mudanças repentinas de tempo e as temperaturas baixam rapidamente para cerca de -15ºC, com ventos de até 140 km/h.

O mineiro de Belo Horizonte era guia de escalada na Cachoeira do Tabuleiro, no município de Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas, desde 2013. Ele chegou a apresentar o local para escaladores do Brasil e de países como o Chile, Suíça, Suécia, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra. Leandro era casado e pai de um menino de cinco anos de idade.

Brasileiros morreram no Fitz Roy – Foto: Luciano Amaral/Direitos reservados

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(Fonte: G1 Minas e Hoje em Dia)

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