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Empresa prepara aporte de R$ 250 milhões para iniciar produção de lítio no Vale do Jequitinhonha

A Sigma Mineração já investiu R$ 100 milhões neste ano no seu projeto para a produção de lítio no Vale do Jequitinhonha. Para 2019, a previsão é de que mais R$ 250 milhões sejam investidos para iniciar as operações em 2020.

A jazida da empresa fica localizada próxima a Araçuaí e Itinga, no Médio Vale do Jequitinhonha, e a planta será construída em Araçuaí, com capacidade para a produção de 240 mil toneladas de concentrado de lítio ao ano. Este volume já colocaria a companhia como a maior produtora do insumo usado para a fabricação de baterias de carros elétricos, celulares e tablets no Brasil e entre as cinco maiores do mundo.

O presidente Sigma, Itamar Resende, explicou que os recursos investidos neste ano foram direcionados em sondagens, pesquisas e na operação de uma pequena planta na área do ativo, que vai gerar amostras para o mercado. Para 2019, segundo ele, mais R$ 250 milhões serão aportados para colocar a planta industrial em operação.

“Vamos começar os testes pré-operacionais em dezembro de 2019 e iniciar as operações em janeiro de 2020. Por isso, estamos iniciando a compra de equipamentos que demandam mais tempo para chegar, especialmente os importados, com o objetivo de evitar atrasos. Estamos desenhando a planta já pensando no futuro, na medida em que, se houver demanda, podemos, no mínimo, dobrar a capacidade da unidade”, detalhou Resende.

Em princípio, o lítio produzido pela companhia será praticamente todo exportado, já que não existem fabricantes nacionais de baterias de lítio, comumente usadas na fabricação de smartphones, tablets e veículos elétricos. A capacidade de produção inicial da planta deve chegar a 240 mil toneladas de concentrado de lítio por ano. “Com este volume, no Brasil vamos ser a maior empresa e estaremos entre os cinco maiores players mundiais do setor.

Para se ter uma ideia, essa produção seria capaz de suprir a demanda do País, caso tivesse fabricantes de baterias de lítio aqui”, ressaltou o presidente da Sigma.

A jazida da empresa fica nos municípios Araçuaí e Itinga (Divulgação)

Alto teor

A área de concessão da empresa, conforme já informado, é de cerca de 18 mil hectares e, até agora, não se conhece toda a reserva. O teor de óxido lítio encontrado é de 1,56%, o segundo maior teor do mundo entre as jazidas conhecidas do mineral. Além disso, a quantidade de recursos medidos, conforme o presidente da companhia, “é muito expressiva”.

De acordo com Resende, os números definitivos da reserva serão revelados em dezembro, após a conclusão das pesquisas e sondagens, trabalho que, junto com a operação da pequena planta de amostras, consumiu a maior parte dos R$ 100 milhões já aportados no projeto. Até agora foram feitos 36 mil metros lineares de sondagens, o que o executivo classificou de “uma sondagem de grande porte”.

A Sigma já iniciou os processos de licenciamento e autorizações necessárias para a operação da mina e da planta. Atualmente, a empresa está em fase de conclusão do projeto de engenharia e do processo tecnológico. Resende explicou que a operação no complexo será “enxuta e otimizada, com bastante automação”.

Além disso, a Sigma vai adotar um processo produtivo com elevado índice de recuperação, o que significa que o procedimento deve aproveitar, ao máximo, o minério contido na rocha, reduzindo os custos de produção. O presidente da companhia revelou que os testes metalúrgicos estão feitos no Canadá e que, até agora, os resultados são satisfatórios. “Estamos muito confiantes de que escolhemos o que existe de mais moderno e avançado para operação e produção”, frisou.

Conforme informado anteriormente, o projeto da Sigma deve gerar 200 empregos diretos e aproximadamente 600 indiretos. A contratação de trabalhadores deve privilegiar a mão de obra local, apesar de, em um primeiro momento, alguns recursos humanos serem “importados” de outras regiões ou estados.

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(Fonte: Diário do Comércio)

2 Comentários

  1. Desde já , parabéns , sucesso ,q a empresa possa crescer não apenas populacional,mas mundialmente,e nós traz crescimento a cada vez mais,eu tenho 32 anos,estou cursando engenharia civil, finalizando o quarto período,sou de Salinas MG(Rubelita) moro a 10 anos em sp, espero que não pessoalente eu possa ser um dos integrantes da empresa na minha área,mas que de forma desejável , desejo um bom crescimento,que um dia possa pelo menos conhecer esse grande privilégio que o está em busca, Anteciosamete: Homero Ramalho

  2. Olá ! Sou André, nascí no municipio de Araçuaí, aos meus 7 anos de idade isso em 1989 a minha família mudou- se para Taquaral,(hoje chamado Taquaral de Minas) tivemos que deixar a zona rural de Araçuaí por falta de recursos hídricos, um sério problema ainda hoje em dia enfrentado por muitas pessoas no vale do jequitionha!
    Espero que este empreendimento traga desenvolvimento para esta região de pessoas simples, porém guerreiras que batalham pela vida com poucos recursos. Espero também, que este projeto seja implantado com todas as respectivas responsabilidades necessárias para preservação do meio ambiente e da vida da população.

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