16 de dezembro de 2018 - 2:39
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Tribunal Regional Federal mantém prisão preventiva de nove deputados do RJ

Nove deputados estaduais do Rio de Janeiro tiveram suas prisões preventivas confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). A decisão foi tomada hoje (14), de forma unânime, pelos cinco desembargadores da 1ª Seção, atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Os parlamentares foram presos durante a Operação Furna da Onça, deflagrada no último dia 8. As prisões temporárias foram transformadas em preventivas, sem prazo de soltura. Os magistrados consideraram necessária a prisão a fim de garantir a ordem pública, assegurando a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

Outro fator que pesou na decisão foi a constatação de que investigados tiveram conhecimento prévio da operação, através de vazamento, e teriam tomado medidas para impedir a coleta de provas.

Com a decisão, reafirmam-se as prisões dos três deputados réus do processo derivado da Operação Cadeia Velha: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB, também alvos da Furna da Onça. Além deles, seis deputados inicialmente em prisão temporária passaram à preventiva: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB).

Para o deputado Marcelo Simão (PP), a decisão consistiu na proibição de frequentar a Alerj e sair do país, entregando o passaporte à Justiça, porque não foi apurado conduta que caracterizasse impedimento de coleta de provas ou sua destruição.

O procurador regional da República Carlos Aguiar, um dos responsáveis pela Operação Furna da Onça, considerou a decisão importante para garantir a preservação das provas.

“Essas pessoas, ao longo de décadas, se acostumaram a praticar crimes em detrimento da sociedade. É uma medida enérgica, fundamental, inédita e unânime que decretou as prisões mais uma vez. Isso tende a minimizar efeitos deletérios que essa organização vem causando à sociedade fluminense”, declarou o procurador, em nota distribuída pelo MPF.

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(Fonte: Agência Brasil)

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