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Desabamento de prédios deixa pelo menos três mortos no Rio

Subiu para três o número de mortos no Condomínio Figueira, na comunidade do Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um homem que havia sido resgatado morreu no hospital da Unimed. Uma criança foi encontrada com vida dos escombros dos dois prédios que desabaram na manhã de hoje (12/04/2019).





Com isso, chega a nove o número de pessoas resgatadas com vida. Não há informações precisas sobre o número de desaparecidos ou de pessoas que podem estar sob os escombros. Segundo os moradores do condomínio, o prédio, construído recentemente, estava com cinco apartamentos ocupados.

O trabalho de resgate continua sem o uso de máquinas pesadas, uma vez que há a possibilidade de encontrar sobreviventes. Por volta de 14h45 chegaram ao local equipamentos de iluminação, o que pode indicar que os bombeiros continuarão atuando durante a noite.

Pela manhã, o vice-governador Cláudio Castro, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, estiveram no local do desabamento para acompanhar os trabalhos.

A comunidade da Muzema sofreu bastante com a chuva que atingiu a cidade nesta semana. As vias da região ainda têm muita lama, lixo, entulho e acúmulo de água em alguns pontos. Há também queda de barreiras.

A rua da entrada do condomínio Figueira foi destruída pela chuva. Muitos prédios estão em construção na região, que fica no pé do morro.

Prédios irregulares

A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou uma nota à imprensa em que informa que os prédios que desabaram eram construções não autorizadas pelos órgãos municipais. De acordo com a nota, os edifícios estavam interditados desde novembro de 2018.

De acordo com a prefeitura, a zona em que se encontram os prédios que desabaram e as construções vizinhas (que incluem vários edifícios) é uma área de proteção ambiental (APA) que só permite a construção de edificações unifamiliares, ou seja, casas.

“Na Muzema, as construções não obedecem aos parâmetros de edificações estabelecidos, como afastamento frontal, gabarito, ocupação, número de unidades e de vagas”, diz a nota.

A prefeitura diz na nota que, por se tratar de uma área dominada por uma milícia (grupo criminoso que controla territórios de forma armada no Rio), precisa de apoio da Polícia Militar para atuar na área.

Foto: Centro de operação da Prefeitura do RJ

“Um drama tremendo”, diz prefeito

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse hoje que o desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema foi “um drama tremendo”. Ele reforçou que os edifícios eram irregulares e tiveram suas obras interditadas.

“Essas edificações estão num loteamento irregular. A prefeitura já tinha notificado, comunicou ao Ministério Público, tentou interditar, lançou diversas multas e infrações, mas infelizmente as obras continuaram. Fica uma lição: quando a prefeitura notificar, der os autos de interdição, não continuem as obras porque há risco de vida”, disse Crivella.

O representante comercial Marcelo Vasconcelos, de 47 anos, era proprietário de duas unidades em um dos edifícios que desabou. Ele explicou que comprou um apartamento para o irmão e outro para a cunhada, por R$ 110 mil cada um, mas que ambos estavam vagos.

“Eu sabia que era irregular por causa do preço e da localidade. Mas foi para atender às necessidades dos meus parentes que precisavam sair do aluguel”, disse ele.

Foto: Centro de operação da Prefeitura do RJ

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(Fonte: Agência Brasil)

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