Ainda sem receber qualquer proposta do governo, os servidores estaduais da saúde decidiram, em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (10), pela continuação da greve que perdura há 15 dias. A reunião aconteceu no hall da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que teve o salão do chá ocupado pelos manifestantes. Eles prometem permanecer no local até que a negociação com o governo avance. Além disso, um grupo dos servidores ainda continua acampada em frente ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII.
Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG), eles foram convocados para uma reunião na noite de segunda-feira (9), porém, acabaram sendo recebidos pelo chefe de gabinete da secretaria de saúde. Durante o encontro, o representante do governo teria oferecido um calendário de três meses de discussão sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Porém, em contrapartida, a greve deveria ser suspensa.
Com isso a categoria se disse frustrada com o encontro, já que em 2012 o governo fez um chamado semelhante visando a revisão do plano de carreiras, sendo que a discussão levou meses e não resultou em nada. Assim, eles decidiram pela manutenção da greve e ocuparam o salão do chá da ALMG. Segundo a assessoria da casa, os manifestantes pretendem continuar ocupando o local pacificamente até que a discussão com o governo se inicie.
Durante a assembleia, alguns deputados se comprometeram a ajudar os servidores da saúde, porém, até o momento nenhuma reunião na ALMG foi marcada. Ainda de acordo com a assessoria da Assembleia, na sexta-feira (13) haverá na Justiça uma audiência de conciliação entre o Estado e o sindicato.
Ainda de acordo com o sindicato, os servidores pretendem organizar um “Arraial da Greve”, em frente ao João XXIII, visando aumentar o diálogo com a população sobre os motivos da paralisação.
Secretaria
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, por meio de sua assessoria, que o Governo mantém diálogo permanente com os servidores, por meio do Comitê de Negociação Sindical (Cones) e de reuniões específicas, e reafirma o compromisso com o cidadão na prestação dos serviços. No final do ano passado, acordos com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) e outras entidades representativas do Sistema de Saúde teriam sido assinados.
Ainda conforme a SES, os pontos acordados estão sendo cumpridos, não havendo motivação para realização de novas manifestações e paralisações, conforme compromisso firmado entre a categoria e o Governo. Em relação à redução da carga horária semanal de 40 para 30 horas, com remuneração proporcional, de diversos profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), já foram atendidos 2.160 pedidos, o que representa 90,79% das solicitações. (O Tempo)