{"id":96955,"date":"2016-09-14T15:58:32","date_gmt":"2016-09-14T18:58:32","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=96955"},"modified":"2016-09-14T15:58:32","modified_gmt":"2016-09-14T18:58:32","slug":"pela-primeira-vez-desde-2008-brasil-fecha-mais-empresas-do-que-abre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=96955","title":{"rendered":"Pela primeira vez desde 2008, Brasil fecha mais empresas do que abre"},"content":{"rendered":"<p>Em 2014, o pa\u00eds fechou mais empresas do que abriu, o que ocorre pela primeira vez desde 2008, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) iniciou a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Cadastro Central de Empresas (Cempre).<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das principais constata\u00e7\u00f5es do estudo divulgado hoje (14\/09\/2016) pelo instituto, indicando que, em 2014 o pa\u00eds tinha, 4,6 milh\u00f5es de empresas ativas, que empregavam 41,8 milh\u00f5es de pessoas, das quais 35,2 milh\u00f5es (o equivalente a 84,2%) eram assalariadas e 6,6 milh\u00f5es (15,8%) encontravam-se na condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio ou propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, apesar do n\u00famero significativo de empresas existentes em 2014, quando da \u00faltima pesquisa, a taxa de sa\u00edda de empresas do mercado cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7%, em rela\u00e7\u00e3o a 2013. Com isso, 944 mil empresas deixaram o mercado, em rela\u00e7\u00e3o a 2013, o maior n\u00famero desde 2008, no in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica. No per\u00edodo, o n\u00famero de empresas que entraram totalizou 726,3 mil.<\/p>\n<p>Os dados, que fazem parte do Cadastro Central de Empresas, indicam que os sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es, pagos pelas entidades empresariais, totalizaram R$ 939,8 bilh\u00f5es, com um sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal de R$ 2,03 mil, o equivalente a 2,8 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais m\u00e9dios.<\/p>\n<p>O levantamento do IBGE indica que a idade m\u00e9dia dessas empresas era de 10,6 anos.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00edda das empresas<\/strong><\/p>\n<p>A Demografia das Empresas 2014 mostra que, de um ano para outro, a sa\u00edda de empresas do mercado ocorreu em todos os segmentos, com destaque para o de servi\u00e7os, que aumentou 10,5 pontos percentuais; seguido das artes, cultura, esporte e recrea\u00e7\u00e3o (8,7 pontos percentuais); constru\u00e7\u00e3o (7,9 pontos percentuais); e informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (6,8 pontos percentuais).<\/p>\n<p>O estudo permite analisar as taxas de entrada, sa\u00edda e sobreviv\u00eancia das empresas, al\u00e9m da mobilidade e idade m\u00e9dia de cada uma. A partir dele \u00e9 poss\u00edvel, por exemplo, avaliar as empresas de alto crescimento e seu impacto sobre vari\u00e1veis econ\u00f4micas, como o n\u00famero de pessoal ocupado assalariado.<\/p>\n<p><strong>Movimento de entrada<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do Cadastro Central de Empresas chamam a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, em 2014, foi registrado o menor n\u00famero de entradas de empresas no mercado desde 2008, com a taxa de novas empresas caindo de 18,3% em 2013 para 15,9%, em 2014.<\/p>\n<p>Com isso, segundo o IBGE, 726,3 mil novas empresas entraram em atividade naquele ano, com a taxa de sobreviv\u00eancia ficando em 84,1%, neste caso a maior taxa da s\u00e9rie. As informa\u00e7\u00f5es indicam que 3,8 milh\u00f5es de empresas sobreviveram \u00e0s adversidades do mercado, volume inferior ao verificado em 2013.<\/p>\n<p>\u00c0 exce\u00e7\u00e3o do setor de eletricidade e g\u00e1s, todas as atividades econ\u00f4micas registraram queda nas taxas de abertura de empresas. As maiores redu\u00e7\u00f5es foram verificadas nas se\u00e7\u00f5es Ind\u00fastrias extrativas (-4,9 pontos percentuais); constru\u00e7\u00e3o (-4,0 pontos percentuais); e artes, cultura, esporte e recrea\u00e7\u00e3o; e \u00e1gua, esgoto, atividades de gest\u00e3o de res\u00edduos e descontamina\u00e7\u00e3o (ambas com -3,5 pontos percentuais).<\/p>\n<p>De 2013 para 2014, 944 mil empresas deixaram o mercado.<\/p>\n<p>O Cadastro Central de Empresas \u00e9 atualizado anualmente pelo IBGE a partir de informa\u00e7\u00f5es levantadas junto \u00e0s empresas dos setores da ind\u00fastria, constru\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e servi\u00e7os a partir de registros do Sistema de Manuten\u00e7\u00e3o Cadastral (Simcad), do pr\u00f3prio Cempre, e tamb\u00e9m de dados administrativos do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p><strong>Com\u00e9rcio concentra maior n\u00famero de empresas<\/strong><\/p>\n<p>Os dados indicam que o com\u00e9rcio se destaca como o setor que concentra o maior n\u00famero de empresas, sendo a atividade que apresentou tanto os maiores ganhos quanto as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado, provenientes dos movimentos de entrada e sa\u00edda de empresas em 2014.<\/p>\n<p>Pelos n\u00fameros levantados pela pesquisa, em 2014 o com\u00e9rcio concentrava 44,9% do total de empresas existentes, o equivalente a 2 milh\u00f5es de estabelecimentos, tamb\u00e9m se destacando em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero absoluto de empresas que entraram no mercado (289,3 mil); que sa\u00edram (437,7 mil); e que sobreviveram (1,8 milh\u00f5es), o equivalente a respectivamente 39,8%, 46,4% e 45,8% do total das empresas para cada movimento.<\/p>\n<p><strong>Sobreviv\u00eancia do setor<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Cadastro Central de Empresas, 39,6% das 694,5 mil empresas que nasceram em 2009 ainda estavam ativas no mercado em 2014 &#8211; ou seja, cinco anos ap\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o, mais de 60% das empresas n\u00e3o sobreviveram.<\/p>\n<p>No per\u00edodo 2010-2014, as se\u00e7\u00f5es de atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobreviv\u00eancia foram sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais, com 55,3% do total; atividades imobili\u00e1rias (51,5%); e atividades profissionais, cient\u00edficas e t\u00e9cnicas (47,3%).<\/p>\n<p>Os dados mostram que, do total das 4,6 milh\u00f5es de empresas ativas em 2014, 31,2 mil \u2013 o equivalente a 0,7% \u2013 eram de alto crescimento, pois apresentaram aumento m\u00e9dio do pessoal ocupado assalariado maior que 20% ao ano, por um per\u00edodo de tr\u00eas anos, tendo pelo menos 10 pessoas assalariadas no ano inicial de sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2014, 488,8 mil empresas tinham 10 ou mais pessoas ocupadas, representando 6,4% do total. Eles respondiam por 4,5 milh\u00f5es do total do pessoal ocupado, o equivalente a 15,4% do total assalariado, sendo que as atividades administrativas e de servi\u00e7os complementares representavam a maior propor\u00e7\u00e3o de assalariados em empresas de alto crescimento: 28,3%.<\/p>\n<p>(Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2014, o pa\u00eds fechou mais empresas do que abriu, o que ocorre pela primeira vez desde 2008, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) iniciou a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Cadastro Central de Empresas (Cempre). 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