{"id":92368,"date":"2016-07-18T21:41:24","date_gmt":"2016-07-19T00:41:24","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=92368"},"modified":"2016-07-18T21:41:24","modified_gmt":"2016-07-19T00:41:24","slug":"apos-60-anos-de-grande-sertao-veredas-distrito-mineiro-respira-guimaraes-rosa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=92368","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 60 anos de &#8220;Grande Sert\u00e3o: Veredas&#8221;, distrito mineiro respira Guimar\u00e3es Rosa"},"content":{"rendered":"<p>Do Cine Manuelz\u00e3o, passando pelo restaurante Veredas at\u00e9 a Pra\u00e7a Uma Est\u00f3ria de Amor, a obra de Guimar\u00e3es Rosa (1908-1967) preenche cada esquina de Andrequic\u00e9. No pequeno distrito do munic\u00edpio de Tr\u00eas Marias (MG), a 280 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, mesmo aqueles que nunca leram\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>\u00a0sabem relatar algum detalhe da aventura entre Riobaldo e Diadorim. Sobre Manuelz\u00e3o, o protagonista de\u00a0<em>Uma Est\u00f3ria de Amor<\/em>, contam muito al\u00e9m do que diz a literatura roseana. \u00c9 que justamente em Andrequic\u00e9 viveu Manuel Nardi, o Manuelz\u00e3o de carne e osso, inspirador de um dos personagens mais famosos do universo de Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n<p>A diversidade cultural do distrito foi apresentada na XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o. Ao longo de oito dias,\u00a0<em>shows,<\/em>\u00a0filmes, quadrilha, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, teatro, dan\u00e7a de ciganos, folia de reis, cavalgada e cortejo de carros de boi ilustraram a riqueza do sert\u00e3o eternizado por Guimar\u00e3es Rosa. Uma visita a locais citados pelo escritor levou os presentes a se sentir nas p\u00e1ginas dos livros. Duas jovens encenaram, \u00e0s margens do rio De-janeiro, o primeiro encontro entre Riobaldo e Diadorim. A festa terminou nesse domingo (17).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/sertao_minas_1.jpg\" alt=\"\" \/><center><em>Frases de Guimar\u00e3es Rosa tomam as ruas de Andrequic\u00e9 (L\u00e9o Rodrigues\/Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/center><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Guimar\u00e3es Rosa com o sert\u00e3o mineiro tem na boiada de 1952 um de seus mais importantes marcos. O escritor decidiu reunir um grupo de vaqueiros para realizar um percurso de 240 quil\u00f4metros em 10 dias, da Fazenda Sirga, a 60 quil\u00f4metros de Andrequic\u00e9, at\u00e9 Ara\u00e7a\u00ed (MG), munic\u00edpio vizinho a Cordisburgo (MG). Ao longo do trajeto, o escritor fez anota\u00e7\u00f5es sobre lugares e pessoas. \u00c9 dessa realidade que Guimar\u00e3es Rosa vai extrair a mat\u00e9ria-prima para lan\u00e7ar, h\u00e1 exatos 60 anos,\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Corpo de Baile<\/em>, que posteriormente seria desmembrado em tr\u00eas volumes:\u00a0<em>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/em>,\u00a0<em>No Urubuquaqu\u00e1<\/em>,\u00a0<em>no Pinh\u00e9m<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Noites do Sert\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>A boiada tamb\u00e9m permitiu a Guimar\u00e3es Rosa observar atentamente o linguajar sertanejo. &#8220;Ele anotou muitos termos, muitos &#8216;causos&#8217; e muitos voc\u00e1bulos sertanejos que v\u00e3o ganhar vida na sua literatura. \u00c9 atrav\u00e9s dessa linguagem que ele vai apresentar para o Brasil um pa\u00eds ainda desconhecido de si mesmo&#8221;, analisa Telma Borges, professora de literatura da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).<\/p>\n<p>O texto de Guimar\u00e3es Rosa mostra uma forma peculiar de escrita, recheada de recursos lingu\u00edsticos, que faz com que muitos leitores considerem a leitura dif\u00edcil. Segundo Telma, ele criou uma linguagem original, mas com correspond\u00eancia na linguagem sertaneja. A professora explica que o escritor mineiro usa a gram\u00e1tica, mas n\u00e3o a normativa e tradicional. &#8220;Ele desloca os termos da ora\u00e7\u00e3o e se sente um estranhamento. O leitor trope\u00e7a nas palavras. \u00c9 mais f\u00e1cil entender o texto lendo devagar, voltando atr\u00e1s para recuperar o sentido das frases, ou lendo em voz alta. Da\u00ed \u00e9 interessante como a leitura em voz alta produz uma significa\u00e7\u00e3o muito mais acelerada. A literatura de Guimar\u00e3es Rosa tem uma marca de oralidade, que permite a identifica\u00e7\u00e3o com o sertanejo&#8221;.<\/p>\n<p>Ao longo do evento, Telma conduziu alguns passeios e ministrou oficinas para alunos do ensino fundamental. Ela destaca o conhecimento que as crian\u00e7as j\u00e1 t\u00eam de Guimar\u00e3es Rosa. &#8220;Eles preparam ao longo de todo o ano atividades para a Semana Cultural, como teatro e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria. \u00c9 muito expl\u00edcito como a forma\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as se d\u00e1 a partir da literatura e sobretudo sobre a literatura de Guimar\u00e3es Rosa&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Linguagem complexa<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/sertao_minas_2.jpg\" alt=\"\" \/><center><em>Crian\u00e7as de Andrequic\u00e9 se envolvem com a literatura de Guimar\u00e3es Rosa<br \/>\no ano inteiro (Leonardo Alvares\/Samarra)<\/em><\/center><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>No distrito de 400 casas e 2 mil habitantes, o gosto pela literatura foi calejado pelo tempo. &#8220;Eu nunca gostei muito de ler. No meu tempo, as escolas faziam uma press\u00e3o muito grande pela leitura e acho que criei uma avers\u00e3o. N\u00e3o era prazeroso, era obrigado. Depois de muito tempo, come\u00e7aram a organizar as rodas de leitura. A cada 15 dias, nos reunimos por duas horas para ler trechos de\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>. Decidi ir a primeira vez por curiosidade e tomei gosto. \u00c9 legal porque \u00e9 uma linguagem complexa, mas lendo em grupo, fica mais f\u00e1cil entender&#8221;, conta a moradora Maria Borges de Souza.<\/p>\n<p>Esta linguagem complexa e particular atrai tamb\u00e9m o interesse de estrangeiros, e a obra tem dezenas de tradu\u00e7\u00f5es. Com a cultura de quem dominava seis idiomas e tinha algum conhecimento em pelo menos outros cinco, Guimar\u00e3es Rosa foi bem duro com algumas vers\u00f5es, como a inglesa de 1963. &#8220;N\u00e3o viram, principalmente, que o livro \u00e9 tanto um romance, quanto um poema grande, tamb\u00e9m. \u00c9 poesia ou pretende ser, pelo menos&#8221;, escreve ele em uma carta datada de 17 de junho de 1963.<\/p>\n<p>Presente na XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o, o alem\u00e3o radicado no Brasil Berthold Zilly anunciou que ir\u00e1 encarar o desafio de fazer uma nova tradu\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>. Professor e cr\u00edtico liter\u00e1rio, seu objetivo \u00e9 justamente oferecer um relato mais fiel \u00e0 linguagem de Guimar\u00e3es Rosa. A \u00fanica vers\u00e3o alem\u00e3 da obra, lan\u00e7ada em 1964, narra os acontecimentos sem transmitir a originalidade da escrita do autor mineiro.<\/p>\n<p>A linguagem de Guimar\u00e3es Rosa tamb\u00e9m foi levada para as telas.\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>\u00a0virou uma s\u00e9rie produzida pela Rede Globo em 1985, dirigido por Walter Avancini e com a atua\u00e7\u00e3o de Tony Ramos, Tarc\u00edsio Meira e Bruna Lombardi. A cena de abertura foi rodada em Andrequic\u00e9, \u00e0s margens do rio De-janeiro. Mais tarde, o distrito foi novamente palco de uma grande produ\u00e7\u00e3o: o filme<em>Mutum<\/em>, dirigido pela cineasta Sandra Kogut. \u00danica pel\u00edcula brasileira selecionada para o Festival de Cannes de 2007, a obra adapta o conto\u00a0<em>Campo Geral\u00a0<\/em>presente no livro\u00a0<em>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/em>. O conto apresenta a hist\u00f3ria de Miguilim, um garoto pobre que vivencia alguns eventos tr\u00e1gicos na inf\u00e2ncia at\u00e9 que desenvolve uma amizade com um m\u00e9dico e \u00e9 levado para estudar na cidade.<\/p>\n<p>O jornalista Pedro Fonseca, que recebeu uma comitiva da equipe de produ\u00e7\u00e3o, lembra que alguns defenderam que o filme fosse rodado no estado de Goi\u00e1s, argumentando que o sert\u00e3o mineiro n\u00e3o seria mais o mesmo retratado por Guimar\u00e3es Rosa. Ele levou-os para uma passeio, inclusive a pontos citados pelo escritor, o que teria convencido a produ\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, o jornalista lamenta a falta de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. &#8220;Os eucaliptos tomaram a paisagem. Para mim, est\u00e1 provado que a falta de \u00e1gua na regi\u00e3o se deve ao eucalipto. N\u00e3o chove. Andrequic\u00e9 est\u00e1 com problemas de abastecimento. As veredas est\u00e3o secas e devastadas. D\u00e1 uma tristeza muito grande e um sentimento de impot\u00eancia&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p><strong>60 anos de Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/strong><\/p>\n<p>O evento \u00e9 organizado pela Sociedade dos Amigos do Memorial Manuelz\u00e3o e de Revitalizac\u00e3o de Andrequic\u00e9 (Samarra) e conta com o apoio do Minist\u00e9rio da Cultura. Nesta edi\u00e7\u00e3o, a festa celebrou seus 15 anos e lembrou os 60 anos dos livros\u00a0<em>Grande: Sert\u00e3o Veredas<\/em>\u00a0e de\u00a0<em>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/em>, que re\u00fane os contos\u00a0<em>Uma Est\u00f3ria de Amor<\/em>\u00a0e<em>\u00a0Campo Geral<\/em>. O anivers\u00e1rio das obras lan\u00e7adas em 1956 \u00e9 motivo para um sert\u00e3o em festa. A data foi tamb\u00e9m celebrada na semana passada durante o FestiVelhas 2016, em Morro da Gar\u00e7a (MG), e na 28\u00aa Semana Roseana, em Cordisburgo (MG), cidade natal do escritor.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Samarra, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Vicente de Souza, a festa coroa o engajamento da cidade em torno da preserva\u00e7\u00e3o da obra de Guimar\u00e3es Rosa e do legado de Manuelz\u00e3o. &#8220;A gente percebia que o distrito precisava de cuidados, ao mesmo tempo que t\u00ednhamos o desejo de preservar a hist\u00f3ria de Manuelz\u00e3o. Da\u00ed surge a Samarra. Para revitalizar o Andrequic\u00e9 atrav\u00e9s da cultura. Olha que legal, n\u00e3o \u00e9 uma coisa bacana?&#8221;, explica Jos\u00e9 Ant\u00f4nio, que \u00e9 tamb\u00e9m sobrinho da ex-mulher de Manuelz\u00e3o.<\/p>\n<p>A Samarra conta cada vez com mais instrumentos para estimular o mergulho na literatura roseana. Durante o evento, o Memorial Manuelz\u00e3o, sediado na casa onde morou Manuel Nardi, ganhou um refor\u00e7o: o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEB\/USP) entregou ao memorial uma vers\u00e3o digital das cadernetas de Guimar\u00e3es Rosa. Elas cont\u00eam as anota\u00e7\u00f5es que serviram de base para a publica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>.<\/p>\n<p>Um dos pontos altos da XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o foi o desfile das roupas produzidas pelas bordadeiras de Andrequic\u00e9. O grupo, que foi formado na primeira edi\u00e7\u00e3o do evento com o apoio de Furnas, faz reuni\u00f5es semanais. At\u00e9 ent\u00e3o, elas trabalhavam em pain\u00e9is, capas de almofadas e colchas, sempre inspiradas em frases extra\u00eddas da obra de Guimar\u00e3es Rosa. Para produzir as roupas, elas realizaram encontros desde o in\u00edcio do ano onde receberam orienta\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>designer<\/em>\u00a0de moda Marcos Pessoa Morais, de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia Alves, de 56 anos, \u00e9 dona de um bar em Andrequic\u00e9 e integra o grupo. &#8220;Bordo nas horinhas de descuido, como dizia Guimar\u00e3es Rosa&#8221;, se diverte. &#8220;Cada dia que eu bordo uma frase de Guimar\u00e3es Rosa, eu me sinto na faculdade. Acho que estou aprendendo mais&#8221;, acrescenta. Ela conta que a cole\u00e7\u00e3o de roupas apresentada foi toda inspirada no romance de Riobaldo e Diadorim e se emociona com o resultado. &#8220;N\u00e3o pensava nunca que ir\u00edamos chegar nesse patamar&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/sertao_minas_3.jpg\" alt=\"\" \/><center><em>Meninas de Andrequic\u00e9 desfilam com as roupas inspiradas no romance<br \/>\nde Riobaldo e Diadorim (Leonardo Alvares\/Samarra)<\/em><\/center><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Cine Manuelz\u00e3o, passando pelo restaurante Veredas at\u00e9 a Pra\u00e7a Uma Est\u00f3ria de Amor, a obra de Guimar\u00e3es Rosa (1908-1967) preenche cada esquina de Andrequic\u00e9. 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