{"id":90510,"date":"2016-06-29T11:14:35","date_gmt":"2016-06-29T14:14:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=90510"},"modified":"2016-06-29T11:14:35","modified_gmt":"2016-06-29T14:14:35","slug":"adolescente-de-13-anos-e-estuprada-por-8-homens-em-juiz-de-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=90510","title":{"rendered":"Adolescente de 13 anos \u00e9 estuprada por 8 homens em Juiz de Fora"},"content":{"rendered":"<p>Uma garota de 13 anos foi mantida em c\u00e1rcere privado e violentada por oito homens, que seriam traficantes, durante 12 horas no \u00faltimo fim de semana, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A menina s\u00f3 foi libertada depois que um v\u00eddeo com o abuso foi divulgado no Facebook e o l\u00edder da quadrilha fez uma liga\u00e7\u00e3o ordenando que ela fosse solta. O caso \u00e9 investigado pela Pol\u00edcia Civil, e, segundo a delegada \u00c2ngela Fellet, seis suspeitos j\u00e1 foram identificados, sendo a maioria deles menor de idade. At\u00e9 a noite de ontem (28\/6), ningu\u00e9m havia sido detido.<\/p>\n<p>Na noite do crime, a adolescente havia ido a uma festa junina com a fam\u00edlia. Segundo o boletim de ocorr\u00eancia da Pol\u00edcia Militar (PM), ela deixou o local um tempo depois, sem o consentimento dos pais, com o namorado e um casal de amigos. Eles foram at\u00e9 uma casa abandonada no bairro Olavo Costa. O ponto, de acordo com \u00c2ngela Fellet, da Delegacia de Mulheres, \u00e9 muito usado para o uso de drogas e encontros de casais.<\/p>\n<p>Em depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Civil, na segunda-feira, a menina contou que os oito suspeitos invadiram o im\u00f3vel, tr\u00eas deles armados, e renderam o grupo. A amiga e os dois homens foram liberados em seguida \u2013 a garota, tamb\u00e9m menor, seria parente de um membro da gangue.<\/p>\n<p>A v\u00edtima teria ficado em poder dos criminosos entre as 20h de s\u00e1bado e as 8h de domingo. \u201cEla afirma que n\u00e3o os conhecia, mas ainda estamos investigando a situa\u00e7\u00e3o\u201d, explica a delegada.<\/p>\n<p><strong>V\u00eddeo. <\/strong>A delegada n\u00e3o quis passar detalhes do v\u00eddeo, mas disse que ele confirma o crime. Ela ainda frisa que, como a menina tem menos de 14 anos, mesmo que a rela\u00e7\u00e3o tenha sido consensual, o crime de estupro est\u00e1 configurado. \u201cO v\u00eddeo foi postado no Facebook. Ela foi levada por duas pessoas e, sozinha, conseguiu chegar em casa\u201d, conta a delegada.<\/p>\n<p>At\u00e9 a noite de ontem, a delegada tentava identificar os outros dois suspeitos. \u201cEstamos em uma fase inicial da investiga\u00e7\u00e3o, mas, quando terminarmos a identifica\u00e7\u00e3o, partiremos para a segunda etapa, que s\u00e3o os pedidos de pris\u00e3o e apreens\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Com medo de repres\u00e1lias e traumatizada, a adolescente vive hoje sob prote\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a e \u00e9 acompanhada pelo Conselho Tutelar.<\/p>\n<p><strong>Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Relembre. <\/strong>Quatro homens foram denunciados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio pelo estupro de uma garota de 16 anos, em maio. Ela foi violentada ap\u00f3s um baile funk, e o caso gerou muita como\u00e7\u00e3o ap\u00f3s v\u00eddeo com o ataque ser divulgado.<\/p>\n<p><strong>Amparo veio pela rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola<\/strong><\/p>\n<p>A adolescente chegou em casa abalada e, ao ser questionada sobre seu sumi\u00e7o durante a madrugada, contou aos pais sobre o crime. Com medo de repres\u00e1lias, eles recorreram, no primeiro momento, aos diretores da escola da garota, que encaminharam a fam\u00edlia ao Conselho Tutelar.<\/p>\n<p>A conselheira Sandra Peron, que acompanha o caso, conta que a fam\u00edlia j\u00e1 havia feito uma ocorr\u00eancia sobre o desaparecimento da jovem. \u201cDepois, a m\u00e3e disse que teve medo de procurar novamente a Pol\u00edcia Militar, pela comunidade em que vive. Foram ao acolhimento mais pr\u00f3ximo que tiveram\u201d, explica.<\/p>\n<p>A jovem foi encaminhada \u00e0 Delegacia de Mulheres e recebeu atendimento m\u00e9dico. O caso corre em segredo de Justi\u00e7a, e a adolescente segue sob os cuidados do Conselho Tutelar local \u2013 os parentes recusaram ajuda para deixar a cidade.<\/p>\n<p><strong>O que diz a lei<\/strong><\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o.<\/strong> Desde 2009, estupro \u00e9 qualquer ato sem consentimento. A pena \u00e9 de seis a dez anos de pris\u00e3o. \u00c9 elevada para at\u00e9 12 anos se a v\u00edtima for menor. Se for vulner\u00e1vel (menor de 14, com problema mental ou desacordada), \u00e9 de 15 anos.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a.<\/strong> Em 31 de maio, o Senado aprovou o Projeto de Lei 618\/2015, que tipifica os crimes de estupro coletivo e de divulga\u00e7\u00e3o de estupro, que n\u00e3o eram previstos. A proposta \u00e9 elevar a pena m\u00e1xima para mais de 16 anos. O texto precisa ser votado na C\u00e2mara Federal.<\/p>\n<p><strong>Cultura do abuso est\u00e1 diretamente ligada a agress\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A professora Nina Caetano, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e coordenadora do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00f5es Feministas (Niceia), diz que \u00e9 preciso acabar com uma cultura no pa\u00eds de fortalecimento do estupro, baseada na cren\u00e7a de que a mulher \u00e9 um objeto, uma propriedade, inferior ao sexo masculino.<\/p>\n<p>Conforme Nina, o que se entende como cultura do estupro \u00e9 justamente a naturaliza\u00e7\u00e3o do comportamento violento do homem.<\/p>\n<p>\u201cO acesso ao corpo da mulher \u00e9 tido como algo de direito do homem. E a v\u00edtima acaba culpabilizada. H\u00e1 uma invers\u00e3o da l\u00f3gica da agress\u00e3o. Entende-se que a mulher estaria pedindo para ser estuprada. E isso acaba incentivando a pr\u00f3pria viol\u00eancia em si\u201d, acredita a professora da regi\u00e3o Central do Estado.<\/p>\n<p>Inspira\u00e7\u00e3o. A delegada \u00c2ngela Fellet, que investiga o caso da adolescente de Juiz Fora, conta que esse \u00e9 o primeiro caso de estupro coletivo que investiga na cidade. A policial acredita ainda que o caso do Rio de Janeiro, no fim de maio, pode ter inspirado os criminosos e que a bebida pode ter sido um componente importante do ataque.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o primeiro caso de que tenho conhecimento aqui. Acho que pode ter ajudado no sentido de eles terem copiado a a\u00e7\u00e3o (do Rio)\u201d, afirma. No caso carioca, uma garota de 16 anos foi violentada por um grupo de homens \u2013 quatro suspeitos foram denunciados pelo crime.<\/p>\n<p><em>(Fonte: O Tempo \/ Rep\u00f3rter: B\u00e1rbara Freitas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma garota de 13 anos foi mantida em c\u00e1rcere privado e violentada por oito homens, que seriam traficantes, durante 12 horas no \u00faltimo fim de semana, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. 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