{"id":90487,"date":"2016-06-28T23:29:11","date_gmt":"2016-06-29T02:29:11","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=90487"},"modified":"2016-06-28T23:29:11","modified_gmt":"2016-06-29T02:29:11","slug":"minas-gerais-lanca-edital-de-premiacao-das-festas-tradicionais-indigenas-ou-de-grupos-tribais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=90487","title":{"rendered":"Minas Gerais lan\u00e7a edital de premia\u00e7\u00e3o das festas tradicionais ind\u00edgenas ou de grupos tribais"},"content":{"rendered":"<p>As tradi\u00e7\u00f5es, rituais e sabedoria ind\u00edgenas s\u00e3o elementos incrustados no DNA da identidade brasileira. Com vistas \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o da cultura desse povo formador da sociedade do pa\u00eds, a\u00a0Secretaria de Estado de Cultura (SEC)\u00a0lan\u00e7ou, nesta ter\u00e7a-feira (28\/6), o edital de Premia\u00e7\u00e3o das Festas Tradicionais das Comunidades Ind\u00edgenas ou Grupos Tribais. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas at\u00e9 8 de agosto de 2016.\u00a0Ser\u00e3o distribu\u00eddos 13 pr\u00eamios, no valor de R$ 15 mil, totalizando R$ 195 mil, para iniciativas desenvolvidas no sentido de preserva\u00e7\u00e3o das festas tradicionais das comunidades ind\u00edgenas ou grupos tribais.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, destacou\u00a0que a causa ind\u00edgena \u00e9 cara \u00e0 nossa mem\u00f3ria e ao nosso futuro.\u00a0\u201c\u00c9 um edital que tem o objetivo de fazer com que a identidade ind\u00edgena prevale\u00e7a. Com estes recursos a comunidade consegue promover suas festas, suas comemora\u00e7\u00f5es sagradas. Seguir todo um ritual de cultura que caracteriza cada um desses grupos aldeados. No ano passado os recursos para este edital foram de emendas parlamentares. Em 2016 conseguimos os valores do pr\u00f3prio or\u00e7amento da Secretaria de Estado de Cultura, porque reconhecemos que essa \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica que tem que ser praticada em Minas. A cultura genu\u00edna dos nossos povos origin\u00e1rios tem que ser mantida para que esse patrim\u00f4nio maravilhoso continue em nossa raiz\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>O representante da comunidade Patax\u00f3, Alexandre Patax\u00f3, comemorou\u00a0a realiza\u00e7\u00e3o da segunda edi\u00e7\u00e3o da premia\u00e7\u00e3o. \u201cO edital \u00e9 um projeto importante dentro do\u00a0Governo de Minas Gerais\u00a0que vem como reconhecimento das comunidades ind\u00edgenas do Estado. Ele fortalece politicamente a comunidade, reafirmando nossa identidade cultural. Esse modelo de governo nos faz ser ouvidos e respeitados. Desde o ano passado que o edital veio como uma conquista para valoriza\u00e7\u00e3o dos nossos povos\u201d, enalteceu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/valorizacao_indios.jpg\" alt=\"\" \/><em>\u00cdndios Patax\u00f3s durante o lan\u00e7amento do edital (Omar Freire\/Imprensa MG)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Capacita\u00e7\u00e3o para edital<\/strong><\/p>\n<p>A SEC promover\u00e1 no pr\u00f3ximo s\u00e1bado (2\/7), \u00e0s 14h, uma capacita\u00e7\u00e3o para o edital de Premia\u00e7\u00e3o das Festas Tradicionais das Comunidades Ind\u00edgenas ou Grupos Tribais, na Aldeia Verde, da comunidade Maxacali, grupo que foi premiado no edital do ano passado.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o acontece na cidade de Ladainha, no Territ\u00f3rio Mucuri, dentro da programa\u00e7\u00e3o dos Jogos dos Povos Ind\u00edgenas de Minas Gerais, realizado pelas secretarias de Estado de\u00a0Esportes (Seesp), de\u00a0Educa\u00e7\u00e3o (SEE), de\u00a0Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese)\u00a0e de\u00a0Direitos Humanos, Participa\u00e7\u00e3o Social e Cidadania (Sedpac)\u00a0com a prefeitura do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Os povos ind\u00edgenas aldeados<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Xacriab\u00e1<\/p>\n<p>O Povo Xakriab\u00e1 est\u00e1 localizado no Munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o das Miss\u00f5es, Norte de Minas Gerais, no Vale do Rio S\u00e3o Francisco, entre os rios Itacarambi e Perua\u00e7u, na diocese de Janu\u00e1ria. Sua popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 estimada em aproximadamente 8.000 ind\u00edgenas, distribu\u00eddos em 31 aldeias. Com uma extens\u00e3o de aproximadamente 51.900 hectares, o territ\u00f3rio ind\u00edgena Xakriab\u00e1 est\u00e1 dividido em duas \u00e1reas distintas. Situados na regi\u00e3o do semi-\u00e1rido, os maiores problemas dos Xakriab\u00e1 s\u00e3o a conviv\u00eancia com a seca e a car\u00eancia de alternativas de sobreviv\u00eancia auto-sustent\u00e1veis. Parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena mora na cidade e reivindicam da Funai\/Governo Federal a revis\u00e3o dos limites do seu territ\u00f3rio tradicional.<\/p>\n<p>&#8211; Patax\u00f3<\/p>\n<p>Os Patax\u00f3 vivem na regi\u00e3o do Vale do A\u00e7o, nos munic\u00edpios de Carm\u00e9sia, Guanh\u00e3es, A\u00e7ucena e em Itapecerica, na regi\u00e3o Centro -Oeste. Sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 350 ind\u00edgenas, distribu\u00eddos em 06 aldeias.\u00a0 O maior territ\u00f3rio ind\u00edgena Patax\u00f3 \u00e9 o de Carm\u00e9sia, uma fazenda constitu\u00edda de 3.270 hectares, com tr\u00eas comunidades. A \u00e1rea ind\u00edgena chamada de Fazenda Guarani possui clima frio e terra de boa qualidade, por\u00e9m esgotada pelo plantio sucessivo de caf\u00e9. A \u00e1rea de matas preservada pelos \u00edndios foi destru\u00edda no final do ano de 2003 por um inc\u00eandio florestal. Isto levou a um comprometimento das fontes de \u00e1gua e a oferta de mat\u00e9rias-primas para a produ\u00e7\u00e3o de artesanato, principal fonte de renda do grupo.<\/p>\n<p>&#8211; Maxacali<\/p>\n<p>Localizados na regi\u00e3o do Vale do Mucuri, os Maxakali vivem nos munic\u00edpios de Bert\u00f3polis, Ladainha, Te\u00f3filo Otoni e Santa Helena de Minas, com uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 1.700 pessoas. O territ\u00f3rio tradicional est\u00e1 confinado numa \u00e1rea de 5.293 hectares, totalmente devastada. \u00c9 dividido em duas aldeias: \u00c1gua Boa e Pradinho, nos munic\u00edpios de Bert\u00f3polis e Santa Helena. O povo Maxakali, s\u00edmbolo de resist\u00eancia, \u00e9 o que mais sofre com o empobrecimento compuls\u00f3rio. Para os Maxakali de cultura semin\u00f4made, a perda da sua base de sustenta\u00e7\u00e3o e de suas terras \u00e9 o fator principal do seu empobrecimento, constituindo hoje o maior problema para sua sobreviv\u00eancia f\u00edsica e cultural.<\/p>\n<p>&#8211; Krenak<\/p>\n<p>O povo Krenak tem uma trajet\u00f3ria hist\u00f3rica de andan\u00e7as entre os Estados de Minas e Esp\u00edrito Santo, perseguidos pelos colonizadores, mas sempre habitando a margem esquerda do Rio Doce. Com uma \u00e1rea de 4.000 hectares, os Krenak vivem no munic\u00edpio de Resplendor. Sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 250 pessoas, marcada pela forte presen\u00e7a de jovens e crian\u00e7as. Os Krenak obtiveram em 1997 o direito a ocuparem parte do seu antigo territ\u00f3rio e, atualmente, buscam criar condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia nesta \u00e1rea. Atualmente, reivindicam a devolu\u00e7\u00e3o de parte do seu territ\u00f3rio, transformado em Parque Estadual dos Sete Sal\u00f5es, criado pelo decreto do Governo de Minas Gerais.\u00a0Outro conflito que envolve os Krenak \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica Aimor\u00e9s, que trouxe s\u00e9rios preju\u00edzos ao ecossistema local, bem como a repara\u00e7\u00e3o de danos causados pela constru\u00e7\u00e3o da estrada ferrovi\u00e1ria Vit\u00f3ria-Minas, que atravessa suas terras.<\/p>\n<p>&#8211; Kaxix\u00f3<\/p>\n<p>Localizados no vale do Rio Par\u00e1, Centro Oeste de Minas, este Povo h\u00e1 vinte anos vem lutando pelo reconhecimento de suas terras tradicionais. Com uma popula\u00e7\u00e3o de 480 pessoas, os Kaxix\u00f3 est\u00e3o dispersos pelos munic\u00edpios de Pomp\u00e9u e Martinho Campos. A principal reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 a demarca\u00e7\u00e3o de suas terras e a melhoria das suas condi\u00e7\u00f5es de vida, marcada pelo sub- emprego em fazendas da regi\u00e3o que ocupam suas terras.<\/p>\n<p>&#8211; Pankarar\u00fa<\/p>\n<p>Oriundo do Estado de Pernambuco, este povo percorreu os Estados de Goi\u00e1s, Tocantins, Bras\u00edlia e finalmente Minas Gerais. O Povo Pankararu em Minas \u00e9 composto por um grupo familiar que foi retirado de seu territ\u00f3rio tradicional pela FUNAI para dar lugar a uma hidrel\u00e9trica. Nos anos 80 vieram para Minas e foram morar na Fazenda Guarani com o Povo Patax\u00f3. Hoje, localizados no munic\u00edpio de Coronel Murta, est\u00e3o situados em duas \u00e1reas distintas. Parte do grupo vive numa \u00e1rea doada pela Diocese de Ara\u00e7ua\u00ed e em uma reserva comprada no ano de 2006. A outra parte criou a aldeia Cinta Vermelha Jundiba, formada com a presen\u00e7a do povo Patax\u00f3, \u00e0s margens do Rio Jequitinhonha, no munic\u00edpio de Ara\u00e7ua\u00ed. A popula\u00e7\u00e3o atual \u00e9 de 89 pessoas nas duas aldeias.<\/p>\n<p>&#8211; Xucuru-Kariri<\/p>\n<p>Origin\u00e1rios de Pernambuco, os Xukuru-Kariri conquistaram em 2001 uma faixa de terra no munic\u00edpio de Caldas, Sul de Minas. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 120 pessoas, sendo a maioria formada por jovens. Esta \u00e1rea era uma fazenda experimental do Minist\u00e9rio da Agricultura que foi doada \u00e0 FUNAI para usufruto deste povo.<\/p>\n<p>&#8211; Mukurim<\/p>\n<p>Os Mukurim vivem em pequenas \u00e1reas rurais localizadas no munic\u00edpio de Itambacuri e Campan\u00e1rio, regi\u00e3o do antigo aldeamento mission\u00e1rio dos Capuchinhos. S\u00e3o descendentes de v\u00e1rios povos ind\u00edgenas da fam\u00edlia Botocudo, que foram aldeados no s\u00e9culo XVII e XVIII. Calcula-se que cerca de 200 ind\u00edgenas est\u00e3o se organizando para ter direito a demarca\u00e7\u00e3o desta \u00e1rea como reserva ind\u00edgena, bem como o reconhecimento por parte do Governo Federal da sua identidade \u00e9tnica. (Ag\u00eancia Minas)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tradi\u00e7\u00f5es, rituais e sabedoria ind\u00edgenas s\u00e3o elementos incrustados no DNA da identidade brasileira. Com vistas \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o da cultura desse povo formador da sociedade do pa\u00eds, a\u00a0Secretaria de Estado de Cultura (SEC)\u00a0lan\u00e7ou, nesta ter\u00e7a-feira (28\/6), o edital de Premia\u00e7\u00e3o das Festas Tradicionais das Comunidades Ind\u00edgenas ou Grupos Tribais. 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