{"id":89590,"date":"2016-06-20T09:40:41","date_gmt":"2016-06-20T11:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=89590"},"modified":"2019-08-29T00:38:28","modified_gmt":"2019-08-29T02:38:28","slug":"todos-nos-somos-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=89590","title":{"rendered":"TODOS N\u00d3S SOMOS ECONOMISTAS"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 perceberam como os pre\u00e7os dos alimentos oscilam no Brasil? Arroz, feij\u00e3o, hortigranjeiros, leite, carne, tudo. As justificativas s\u00e3o v\u00e1rias, desde o clima como falta ou excesso de chuvas, os custos de produ\u00e7\u00e3o, os atravessadores, o estoque regulador do governo e diversos outros motivos para justificar altas assustadoras de pre\u00e7o. Muitos, tamb\u00e9m aproveitam a \u201conda especulativa\u201d de informa\u00e7\u00f5es para aumentar os pre\u00e7os dos produtos ao consumidor e ganhar mais. Mesmo com a crise no pa\u00eds, o grande n\u00famero de desempregados no mercado, a falta de recursos das fam\u00edlias para aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos, os pre\u00e7os sobem, e muito. A grande maioria dos brasileiros tem que reestruturar suas contas todos os meses para que o consumo dos alimentos esteja enquadrado dentro de seu or\u00e7amento. Mas existem duas pontas neste jogo especulativo do pre\u00e7o dos alimentos: a oferta e a procura. A oferta vem do produtor, do distribuidor e at\u00e9 mesmo do varejista e a procura somos n\u00f3s, consumidores. Estamos acostumados a consumir os mesmos produtos e muitas vezes da mesma marca, as mesmas frutas, os mesmos legumes. Esta nossa fidelidade de consumo de produtos pode significar o nosso comprometimento financeiro.  Devemos lembrar que os pre\u00e7os aumentam n\u00e3o apenas devido aos problemas no campo ou aos atravessadores, mas tamb\u00e9m devido a nossa previsibilidade de consumo. Todas as empresas do setor do agroneg\u00f3cio brasileiro conhecem tudo sobre n\u00f3s. Sabem o que gostamos mais de consumir, quanto consumimos e as marcas que preferencialmente consumimos. Voc\u00ea sabe quanto consome de arroz ou feij\u00e3o por ano? N\u00e3o? N\u00e3o se preocupe, pois o agroneg\u00f3cio sabe. Temos que deixar de ser previs\u00edveis. O mineiro tem a prefer\u00eancia por consumir o feij\u00e3o carioquinha. Devido a reduzida oferta deste feij\u00e3o no mercado o seu pre\u00e7o subiu a ponto de ter o seu valor tr\u00eas vezes maior que o feij\u00e3o preto ou o vermelho. Ser\u00e1 que n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o do feij\u00e3o carioquinha por algumas semanas e consumir o feij\u00e3o vermelho ou preto? Se n\u00e3o comprarmos o feij\u00e3o carioquinha, ou seja, se a procura despencar,  n\u00e3o ser\u00e1 a reduzida oferta que far\u00e1 o pre\u00e7o subir, sob risco de perder a mercadoria. Observem que quando temos promo\u00e7\u00f5es nos mercados, com pre\u00e7os muito reduzidos, \u00e9 um indicio de que o produto est\u00e1 perto de ter a sua data de validade vencida. E as carnes?  Na entressafra o pre\u00e7o da carne vermelha aumenta significativamente, mas observem que a carne de frango e a carne de porco apresentam pre\u00e7os muito menores e em muitas ocasi\u00f5es, at\u00e9 mesmo a carne de peixe; carnes consideradas pelos nutricionistas mais saud\u00e1veis. \u00c9 poss\u00edvel substituir por alguns dias a carne vermelha por outras carnes e com isto, for\u00e7ar a sua queda de pre\u00e7o. <\/p>\n<p>N\u00f3s, a popula\u00e7\u00e3o consumidora, somos como o boi, ou seja, n\u00e3o sabemos a forca que temos. Pesquisar pre\u00e7os, evitar adquirir produtos aliment\u00edcios que apresentaram altas surreais e substitu\u00ed-los por produtos mais em conta devem fazer parte da nossa rotina de consumidor. Se n\u00e3o mudarmos os nossos h\u00e1bitos continuaremos escravos dos pre\u00e7os que nos s\u00e3o impostos, comprometendo cada vez mais o nosso or\u00e7amento familiar. <\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/alexandre_silvio.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 perceberam como os pre\u00e7os dos alimentos oscilam no Brasil? 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