{"id":89261,"date":"2016-06-14T22:47:34","date_gmt":"2016-06-15T01:47:34","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=89261"},"modified":"2016-06-14T22:47:34","modified_gmt":"2016-06-15T01:47:34","slug":"joalheria-de-montes-claros-e-acusada-de-racismo-contra-cliente-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=89261","title":{"rendered":"Joalheria de Montes Claros \u00e9 acusada de racismo contra cliente"},"content":{"rendered":"<p>Um caso de suspeita de racismo tem repercutido nas redes sociais desde o \u00faltimo s\u00e1bado (11\/6), quando a esposa do motorista Frederico Ant\u00f4nio Nunes, Deizielle de Moura, postou na p\u00e1gina pessoal dela um desabafo. No depoimento, que chega a mais de mil compartilhamentos e centenas de coment\u00e1rios, Deizielle conta que o marido foi destratado por uma atendente, em uma joalheria que fica no Centro de Montes Claros, e que a funcion\u00e1ria havia acionado a pol\u00edcia, que conduziu Frederico e o filho do casal, de 16 anos, \u00e0 delegacia. A dire\u00e7\u00e3o da joalheria afirma n\u00e3o ter solicitado a a\u00e7\u00e3o da PM.<\/p>\n<p>\u201cDesde a chegada do meu marido, que \u00e9 negro, e do nosso filho \u00e0 loja, j\u00e1 foram tratados com diferen\u00e7a. Meu marido falou com a atendente e ela simplesmente lhe deu as costas, dizendo que n\u00e3o iria atend\u00ea-lo. Outra atendente mostrou brincos ao meu marido, que comprou um par \u00e0 vista e saiu da loja. Para surpresa dele e do meu filho, eles foram abordados com arma na cabe\u00e7a pela pol\u00edcia. Meu marido e meu filho adolescente foram revistados, pessoas pararam para ver. Os policiais, que n\u00e3o encontram nada, pediram desculpas e falaram que a funcion\u00e1ria teria ligado pedindo, que um suspeito que estava na loja, fosse revistado\u201d, diz Deizielle no depoimento postado na rede social.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racismo_moc_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Frederico Ant\u00f4nio Nunes, a esposa Deizielle de Moura e o restante da fam\u00edlia ficaram abalados depois de terem passado por situa\u00e7\u00e3o de constrangimento em jolaheria (Foto: Deizielle de Moura\/Arquivo Pessoal)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Frederico fez o registro de um boletim de ocorr\u00eancia contra a joalheria. Ele afirmou que no momento de registro, os policiais se desculparam pela a\u00e7\u00e3o. \u201cNo momento do registro do B.O., por v\u00e1rias vezes eu ouvi pedidos de desculpa. Os PMs afirmavam que uma den\u00fancia indicava que eu e meu filho \u00e9ramos suspeitos. Mas n\u00f3s fizemos a compra \u00e0 vista. Tenho certeza de que n\u00e3o nos comportamos de maneira estranha. Porque eu sou negro fui obrigado a passar por um constrangimento desses\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>O homem conta que, durante a abordagem da PM, ele se sentiu constrangido e preocupado com o filho, que t\u00e3o novo passava por uma situa\u00e7\u00e3o como aquela. \u201cQuando eu disse para o policial que ele n\u00e3o tinha o direito de por a arma na cabe\u00e7a do meu filho e mostrei a sacola da loja, ele ficou sem gra\u00e7a. Passei meu CPF, eles viram que n\u00e3o tinha nenhuma passagem, olharam o documento e viram que eu realmente era o pai do menino, a\u00ed eles se acalmaram. Mas antes disso, levei chute, me mandaram colocar as m\u00e3os na cabe\u00e7a, com arma em punho; todo mundo da rua estava vendo. Fiquei muito nervoso e assustado com a situa\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Frederico.<\/p>\n<p>A esposa de Frederico voltou \u00e0 joalheria para devolver o brinco e pegar o dinheiro de volta. Segundo ela, no momento da devolu\u00e7\u00e3o, contou a gerente sobre o ocorrido, mas a loja n\u00e3o procurou se retratar. \u201cEles s\u00f3 me devolveram o dinheiro, n\u00e3o falaram mais nada. Eu disse a gerente que n\u00e3o queria um presente que fez tanto mal ao meu marido e a meu filho. Contei a ela o que tinha ocorrido, mas ningu\u00e9m se prestou a pedir desculpas, ou tentar reverter a situa\u00e7\u00e3o\u201d, conta Deizielle.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racismo_moc_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Esposa de Frederico postou desabafo nas redes sociais (Foto: Facebook\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Vers\u00e3o da empresa<\/strong><\/p>\n<p>Os representantes da joalheria, que \u00e9 um dos mais antigos da cidade, garantiram ao G1 que n\u00e3o houve ato de racismo praticado dentro da loja, enfatizando que n\u00e3o houve solicita\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da PM. \u201cA empresa vem a p\u00fablico manifestar que repudia quaisquer atos racistas, discriminat\u00f3rios ou preconceituosos. Esclarecemos que n\u00e3o solicitamos ou orientamos servi\u00e7os da Pol\u00edcia Militar, portanto n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo com a a\u00e7\u00e3o praticada pela mesma\u201d, afirma a joalheria atrav\u00e9s de nota.<\/p>\n<p>Durante entrevista, o representante da joalheria que pediu para n\u00e3o ser identificado, afirmou que a repercuss\u00e3o do caso foi assustadora e que o estabelecimento tem recebido ataques de \u00f3dio. \u201cN\u00e3o estava sabendo de nada. Quando vi na internet o depoimento da mo\u00e7a e centenas de coment\u00e1rios afirmando que merecemos ser boicotados, que a loja deve ser pichada e depredada, fiquei com muito medo. Meus funcion\u00e1rios tamb\u00e9m est\u00e3o muito assustados\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>PM confirma den\u00fancia<\/strong><\/p>\n<p>A assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do 10\u00ba batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, em Montes Claros, garantiu que, no \u00faltimo s\u00e1bado, uma den\u00fancia da joalheria solicitou averigua\u00e7\u00e3o de suspeitos que estariam no estabelecimento, repassando, inclusive, caracter\u00edsticas f\u00edsicas deles. Afirmou, ainda, que a abordagem de pessoas em atitude suspeita e a realiza\u00e7\u00e3o de busca pessoal faz parte da rotina de trabalho da Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>O que diz a Defensoria P\u00fablica?<\/strong><\/p>\n<p>Para Wesley Caldeira, respons\u00e1vel por casos de crimes raciais na Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais em Montes Claros, em tese a a\u00e7\u00e3o da funcion\u00e1ria \u00e9 crime de racismo e que a empresa deve sofrer a\u00e7\u00e3o civil indenizat\u00f3ria. \u201cSe ficar comprovado que a funcion\u00e1ria acionou a PM por conta de um simples estere\u00f3tipo, ela praticou em tese crime de racismo. \u00c9 uma precipita\u00e7\u00e3o criminosa sem justificativa. A loja tamb\u00e9m deve pagar indeniza\u00e7\u00e3o de danos morais \u00e0 v\u00edtima, caso se comprove o fato. Apesar de o Brasil n\u00e3o ter tradi\u00e7\u00e3o que honre a dor das pessoas, dependendo do juiz que assumir\u00e1 o caso, a v\u00edtima pode ter direito a receber de R$15 a R$20 mil reais\u201d, explicou o defensor ao G1.<\/p>\n<p>Caldeira orienta, ainda, que em casos de racismo ou inj\u00faria racial a pessoa deve procurar a Pol\u00edcia Militar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. \u201c\u00c9 preciso que o registro do boletim de ocorr\u00eancia seja feito e, al\u00e9m disso, que se procurem testemunhas do ocorrido. Estes casos tem aumentado muito em Minas Gerais e \u00e9 uma conduta muito preocupante e injustific\u00e1vel\u201d, conclui Wesley.<\/p>\n<p><em>(Fonte: G1 Grande Minas) <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um caso de suspeita de racismo tem repercutido nas redes sociais desde o \u00faltimo s\u00e1bado (11\/6), quando a esposa do motorista Frederico Ant\u00f4nio Nunes, Deizielle de Moura, postou na p\u00e1gina pessoal dela um desabafo. 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