{"id":88716,"date":"2016-06-07T20:39:00","date_gmt":"2016-06-07T23:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=88716"},"modified":"2016-06-07T22:46:38","modified_gmt":"2016-06-08T01:46:38","slug":"palma-forrageira-solucao-para-o-semiarido-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=88716","title":{"rendered":"Palma Forrageira: solu\u00e7\u00e3o para o semi\u00e1rido mineiro"},"content":{"rendered":"<p>\u201cMinas s\u00e3o muitas\u201d, sentenciou Guimar\u00e3es Rosa. E s\u00e3o mesmo. A diversidade \u00e9 tanta que algumas regi\u00f5es do estado necessitam de solu\u00e7\u00f5es totalmente distintas das demais. Uma delas \u00e9 a de clima semi\u00e1rido. Considerada uma por\u00e7\u00e3o nordestina no Sudeste, essa regi\u00e3o marcada pela caatinga tem duas esta\u00e7\u00f5es definidas: uma chuvosa, que dura cerca de tr\u00eas meses, e outra totalmente seca, que predomina o resto do ano.<\/p>\n<p>Nos 85 munic\u00edpios inseridos nessa \u00e1rea (Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Norte de Minas), \u00e9 da rotina dos produtores lutar contra os efeitos da seca, e este ano n\u00e3o ser\u00e1 diferente. A estiagem consumiu pastagens, lavouras e parte do rebanho; o milho est\u00e1 caro.<\/p>\n<p>Diante de tantas dificuldades, nada mais l\u00f3gico do que procurar em lugares que enfrentam os mesmos desafios formas de super\u00e1-los. Uma das alternativas adotadas no semi\u00e1rido nordestino \u00e9 a palma forrageira \u2013 um cacto origin\u00e1rio da Am\u00e9rica Central, que tem 75% da prote\u00edna bruta fornecida pela silagem de milho.<\/p>\n<p>Fonte tanto de alimento quanto de \u00e1gua para o gado e para humanos, \u00e9 altamente resistente \u00e0 seca. Seu uso \u00e9 recomendado como complemento alimentar, compondo entre 40% e 50% do volumoso.<\/p>\n<p>A palma forrageira \u00e9 velha conhecida da popula\u00e7\u00e3o do semi\u00e1rido, mas comumente \u00e9 plantada nas piores faixas de terra da propriedade, sem receber muita aten\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, cultivada com as t\u00e9cnicas corretas pode alcan\u00e7ar boa produtividade e ser excelente recurso para controle da eros\u00e3o em terrenos declivosos.<\/p>\n<p>Para apresentar essa alternativa aos pecuaristas mineiros o Sindicato dos Produtores Rurais de Ara\u00e7ua\u00ed (Siproara) promover\u00e1 entre 9 e 10 de junho de 2016 um simp\u00f3sio sobre a palma forrageira, com a participa\u00e7\u00e3o do engenheiro agr\u00f4nomo Paulo Suassuna. Especialista na cact\u00e1cea, ele desenvolveu a tecnologia de cultivo intensivo da palma aplicada em pequenas propriedades rurais.<\/p>\n<p>O evento, que ser\u00e1 realizado em parceria com o Sistema FAEMG, Sebrae e a prefeitura municipal, pretende apresentar t\u00e9cnicas de cultivo intensivo e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da planta, bem como maquin\u00e1rio para facilitar o manejo. As vagas para o semin\u00e1rio s\u00e3o limitadas, mais informa\u00e7\u00f5es pelo (33) 3731-1713 ou (33) 9 9972-1713.<\/p>\n<p>A ideia de difundir a palma no semi\u00e1rido mineiro surgiu no segundo semestre do ano passado, quando o presidente do sindicato, Jos\u00e9 Otoni Alves Campos, trocou uma viagem t\u00e9cnica aos Estados Unidos para conhecer a produ\u00e7\u00e3o de leite naquele pa\u00eds pela participa\u00e7\u00e3o no 4\u00ba Congresso Brasileiro de Palma e Outras Cact\u00e1ceas, na Bahia.<\/p>\n<p>\u201cRealmente acredito que pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o. Na d\u00e9cada de 1970 nosso rebanho tinha cerca de 90 mil reses, hoje temos menos de 35 mil. A pecu\u00e1ria continua sendo nossa principal fonte de renda, temos que fazer algo para torna-la lucrativa. Eu j\u00e1 plantava palma, mas sem t\u00e9cnica nenhuma. Aprendi que precisa ser tratada como as outras culturas. Ter o manejo certo. Estamos trazendo o engenheiro agr\u00f4nomo que desenvolveu a t\u00e9cnica do cultivo intensivo ao nosso semin\u00e1rio para nos ensinar a plantar e compramos 300 mil mudas para distribuir aos participantes\u201d, Jos\u00e9 Otoni Alves Campos, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ara\u00e7ua\u00ed.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/palma_forrageira.jpg\" alt=\"\" \/><em>Planta\u00e7\u00e3o de palma forrageira (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Jornal Simaodiense)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Semi\u00e1rido<\/strong><\/p>\n<p>Crit\u00e9rios t\u00e9cnicos para classifica\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios:<\/p>\n<p>1 \u2013 Precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica m\u00e9dia anual inferior a 800 mil\u00edmetros;<\/p>\n<p>2 \u2013 \u00cdndice de aridez de at\u00e9 0,5 calculado pelo balan\u00e7o h\u00eddrico que relaciona as precipita\u00e7\u00f5es e a evapotranspira\u00e7\u00e3o potencial, no per\u00edodo entre 1961 e 1990;<\/p>\n<p>3 \u2013 Risco de seca anual maior que 60%, tomando-se por base o per\u00edodo entre 1970 e 1990.<\/p>\n<p>S\u00e3o considerados pertencentes ao semi\u00e1rido os munic\u00edpios que atendam pelo menos um desses crit\u00e9rios.<\/p>\n<p><strong>Em Minas Gerais:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; 85 munic\u00edpios do Norte e Vale do Jequitinhonha<\/p>\n<p>&#8211; Mais 1,2 milh\u00e3o de habitantes<\/p>\n<p>&#8211; Mais de 40% vive na zona rural<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o da planta<\/strong><\/p>\n<p>Cacto suculento, ramificado, de porte arbustivo, com altura entre 1,5 e 3 m, ramos clorofilados achatados, de colora\u00e7\u00e3o verde-acinzentada, mais compridos (30 &#8211; 60 cm) do que largos (6 &#8211; 15 cm), variando de densamente espinhosos at\u00e9 desprovidos de espinhos. As folhas s\u00e3o excepcionalmente pequenas. As flores s\u00e3o amarelas ou laranja brilhantes, vistosas. Os frutos s\u00e3o amarelos-avermelhados, suculentos, com aproximadamente 8 cm de comprimento, com tufos de diminutos espinhos.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>Nativa das regi\u00f5es \u00e1ridas da Am\u00e9rica Central, principalmente M\u00e9xico.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Foi introduzida no semi\u00e1rido nordestino para a produ\u00e7\u00e3o de corante carmim, no final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>&#8211; Durante a grande seca de 1932 foi descoberta como alternativa forrageira. Nesse per\u00edodo o governo federal implantou o primeiro programa de incentivo ao uso.<\/p>\n<p>&#8211; Estudos mais aprofundados, visando ao melhor aproveitamento da esp\u00e9cie, s\u00f3 come\u00e7aram a partir da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p>&#8211; Outra grande seca, ocorrida entre 1979 e 1983, consolidou o espa\u00e7o da palma no semi\u00e1rido nordestino e v\u00e1rios estudos sobre a esp\u00e9cie foram iniciados.<\/p>\n<p>&#8211; A produ\u00e7\u00e3o atual no Nordeste ultrapassa 500 mil hectares. Est\u00e1 concentrada em Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Norte da Bahia.<\/p>\n<p>&#8211; Duas esp\u00e9cies s\u00e3o cultivadas em larga escala: Opuntia ficus-indica, que possui as cultivares gigante e redonda, e Nopalea cochenilifera, que possui as cultivares mi\u00fada e doce. A gigante \u00e9 a mais comum no semi\u00e1rido nordestino, devido \u00e0 sua rusticidade.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Sistema FAEMG)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMinas s\u00e3o muitas\u201d, sentenciou Guimar\u00e3es Rosa. E s\u00e3o mesmo. A diversidade \u00e9 tanta que algumas regi\u00f5es do estado necessitam de solu\u00e7\u00f5es totalmente distintas das demais. Uma delas \u00e9 a de clima semi\u00e1rido. 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