{"id":88041,"date":"2016-05-30T17:29:35","date_gmt":"2016-05-30T20:29:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=88041"},"modified":"2016-05-30T17:29:35","modified_gmt":"2016-05-30T20:29:35","slug":"preconceito-faz-com-que-hanseniase-continue-lepra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=88041","title":{"rendered":"Preconceito faz com que hansen\u00edase continue lepra"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cQuem for declarado leproso, dever\u00e1 andar com as roupas rasgadas e despenteado, com a barba coberta e gritando: &#8216;Impuro! Impuro!&#8217;. Ficar\u00e1 impuro enquanto durar sua doen\u00e7a. Viver\u00e1 separado e morar\u00e1 fora do acampamento.\u201d<\/em> Lev\u00edtico 13,45-46<\/p>\n<p>O texto b\u00edblico, do Antigo Testamento, pode ser visto como uma premoni\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de segrega\u00e7\u00e3o dos hansenianos, que seria adotada no Brasil a partir dos anos de 1920. Nessa \u00e9poca, come\u00e7o do s\u00e9culo XX, a ent\u00e3o lepra ainda era incur\u00e1vel, e sua forma de transmiss\u00e3o, desconhecida. Os 40 anos do fim oficial da pol\u00edtica de isolamento de doentes, completados neste m\u00eas de maio, n\u00e3o foram suficientes, por\u00e9m, para romper o preconceito.<\/p>\n<p>A hansen\u00edase tamb\u00e9m se mostrou mais forte que sua pr\u00f3pria cura e ainda estigmatiza filhos e netos de ex-pacientes. Intimamente associada \u00e0 pobreza, a doen\u00e7a est\u00e1 estabilizada no Brasil, mas em patamar elevado. O Pa\u00eds \u00e9 o primeiro no mundo em n\u00famero de novos casos em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/materia_hanseniase_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Pavilh\u00e3o das mulheres na Col\u00f4nia Santa Izabel, inaugurada em 1931. A unidade foi considerada modelo de lepros\u00e1rio e tinha os internos divididos por sexo e faixa et\u00e1ria &#8211; Foto: Arquivo Morhan\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Toda a hist\u00f3ria do tratamento da hansen\u00edase em Minas, de alguma forma, passou pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a come\u00e7ar pela Lei 801, de 1921, que autorizou a cria\u00e7\u00e3o de lepros\u00e1rios no Estado.<\/p>\n<p>Mais recentemente, em 2005, outras duas normas foram aprovadas pelo Parlamento mineiro, a Lei 15.790, que concedeu bolsa mensal aos hansenianos que prestaram servi\u00e7os nas antigas col\u00f4nias, e a Lei 15.439, que instituiu a Pol\u00edtica Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Preventiva Contra a Hansen\u00edase e de Combate ao Preconceito no Estado.<\/p>\n<p>Discuss\u00f5es importantes, como a da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das col\u00f4nias, tamb\u00e9m foram feitas na Casa e ser\u00e3o retomadas nesta legislatura. No \u00e2mbito federal, entre outros marcos importantes, est\u00e1 a Portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade 165, de maio de 1976, que oficializa o fim da interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.almg.gov.br\/acompanhe\/noticias\/anexos\/img\/infograficos\/infografico-hanseniase-1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nenhuma lei, por\u00e9m, ser\u00e1 suficiente para apagar as marcas de um per\u00edodo em que os chamados leprosos eram literalmente ca\u00e7ados pela pol\u00edcia sanit\u00e1ria e levados, \u00e0 for\u00e7a, para a interna\u00e7\u00e3o, sob o amparo do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria desses sobreviventes ainda est\u00e1 viva em antigas col\u00f4nias, constru\u00eddas em 33 pontos do Brasil. Em Minas, a partir da d\u00e9cada de 1920, foram criadas unidades em Betim e Sabar\u00e1, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, em Bambu\u00ed (Centro-Oeste de Minas), Ub\u00e1 (Zona da Mata) e Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es (Sul de Minas). O Estado j\u00e1 possu\u00eda a Col\u00f4nia Ernani Agr\u00edcola, em Sabar\u00e1.<\/p>\n<p>Na antiga Col\u00f4nia Santa Izabel, em Betim, hoje denominada casa de sa\u00fade e administrada pela Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), ainda vivem cerca de 300 ex-hansenianos institucionalizados (assistidos pelo Estado), 120 deles na \u00e1rea asilar.<\/p>\n<p>A Fhemig ainda tenta contar os que n\u00e3o tiveram a doen\u00e7a, mas que foram separados de suas fam\u00edlias e sofreram fome, abandono, viol\u00eancia e abuso sexual. Nessa lista estar\u00e3o, certamente, os filhos das hansenianas, que eram arrancados das m\u00e3es logo ap\u00f3s o nascimento e levados para os chamados prevent\u00f3rios. Muitos desapareceram, em mais um cap\u00edtulo dessa pol\u00edtica p\u00fablica que, al\u00e9m de desumana, mostrou-se ineficaz.<\/p>\n<p><strong>\u201cTenho 54 anos de sofrimento\u201d, diz ex-interna<\/strong><\/p>\n<p>O drama da separa\u00e7\u00e3o familiar certamente foi maior para as m\u00e3es. Mas o relato dos filhos \u00e9 t\u00e3o dram\u00e1tico, que fica dif\u00edcil imaginar uma dor maior. Maria Lu\u00edsa da Silva, 54 anos, nasceu em Santa Izabel. N\u00e3o conheceu o pai e s\u00f3 podia ver a m\u00e3e, hanseniana, atrav\u00e9s de uma grade. Durante uma das visitas, ela pegou na m\u00e3o deformada da m\u00e3e. Esse primeiro \u2013 e \u00fanico \u2013 contato foi t\u00e3o forte que a menina tentou dar volta por tr\u00e1s da grade para \u201cganhar um colo\u201d. N\u00e3o conseguiu, e isso lhe custou uma surra e uma noite no por\u00e3o do prevent\u00f3rio.<\/p>\n<p>Aos nove anos, sem saber distinguir um verdadeiro carinho, ela finalmente ganhou um colo, mas era o de um sapateiro da unidade, que a estuprou. \u201cEle passava a m\u00e3o em mim e me dizia: &#8216;hoje vamos fazer diferente&#8217;. Eu achei aquilo bom, um afago. Mas ele amea\u00e7ou me bater se eu contasse a algu\u00e9m\u201d, relembra Maria Lu\u00edsa.<\/p>\n<p>Aos 18, ela foi obrigada a deixar o prevent\u00f3rio e passou um ano dormindo na rua e sofrendo novos abusos. \u201cPedi ajuda na rodovi\u00e1ria de BH e arrumei um emprego, mas meu patr\u00e3o tamb\u00e9m tentou me estuprar\u201d, conta.<\/p>\n<p>Maria Lu\u00edsa soube da exist\u00eancia de duas irm\u00e3s mais velhas. A primeira foi estuprada e morta pelo tio, e a segunda saiu do prevent\u00f3rio e nunca mais foi vista. E seu caso n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o. Durante anos ela guardou consigo essas hist\u00f3rias, at\u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o nas reuni\u00f5es do Movimento de Reintegra\u00e7\u00e3o das Pessoas Atingidas pela Hansen\u00edase (Morhan) promoveu a catarse.<\/p>\n<p>A tristeza, por\u00e9m, permanece, assim como o estigma e a pobreza. Questionada sobre a possibilidade de receber uma indeniza\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, Maria Lu\u00edsa \u00e9 taxativa: \u201ceu preferiria ter essa mancha retirada de mim\u201d.<\/p>\n<p><strong>Bonecas em lugar de filhos<\/strong><\/p>\n<p>Maria das Dores Moreira, 57 anos, tamb\u00e9m foi separada da m\u00e3e e passou por tr\u00eas prevent\u00f3rios. \u201cEncontrei minha m\u00e3e apenas uma vez. Ela saiu escondida e veio me ver\u201d, lembra. No prevent\u00f3rio, sobrou fome e maus-tratos e faltou carinho, o que deixou marcas profundas.<\/p>\n<p>\u201cGra\u00e7as a Deus, n\u00e3o casei e n\u00e3o tive filhos\u201d, desabafa &#8216;das Dores&#8217;, apoiada em uma muleta enfeitada com uma boneca, um s\u00edmbolo de luta dos que foram atingidos pela pol\u00edtica de segrega\u00e7\u00e3o. O assessor da Fhemig para essa causa, Cordovil Neves de Souza, o Vila, explica que as bonecas eram comuns nos pavilh\u00f5es que abrigavam as m\u00e3es, numa in\u00fatil tentativa de substituir as crian\u00e7as. Maria das Dores conta que tamb\u00e9m teve uma boneca na inf\u00e2ncia, mas sem dedos. \u201cA freira que cuidava da gente cortou os dedinhos dela, me dizendo que era para eu me acostumar com a doen\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Vila conta que, al\u00e9m de comprometimentos f\u00edsicos, muitas crian\u00e7as que passaram v\u00e1rios anos em prevent\u00f3rios apresentam tamb\u00e9m algum dist\u00farbio mental. Nesses casos, recebem dos moradores das antigas col\u00f4nias o apelido de \u201cpindorama\u201d, em refer\u00eancia ao bairro de Belo Horizonte que abrigou o \u00faltimo prevent\u00f3rio a ser desativado. \u201cEm termos de tortura, essas pessoas disputam com presos pol\u00edticos\u201d, define Vila.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nia Ribeiro Barroso, hoje com 81 anos, teve a filha de cinco meses separada, mas pela pr\u00f3pria fam\u00edlia, em Alpin\u00f3polis (Sul de Minas), na d\u00e9cada de 1960. \u201cEu fiquei doente. Meu marido suicidou, aos 35 anos de idade, por entender que meu caso era irrevers\u00edvel. Ent\u00e3o, minha m\u00e3e doou minha filha e nunca me disse para onde ela foi levada\u201d, conta.<\/p>\n<p>Dona Ant\u00f4nia foi levada para Santa Izabel, onde ainda vive, e somente 30 anos depois teve not\u00edcias da filha, que havia ficado com um tio. Quando conheceu In\u00eas, viu tamb\u00e9m o neto. O encontro foi em Birigui (SP), em meio a muito choro. \u201cFoi uma luta triste, mas eu venci\u201d, comemora. Assim como ela, v\u00e1rios internos adotaram crian\u00e7as quando houve a abertura da col\u00f4nia. Mais do que para &#8220;compensar&#8221; os filhos desaparecidos, era um gesto de afirma\u00e7\u00e3o e de cidadania.<\/p>\n<p>J\u00falio C\u00e9sar Pinto, assessor da Fhemig, salienta que, para garantir a unidade familiar naquela \u00e9poca, somente fugindo da col\u00f4nia, caminho que foi seguido por alguns casais. Fora da unidade, por\u00e9m, n\u00e3o havia os benef\u00edcios do Estado, a moradia, a alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cEra um pre\u00e7o alto. Esses pais foram revolucion\u00e1rios\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7a ainda \u00e9 estigmatizada<\/strong><\/p>\n<p>Maria Lu\u00edsa e Maria das Dores nunca tiveram hansen\u00edase. Mas sofreram toda a carga de preconceito da doen\u00e7a, historicamente vista como uma maldi\u00e7\u00e3o. Assim como outros moradores de Santa Izabel, elas eram expulsas do transporte p\u00fablico e n\u00e3o podiam estudar em escolas no Centro de Betim. Dois outros internos da col\u00f4nia protagonizaram um caso cl\u00e1ssico: Rafael Barbizan (MDB) e Paulo Drumond (Arena) foram eleitos vereadores de Betim e tiveram que recorrer \u00e0 Justi\u00e7a para conseguir tomar posse, em 1976.<\/p>\n<p>Ainda hoje a desconfian\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hansen\u00edase permanece, o que, segundo especialistas, ajuda a manter elevados os n\u00fameros da doen\u00e7a no Brasil. Pacientes ainda se escondem por medo das consequ\u00eancias. \u201cAssumir a doen\u00e7a requer coragem. Ainda continuamos educando pelo medo\u201d, observa Vila.<\/p>\n<p>Ele cita que, em 10% dos novos casos diagnosticados em Minas, os pacientes j\u00e1 t\u00eam deformidades, o que indica que est\u00e3o doentes h\u00e1 anos. Por essas mesmas raz\u00f5es, para cada caso diagnosticado, h\u00e1 tr\u00eas n\u00e3o identificados, conforme atesta o m\u00e9dico Get\u00falio Ferreira de Morais, diretor de Santa Izabel.<\/p>\n<p>O preconceito geogr\u00e1fico tamb\u00e9m persiste. O deputado Geraldo Pimenta (PCdoB), que come\u00e7ou a carreira m\u00e9dica na antiga col\u00f4nia, afirma que, ainda hoje, para arrumar um emprego, por exemplo, muitas pessoas usam endere\u00e7o diferente e escondem que moram em Citrol\u00e2ndia, regi\u00e3o de Betim que nasceu no entorno de Santa Izabel a partir da chegada de familiares dos pacientes internados. \u201cCitrol\u00e2ndia tem o pior \u00cdndice de Desenvolvimento Humano da RMBH na cidade mais rica da RMBH\u201d, reitera Get\u00falio.<\/p>\n<p>Para piorar, lembra Vila, a doa\u00e7\u00e3o de terras das col\u00f4nias muitas vezes se destina \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de equipamentos que refor\u00e7am o preconceito. Foi assim com o Pres\u00eddio de S\u00e3o Joaquim de Bicas, constru\u00eddo em terras de Santa Izabel, e com a Penitenci\u00e1ria de Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, que est\u00e1 no terreno da antiga Col\u00f4nia Santa F\u00e9.<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o por acaso, S\u00e3o Joaquim de Bicas ocupe o primeiro lugar em Minas no ranking de homic\u00eddios por arma de fogo, segundo o Mapa da Viol\u00eancia 2015. E Betim apare\u00e7a em primeiro no estudo que mede homic\u00eddio de adolescentes de 16 e 17 anos.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os <\/strong>\u2013 Quando a quest\u00e3o se refere aos avan\u00e7os alcan\u00e7ados pelos ex-hansenianos em tantos anos de luta, nem sempre h\u00e1 consenso. Em termos de marco legal, a Lei 11.520, de 2007, \u00e9 uma conquista. Ela concedeu pens\u00e3o indenizat\u00f3ria aos pacientes que foram internados compulsoriamente at\u00e9 dezembro de 1986, \u00faltimo ano de identifica\u00e7\u00e3o de casos de interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria pelo Movimento de Reintegra\u00e7\u00e3o das Pessoas Atingidas pela Hansen\u00edase.<\/p>\n<p>Mas o coordenador do movimento em Minas, Eni Caraj\u00e1 Filho, assegura que a burocacia e a dificuldade de se provar essa condi\u00e7\u00e3o fez com que o benef\u00edcio chegasse, de fato, a cerca de 10 mil pessoas, contra 30 mil que teriam direito. \u201cA lei tamb\u00e9m n\u00e3o acessa os que foram isolados fora das col\u00f4nias e os filhos dos pacientes\u201d, aponta. Para Eni, nenhum avan\u00e7o se compara ao direito de ir e vir, garantido com a abertura das col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Citando a mesma norma, Vila avalia que o reconhecimento do erro por parte do Estado foi mais importante que a pr\u00f3pria indeniza\u00e7\u00e3o, porque deu visibilidade aos ex-hansenianos. \u201cCom isso, eles tamb\u00e9m passam a se enxergar e a ter orgulho de sua hist\u00f3ria\u201d, aponta. Outro avan\u00e7o simb\u00f3lico foi a retirada do termo lepra dos documentos oficiais no Pa\u00eds. E, numa nova frente de luta, todos est\u00e3o envolvidos no trabalho de localizar e juntar parentes que foram separados, o que j\u00e1 come\u00e7a a acontecer.<\/p>\n<p>Agora, a Fhemig est\u00e1 revendo processos para personalizar o atendimento aos pacientes institucionalizados, analisar os contatos desses ex-internos e tamb\u00e9m para tornar as col\u00f4nias de Minas em centros de refer\u00eancia nacional no tratamento da doen\u00e7a. Aproximadamente 5 mil pessoas ser\u00e3o examinadas nas quatro ex-col\u00f4nias. \u201cO objetivo \u00e9 mostrar que esses locais e seu entorno s\u00e3o os mais seguros e, com isso, tentar tamb\u00e9m reduzir o preconceito\u201d, aponta Vila.<\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG \/ Rep\u00f3rter: Maria C\u00e9lia)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem for declarado leproso, dever\u00e1 andar com as roupas rasgadas e despenteado, com a barba coberta e gritando: &#8216;Impuro! Impuro!&#8217;. Ficar\u00e1 impuro enquanto durar sua doen\u00e7a. Viver\u00e1 separado e morar\u00e1 fora do acampamento.\u201d Lev\u00edtico 13,45-46 O texto b\u00edblico, do Antigo Testamento, pode ser visto como uma premoni\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de segrega\u00e7\u00e3o dos hansenianos, que seria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":88042,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[123,40242],"tags":[1018,16305,96743,96744,96746,96747,96745,96749,96748,96742,96750,96751],"class_list":["post-88041","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gerais","category-saude-2","tag-destaque","tag-hanseniase","tag-hanseniase-em-minas-gerais","tag-hanseniase-minas-gerais","tag-lepra","tag-lepra-em-minas-gerais","tag-numeros-da-hanseniase-em-minas-gerais","tag-preconceito-com-a-hanseniase","tag-preconceito-com-a-lepra","tag-preconceito-faz-com-que-hanseniase-continue-lepra","tag-sobre-a-hanseniase","tag-sobre-a-lepra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/88041","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=88041"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/88041\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/88042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=88041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=88041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=88041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}