{"id":87377,"date":"2016-05-19T17:05:21","date_gmt":"2016-05-19T20:05:21","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=87377"},"modified":"2016-05-19T17:05:21","modified_gmt":"2016-05-19T20:05:21","slug":"desemprego-sobe-em-todas-as-grandes-regioes-do-pais-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=87377","title":{"rendered":"Desemprego sobe em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego do primeiro trimestre do ano &#8211; que ficou em 10,9%, o equivalente a 11,1 milh\u00f5es de pessoas &#8211; subiu em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2015.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Continua), divulgada no fim de abril, mas somente hoje (19) detalhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Os dados indicam que a taxa mais alta de janeiro a mar\u00e7o deste ano foi a da regi\u00e3o Nordeste, onde passou de 9,6% para 12,8%, entre os tr\u00eas primeiros meses do ano passado e os deste ano \u2013 o equivalente a uma eleva\u00e7\u00e3o de 3,2 pontos percentuais.<\/p>\n<p>No Sudeste, onde est\u00e1 concentrado o maior contingente de trabalhadores, a taxa subiu de 8% para 11,4%, 3,4 pontos percentuais a mais que a aferi\u00e7\u00e3o anterior; na regi\u00e3o Norte, o desemprego aumentou de 8,7% para 10,5%; no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%; e no Sul, de 5,1% para 7,3%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2015, as taxas haviam sido de 10,5% no Nordeste, 9,6% no Sudeste, 8,6% no Norte, 7,4% no Centro-Oeste e 5,7% no Sul.<\/p>\n<p><strong>Por Estados<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, as maiores taxas de desemprego no primeiro trimestre foram observadas na Bahia (15,5%), Rio Grande do Norte (14,3%) e Amap\u00e1 (14,3%). J\u00e1 as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (6%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Rond\u00f4nia (7,5%).<\/p>\n<p>O IBGE informou, ainda, que o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o (indicador que mede a parcela da popula\u00e7\u00e3o ocupada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar) ficou em 54,7% para o total do pa\u00eds no primeiro trimestre do ano. Apenas o Nordeste, com taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de 49%, ficou abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nas demais regi\u00f5es, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi de 59,8% no Sul; 58,6% no Centro-Oeste; 55,9% no Sudeste; e 55,0% no Norte. Percentualmente, as maiores taxas de desemprego ficaram com Santa Catarina (60,4%), Rio Grande do Sul (59,8%) e Mato Grosso do Sul (59,7%).<\/p>\n<p>J\u00e1 as mais baixas foram anotadas em Alagoas (42,8%), Rio Grande do Norte (46,7%) e Cear\u00e1 (47,2%).<\/p>\n<p><strong>Carteira de Trabalho<\/strong><\/p>\n<p>As regi\u00f5es Sul e Sudeste concentram, percentualmente,\u00a0 os maiores \u00edndices de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada. Enquanto a m\u00e9dia nacional fechou o primeiro trimestre do ano em 78,1%, nestas duas regi\u00f5es o percentual no t\u00e9rmino do primeiro trimestre do ano era de 85,1%, na regi\u00e3o Sul, a mais alta taxa de emprego com carteira assinada do pa\u00eds; e no Sudeste de 78,1%. Em ambos, os casos percentuais s\u00e3o superiores \u00e0 m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, o percentual de empregados com carteira de trabalho de janeiro a mar\u00e7o era de 63,5%, e no Norte e Nordeste, de 63,1%, todas abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 por estados, Santa Catarina ficou com a maior taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de trabalhadores com carteira assinada: 89,1%; Rio de Janeiro (86,3%); S\u00e3o Paulo (85,5%), todos com resultados acima da m\u00e9dia de 78,1%. Maranh\u00e3o (52,5%), Piau\u00ed (53,3%) e Para\u00edba (57,3%) apresentaram os menores \u00edndices.<\/p>\n<p><strong>Rendimento<\/strong><\/p>\n<p>A Pnad Continua constatou, ainda, que no primeiro trimestre do ano o rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores ficou acima da m\u00e9dia do Brasil (R$ 1.966) nas regi\u00f5es Sudeste (R$ 2.299), Centro-Oeste (R$ 2.200) e Sul (R$ 2.098), enquanto Norte (R$ 1.481) e Nordeste (R$ 1.323) ficaram abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Por unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento m\u00e9dio real habitual (R$ 3.598), seguido por S\u00e3o Paulo (R$ 2.588) e Rio de Janeiro (R$ 2.263). Os menores rendimentos foram obtidos no Maranh\u00e3o (R$ 1.032), Piau\u00ed (R$ 1.263) e Cear\u00e1 (R$ 1.285).<\/p>\n<p>J\u00e1 a massa de rendimento m\u00e9dio real habitual dos ocupados (R$ R$ 173,5 bilh\u00f5es para o pa\u00eds) teve como destaque a regi\u00e3o Sudeste com massa de rendimento de R$ 90,6 bilh\u00f5es; seguido do Sul (R$ 29,5 bilh\u00f5es); Nordeste (R$ 27,6 bilh\u00f5es); Centro-Oeste (R$ 15,7 bilh\u00f5es); e Norte (R$ 9,8 bilh\u00f5es)<\/p>\n<p><strong>Sexo e idade<\/strong><\/p>\n<p>Os homens respondem por 57,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds, que fechou o primeiro trimestre do ano em 90,6 milh\u00f5es de pessoas. Esta predomin\u00e2ncia foi uma constante em todas as regi\u00f5es, sobretudo na Norte, onde os homens representavam 61,4% dos trabalhadores. O Sul e o Sudeste s\u00e3o as regi\u00f5es com maior participa\u00e7\u00e3o feminina na for\u00e7a de trabalho (ambas em 43,8%).<\/p>\n<p>Os dados da Pnad Cont\u00ednua indicam que no primeiro trimestre do ano, 66,1% da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho eram do sexo feminino. Todas as regi\u00f5es apresentaram comportamento similar.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, no Brasil, no primeiro trimestre, 38,6% das pessoas em idade de trabalhar estavam fora da for\u00e7a de trabalho (n\u00e3o trabalhavam nem procuravam trabalho), com a regi\u00e3o Nordeste apresentando a maior parcela deste percentual com 43,9%. Os menores percentuais s\u00e3o das regi\u00f5es Sul (35,4%) e Centro-Oeste (35,2%).<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE mostrou que a an\u00e1lise por grupos de idade aponta que 12,8% dos ocupados eram jovens de 18 a 24 anos, enquanto entre os adultos este percentual chegava a 78,1% entre os adultos de 25 a 39 anos e de 40 a 59 anos de idade. J\u00e1 os idosos somavam 7,1% dos ocupados.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o com maior propor\u00e7\u00e3o de jovens ocupados \u00e9 a Norte, onde a popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos representava 14,1% dos ocupados.<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de Instru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, a pesquisa mostrou, no primeiro trimestre de 2016, que mais da metade dos ocupados no Brasil tinha conclu\u00eddo pelo menos o ensino m\u00e9dio (55%), 29,3% n\u00e3o tinham conclu\u00eddo o ensino fundamental e 17,9% tinham n\u00edvel superior.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es Norte (37,6%) e Nordeste (39%), o percentual de pessoas sem instru\u00e7\u00e3o at\u00e9 ensino fundamental incompleto era superior aos das demais regi\u00f5es. Na regi\u00e3o Sudeste (34,4%), o percentual das pessoas que tinham o ensino m\u00e9dio completo era superior aos das demais regi\u00f5es. O Sudeste (21,6%) apresentou o maior percentual de pessoas com n\u00edvel superior completo, enquanto o Norte teve o menor (12,2%).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 35,9% da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho eram compostos por idosos (pessoas com 60 anos ou mais de idade). Jovens com menos de 25 anos de idade somavam 28,2% e os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 35,9%. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego do primeiro trimestre do ano &#8211; que ficou em 10,9%, o equivalente a 11,1 milh\u00f5es de pessoas &#8211; subiu em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2015. 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