{"id":87259,"date":"2016-05-18T16:39:28","date_gmt":"2016-05-18T19:39:28","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=87259"},"modified":"2016-05-18T16:39:28","modified_gmt":"2016-05-18T19:39:28","slug":"startups-tem-potencial-para-mudar-matriz-economica-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=87259","title":{"rendered":"Startups t\u00eam potencial para mudar matriz econ\u00f4mica de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Minas Gerais tem aproximadamente 350\u00a0<em>startups<\/em>, que s\u00e3o empresas ou neg\u00f3cios focados em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e que cresceram 18% nos \u00faltimos seis meses, em pleno cen\u00e1rio de crise. O papel dessas empresas para o desenvolvimento do Estado e seu potencial para, inclusive, mudar a matriz econ\u00f4mica de Minas, baseada na minera\u00e7\u00e3o e no agroneg\u00f3cio, foram os destaques da audi\u00eancia p\u00fablica realizada nesta ter\u00e7a-feira (17\/5\/16) pela Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o foi solicitada pelos deputados Ant\u00f4nio Carlos Arantes (PSDB), presidente da comiss\u00e3o, e Dalmo Ribeiro Silva, do mesmo partido, que afirmou j\u00e1 ter um anteprojeto de lei para fomento das\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0no Estado. \u201cPrecisamos dessa ferramenta extraordin\u00e1ria e necess\u00e1ria para a sociedade. Queremos que voc\u00eas nos ajudem a construir essa legisla\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.\u00a0O\u00a0parlamentar foi autor do projeto\u00a0que instituiu a pol\u00edtica estadual\u00a0de apoio aos Arranjos\u00a0Produtivos Locais (APLs) e que\u00a0deve nortear a proposta para\u00a0as\u00a0<em>startups<\/em>, uma das demandas\u00a0do setor apresentadas na\u00a0reuni\u00e3o. APLs s\u00e3o agrupamentos\u00a0de empresas, localizadas\u00a0em uma mesma \u00e1rea, que t\u00eam\u00a0o objetivo de melhorar seu desempenho\u00a0produtivo.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Carlos Arantes\u00a0deve assinar o projeto com Dalmo Ribeiro Silva, assim como um requerimento para constituir grupo de trabalho para acelerar as discuss\u00f5es sobre a proposta de lei. \u201cAs\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0s\u00e3o pequenas, \u00e0s vezes uma pessoa s\u00f3, mas desenvolvem produtos que podem mudar a realidade. Quem investe em educa\u00e7\u00e3o e em tecnologia avan\u00e7a, como a Coreia do Sul\u201d, justificou Arantes.<\/p>\n<p><strong>Realidade<\/strong>\u00a0\u2013 As\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0pertencem ao pequeno grupo das chamadas \u201cempresas de alto impacto\u201d, que cresceram 30% nos \u00faltimos anos e geram mais da metade dos empregos no Pa\u00eds, e h\u00e1 estudos que indicam que elas\u00a0ser\u00e3o respons\u00e1veis pelo fechamento de 60% das grandes empresas no mundo at\u00e9 2020. Esse cen\u00e1rio foi apresentado por Gibram Raul Campos de Oliveira, presidente da Netbee e representante da comunidade San Pedro Valley, um coletivo de empresas mineiras com essa formata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O quadro em Belo Horizonte tamb\u00e9m \u00e9 relevante, conforme afirmou o presidente do conselho administrativo da Take.net., Daniel Rodrigues Costa. Daniel citou pesquisa informal realizada no ano passado, que listou 54\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0em BH, com m\u00e9dia de 3,5 anos de atividade. \u201cElas geram 800 empregos, t\u00eam 200 vagas em aberto, crescimento anual entre 30% e 60% e faturam, juntas, R$ 140 milh\u00f5es. Temos uma agenda em comum, que \u00e9 o fortalecimento da economia de Minas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Por outro lado, segundo Gibram, por trabalhar com produtos e servi\u00e7os de extrema incerteza, inclusive quanto \u00e0 sua aceita\u00e7\u00e3o pelo mercado, essas empresas sofrem mais com as leis trabalhista e tribut\u00e1ria e perdem potencial competitivo diante das altas taxas de importa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m enfrentam dificuldades para conseguir financiamentos, muitas vezes lastreados no faturamento da empresa. \u201cEm Nova Iorque, h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de impostos para os dez primeiros anos de funcionamento. E a Fran\u00e7a est\u00e1 pagando para essas empresas irem para l\u00e1\u201d, comparou.<\/p>\n<p><strong>Empresas querem aproxima\u00e7\u00e3o com o Estado<\/strong><\/p>\n<p>Uma aproxima\u00e7\u00e3o entre as\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0e o Estado, por meio da ALMG, tamb\u00e9m foi solicitada no encontro. Para o diretor-presidente do Parque Tecnol\u00f3gico de Belo Horizonte (BH-TEC), Ronaldo Tadeu Pena, o poder p\u00fablico deveria \u201cconsumir\u201d solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o prontas nas empresas, incentivando seu crescimento e mantendo os jovens talentos em Minas. Ele citou o exemplo de uma tecnologia para localizar o mosquito\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>, desenvolvida no BH-TEC, e utilizada em Santos (SP), Porto Alegre (RS) e Vit\u00f3ria (ES), al\u00e9m de uma cidade pr\u00f3xima de Miami (EUA). \u201cO governo de Minas e a prefeitura de BH n\u00e3o compraram\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O deputado Roberto Andrade (PSB) refor\u00e7ou que \u00e9 preciso insistir na inova\u00e7\u00e3o e na pesquisa, sobretudo num momento de crise. \u201cA tecnologia gerada no Brasil \u00e9 pouco aproveitada\u201d, reiterou. J\u00e1 a analista da Unidade de Inova\u00e7\u00e3o e Sustentabilidade do Sebrae Minas, Carla Batista Ribeiro, falou em \u201campliar as conex\u00f5es da agenda das\u00a0<em>startups<\/em>\u201d. O Sebrae, segundo ela, atende quase 20 mil empresas por m\u00eas, e os problemas relatados por Gibram s\u00e3o muito comuns, embora Minas tenha programas de acelera\u00e7\u00e3o reconhecidos, incubadoras e capacidade cient\u00edfica. Ela defendeu o incentivo \u00e0 cultura dessas empresas e do empreendedorismo, al\u00e9m de uma educa\u00e7\u00e3o para o investimento.<\/p>\n<p>\u201cCriamos filhos para ter emprego, n\u00e3o para gerar valor\u201d, afirmou tamb\u00e9m o assessor da presid\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), F\u00e1bio Veras de Souza, defendendo uma mudan\u00e7a de paradigma que priorize a cultura empreendedora. Os desafios, por\u00e9m, s\u00e3o muitos e passam, inclusive pelas diretrizes da educa\u00e7\u00e3o, como atestou o professor da UNI-BH, Alysson Lisboa Neves. \u201cIsso ainda causa estranhamento. Se o empreendedorismo fosse disciplina no ensino b\u00e1sico, ter\u00edamos um capital humano mais preparado nas universidades\u201d, afirmou, reiterando a necessidade de forma\u00e7\u00e3o dos professores.<\/p>\n<p><strong>Secretaria destaca a\u00e7\u00f5es para o setor<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00e1rios projetos do Estado para as\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0foram citados pelo subsecret\u00e1rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Leonardo Dias de Oliveira. H\u00e1 parcerias, segundo ele, em projetos com a Fapemig, a Fiemg e o Sebrae, entre outros, mas ainda falta visibilidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es. \u201cPrecisamos do\u00a0<em>marketing<\/em>. H\u00e1 coisas acontecendo e ningu\u00e9m sabe\u201d, afirmou, citando o\u00a0<em>Big Ideia<\/em>, um programa sobre inova\u00e7\u00e3o transmitido pela TV Alterosa, com apoio da Fiemg e do Estado.<\/p>\n<p>Outra iniciativa mencionada foi a cria\u00e7\u00e3o do portal do Sistema Mineiro de Inova\u00e7\u00e3o (Simi), justamente para agregar todas as iniciativas na \u00e1rea e \u201cjogar um holofote nas a\u00e7\u00f5es\u201d. Para Leonardo, esses resultados, assim como uma radiografia do setor, s\u00e3o essenciais para uma reivindica\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de impostos, por exemplo.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio defendeu que o Estado seja pensado, todo ele, de uma forma inovadora. Por isso, ele criticou as restri\u00e7\u00f5es ao aplicativo Uber e as exporta\u00e7\u00f5es com pouco valor agregado. \u201cA Alemanha \u00e9 o pa\u00eds que mais fatura com caf\u00e9, sem plantar caf\u00e9. Ela vende o produto brasileiro em c\u00e1psulas\u201d, citou. Leonardo conta que tamb\u00e9m recebeu da China uma solu\u00e7\u00e3o alternativa para as barragens de rejeitos, ap\u00f3s o acidente com a Samarco, em Mariana (Regi\u00e3o Central do Estado).<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancias mundiais devem ser refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O conhecimento de experi\u00eancias inovadoras no mundo, inclusive para a formata\u00e7\u00e3o de um projeto de lei na ALMG, tamb\u00e9m foi defendido por Leonardo Fares Menhem, presidente da Fumsoft. Ele citou a cria\u00e7\u00e3o, pela China, de um minist\u00e9rio do Ciberespa\u00e7o, justamente pela import\u00e2ncia estrat\u00e9gica das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Enquanto isso, segundo ele, Minas, que j\u00e1 ocupou o 2\u00ba lugar no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0de TI, caiu para 7\u00ba, e a participa\u00e7\u00e3o do setor no PIB do Estado \u00e9 de 2,2%, metade da m\u00e9dia nacional. A Fumsoft \u00e9 uma das entidades que tocam o programa MGTI, que tem, entre outras metas, colocar Belo Horizonte em primeiro lugar em TI no Brasil at\u00e9 2022.<\/p>\n<p>\u201cIsso envolve capacita\u00e7\u00e3o, para elevar o faturamento do setor na Regi\u00e3o Metropolitana de R$ 2,2 bi para R$ 9 bi e para o preenchimento de 70 mil vagas. Envolve tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia para gera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, para que as\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0de Minas consolidem empresas e n\u00e3o sejam consolidadas\u201d, afirmou Leonardo Menhem. \u201cMais do que dinheiro, a juventude quer aplicar seu talento\u201d, refor\u00e7ou Danilo Maia, Engenheiro El\u00e9trico e de Computa\u00e7\u00e3o. Quando ainda era estudante, ele criou um portal de troca de livros did\u00e1ticos que se tornou muito grande e acabou sendo vendido.<\/p>\n<p>O deputado Carlos Pimenta (PDT) lamentou que Minas ainda esteja \u201cenferrujada\u201d nessa \u00e1rea. Ele contou sobre visita que fez a um hospital universit\u00e1rio em uma pequena cidade da Holanda, onde constatou inova\u00e7\u00f5es como o acompanhamento de card\u00edacos a partir da instala\u00e7\u00e3o de um adesivo no paciente, al\u00e9m de projetos na \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o humana. \u201cN\u00f3s estamos na era do carimbo\u201d, comparou.<\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minas Gerais tem aproximadamente 350\u00a0startups, que s\u00e3o empresas ou neg\u00f3cios focados em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e que cresceram 18% nos \u00faltimos seis meses, em pleno cen\u00e1rio de crise. 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