{"id":85733,"date":"2016-05-03T14:13:07","date_gmt":"2016-05-03T17:13:07","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=85733"},"modified":"2016-05-03T14:13:07","modified_gmt":"2016-05-03T17:13:07","slug":"alimentos-regionais-transformam-a-alimentacao-escolar-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=85733","title":{"rendered":"Alimentos regionais transformam a alimenta\u00e7\u00e3o escolar em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>O que tem hoje na merenda? A pergunta intriga alunos da Escola Estadual Marechal Castelo Branco, em Uberl\u00e2ndia, no Triangulo Mineiro. Desde que a unidade passou a fazer pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o, os estudantes comem mais e melhor. E a cozinha local se tornou valor para eles. <\/p>\n<p>A estudante Sabrina Rodrigues, da oitava s\u00e9rie, espera ansiosa o dia da galinhada. O cheirinho do frango dourado na cebola, misturado no arroz vai ganhando os corredores da escola. A pressa para formar a fila da merenda mostra o entusiasmo dos adolescentes. \u201cNa hora do recreio, eu gosto de ir logo me servir\u201d, diz Sabrina, lembrando que muitos colegas \u201cnem bem terminam de comer\u201d e j\u00e1 voltam para repetir.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Maria-Laurenice.jpg\" alt=\"\" \/><em>Alunos lanchando na Escola Estadual Marechal Castelo Branco (Foto: Maria Laurenice)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>O card\u00e1pio inclui ainda torta colorida feita com massa de mandioca cozida, carne mo\u00edda, repolho e tomate. Tem tamb\u00e9m a canjicada e a carne mo\u00edda, acompanhada de arroz, feij\u00e3o e legumes. O abacaxi, fruta t\u00edpica da regi\u00e3o, \u00e9 uma das estrelas da alimenta\u00e7\u00e3o escolar, servido como sobremesa, usado em saladas, sucos e outros pratos.<\/p>\n<p>Segundo a diretora, Maria Floripes da Silva, a preocupa\u00e7\u00e3o com o valor nutritivo dos alimentos, a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura gastron\u00f4mica do Tri\u00e2ngulo Mineiro e o reaproveitamento como, por exemplo, as cascas de legumes locais e a ab\u00f3bora caboti\u00e1, permitem que os pratos despertem interesse pela comida e pela tradi\u00e7\u00e3o: \u201cE os produtos vem direto do agricultor tornando a alimenta\u00e7\u00e3o ainda mais saud\u00e1vel\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao_escola_1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Legumes e verduras chegam toda semana ou quinzenalmente e s\u00e3o comprados de acordo com a sazonalidade, garantindo frescor e economia. Tudo comprado dos agricultores de l\u00e1 mesmo: arroz, feij\u00e3o, milho verde na palha, queijo curado, repolho, tangerina, tomate e mel.<\/p>\n<p>O garoto Cauan Pereira de Almeida, 12 anos, f\u00e3 das sopas de batatas, sente a diferen\u00e7a no paladar. \u201c\u00c9 bom quando a gente sabe de onde vem as verduras, frutas. E o alimento fica mais saboroso\u201d, atesta o estudante.<\/p>\n<p>A mandioca fresca est\u00e1 t\u00e3o fresquinha que chega a derreter depois de cozida e  d\u00e1 gosto especial \u00e0 vaca atolada, um pratos ideias para o clima frio na Estadual Nossa Senhora de Montserrat, em Baependi, no Sul de Minas. \u201c\u00c9 muito melhor cozinhar com produtos dos agricultores daqui. Tem mais gosto, mais cor. Al\u00e9m disso, tudo \u00e9 feito com muito amor\u201d, afirma a cantineira Sandra Fortunato.<\/p>\n<p>Sandra tamb\u00e9m faz o arroz de forno feito com cenoura, milho, vargem, frango desfiado, salsa e cebolinha. O feij\u00e3o tropeiro ou feijoada acompanhada de arroz e couve s\u00e3o sucesso entre os alunos. Para aqueles que prezam pela carne de porco, a receita especial de canjiquinha com costelinha tamb\u00e9m foi aprovada: \u201cA merenda daqui \u00e9 muito saborosa. Ningu\u00e9m deixa no prato e chega a repetir\u201d, elogia Sara Diulia Soares uma dos 1,2 mil alunos da Nossa Senhora de Montserrat que oferece os ensinos fundamental, m\u00e9dio e na Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos(EJA).<\/p>\n<p><strong>Qualidade e sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Os produtos da agricultura familiar s\u00e3o org\u00e2nicos, agregando mais propriedade nutricional ao alimento.\u201d \u00c9 um ganho para as escolas porque \u00e9 coisa da terra, sem agrot\u00f3xico. A gente recebe produtos mais naturais e, por outro lado, ajudamos os agricultores\u201d, afirma Dalva Maciel Rollo, tesoureira da escola.<\/p>\n<p>A escola de Baependi recebe alimentos da agricultura familiar toda semana. Da lista constam itens como mandioca, alfa\u00e7e, ab\u00f3bora, beterraba, cenoura, abobrinha, feij\u00e3o, fub\u00e1 de milho, canjiquinha, alfa\u00e7e, chuchu, couve, repolho, laranja, mexerica, banana prata, banana nanica, p\u00f3 de caf\u00e9, batata doce, salsa, bata inglesa, car\u00e1, inhame, br\u00f3colis, couve flor e vargem.<\/p>\n<p>A estudante Sara Diulia sabe da import\u00e2ncia de se ter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. \u201cCom os produtos fresquinhos, os alunos ficam bem servidos\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao_escola_2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Programa Alimenta\u00e7\u00e3o na Escola<\/strong><\/p>\n<p>Em Minas Gerais, o card\u00e1pio da alimenta\u00e7\u00e3o escolar \u00e9 feito por uma equipe de nutricionistas da Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o (SEE). Segue recomenda\u00e7\u00f5es do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) em rela\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros nutricionais, prepara\u00e7\u00e3o, consist\u00eancia, armazenamento e conserva\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n<p>A lista de 75 preparos serve de refer\u00eancia para as escolas que podem aprimorar e fazer adapta\u00e7\u00f5es, valorizando a produ\u00e7\u00e3o regional e a aceita\u00e7\u00e3o dos alunos. Segundo a coordenadora do Programa Alimenta\u00e7\u00e3o na Escola da SEE, Val\u00e9ria Monteiro, a inten\u00e7\u00e3o da secretaria \u00e9 melhorar a qualidade e a variedade do alimento que \u00e9 oferecido aos estudantes.<\/p>\n<p>Monteiro lembra a recente capacita\u00e7\u00e3o de 120 cantineiras e cantineiros de escolas estaduais das 47 Superintend\u00eancias Regionais de Ensino (SREs). Durante o treinamento, eles aprenderam como aproveitar melhor os alimentos, conhecer suas propriedades, diminuir o desperd\u00edcio atrav\u00e9s de escolha e manipula\u00e7\u00e3o adequadas e contribuir para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel nas escolas.<\/p>\n<p>Outro refor\u00e7o para a alimenta\u00e7\u00e3o escolar \u00e9 o processo seletivo simplificado, em andamento, para a contrata\u00e7\u00e3o de 53 nutricionistas para atuar em cada Superintend\u00eancia Regional de Ensino (SRE) e tamb\u00e9m na SEE. Os profissionais ser\u00e3o respons\u00e1veis pela supervis\u00e3o de refeit\u00f3rios, cozinhas, locais de armazenamento de alimentos, al\u00e9m de ajudar as escolas a aprimorar o card\u00e1pio.<\/p>\n<p><strong>Direto do produtor<\/strong><\/p>\n<p>Os produtos adquiridos diretamente dos agricultores locais t\u00eam tornado o card\u00e1pio das escolas mais nutritivo. A compra \u00e9 feita por meio de chamadas p\u00fablicas, seguindo a lei federal n\u00ba11.947\/2009.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o determina que, no m\u00ednimo, 30% dos recursos que as escolas recebem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) sejam destinados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos da agricultura familiar. Em 2015, os recursos do FNDE para as escolas da rede estadual de ensino foram em torno de R$ 150 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O superintendente de Acesso a Mercados e Comercializa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agr\u00e1rio (Seda), Lucas Scarascia, observa que a venda direta para as escolas tem garantido mais renda ao trabalhador rural. Outro aspecto que ele destaca \u00e9 a crescente oferta de produtos regionais.<\/p>\n<p>&#8220;Temos observado que as escolas t\u00eam inclu\u00eddo no card\u00e1pio alimentos que n\u00e3o eram comumente consumidos por elas, valorizando a produ\u00e7\u00e3o local. Essa atitude fortalece cada vez mais a voca\u00e7\u00e3o regional e a sa\u00fade\u201d, enfatiza Scarascia.   <\/p>\n<p><strong>No prato dos alunos<\/strong><\/p>\n<p>Rapadura, a\u00e7\u00facar mascavo, beiju e caju. Esses s\u00e3o alguns dos alimentos t\u00edpicos que tem virado pratos nutritivos e deliciosos na alimenta\u00e7\u00e3o escolar estadual. Quer conhecer outros alimentos vendidos para as escolas mineiras?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/alimentacao_escola_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte e fotos: Ag\u00eancia Minas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que tem hoje na merenda? A pergunta intriga alunos da Escola Estadual Marechal Castelo Branco, em Uberl\u00e2ndia, no Triangulo Mineiro. Desde que a unidade passou a fazer pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o, os estudantes comem mais e melhor. E a cozinha local se tornou valor para eles. 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