{"id":85398,"date":"2016-04-27T18:42:18","date_gmt":"2016-04-27T21:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=85398"},"modified":"2016-04-27T18:42:18","modified_gmt":"2016-04-27T21:42:18","slug":"energia-solar-pode-ser-a-redencao-do-semiarido-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=85398","title":{"rendered":"Energia solar pode ser a reden\u00e7\u00e3o do semi\u00e1rido mineiro"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, a seca aflige o semi\u00e1rido brasileiro, regi\u00e3o que engloba oito estados do Nordeste, al\u00e9m do Norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha. Repete-se um cen\u00e1rio de desola\u00e7\u00e3o, que alia a pobreza do povo, a chuva escassa e o sol escaldante. Entretanto, o sol inclemente pode deixar de ser um vil\u00e3o e se transformar na solu\u00e7\u00e3o para essa popula\u00e7\u00e3o sofrida. No Norte de Minas, uma fonte energ\u00e9tica limpa, abundante e renov\u00e1vel &#8211; a energia solar, especialmente a fotovoltaica &#8211; desponta como alternativa econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o que se obteve na utiliza\u00e7\u00e3o da fonte fotovoltaica nessa regi\u00e3o se deve em grande parte ao arcabou\u00e7o legal constru\u00eddo no Pa\u00eds, e tamb\u00e9m em Minas Gerais, por meio de leis aprovadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Alguns passos foram dados nesse sentido, sendo o \u00faltimo deles a san\u00e7\u00e3o da Lei 21.713, de 2015. Oriunda do Projeto de Lei (PL) 1.350\/15, de autoria do deputado Gil Pereira (PP), a nova legisla\u00e7\u00e3o amplia o prazo para concess\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS relativo \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de energia solar no Estado.<\/p>\n<p>Atenta a essa nova tend\u00eancia, a Assembleia vai promover, no dia 4 de maio deste ano, das 9 \u00e0s 18 horas, o Debate P\u00fablico Energia de Fontes Renov\u00e1veis, que trar\u00e1 especialistas, empres\u00e1rios e autoridades para abordar fontes de origem solar fotovoltaica, e\u00f3lica, de pequenas centrais hidrel\u00e9tricas (PCHs) e de sistemas de cogera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de debater o potencial de produ\u00e7\u00e3o de eletricidade em Minas a partir dessas fontes, o evento pretende identificar as oportunidades de mercado e os entraves para a implementa\u00e7\u00e3o desses processos. A iniciativa do debate tamb\u00e9m \u00e9 do deputado Gil Pereira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/energia_nm_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>No Norte de Minas, a energia solar, especialmente a fotovoltaica, desponta como alternativa econ\u00f4mica e social &#8211; Foto: Ricardo Barbosa \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nascido em Montes Claros (Norte de Minas), Gil Pereira ressalta a import\u00e2ncia de transformar o sol num gerador de renda e riqueza para sua regi\u00e3o. \u201cParticipei de um semin\u00e1rio na Alemanha e percebi que pa\u00edses com menor insola\u00e7\u00e3o que o nosso produziam muita energia fotovoltaica. Ent\u00e3o, vi que nossa regi\u00e3o tinha um potencial enorme para isso\u201d, relembrou. O parlamentar lembra que, quando foi nomeado secret\u00e1rio de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, no final de 2011, a Cemig lan\u00e7ou o Atlas Solarim\u00e9trico de Minas, que ajudou na arrancada para a ado\u00e7\u00e3o da fonte fotovoltaica no Estado.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o ent\u00e3o governador Antonio Anastasia montou um grupo de trabalho voltado para energias renov\u00e1veis, visando elaborar novas leis ou aprimorar as vigentes sobre o assunto. \u201cEstudamos \u00e1reas em que o Governo do Estado poderia dar incentivos. A proposta mais relevante foi a de isentar por 10 anos o ICMS de toda energia fotovoltaica, oferecendo benef\u00edcios fiscais para empresas que quisessem investir nessa fonte em Minas\u201d, relembra Gil Pereira.<\/p>\n<p>Desse grupo de trabalho, afirmou o parlamentar, surgiu a proposta de fazer um leil\u00e3o para a gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica em Minas, no que o estado foi acompanhado por Pernambuco. \u201cMas seria importante tamb\u00e9m o governo federal promover leil\u00f5es, s\u00f3 que, \u00e0quela \u00e9poca, havia muita resist\u00eancia\u201d, frisou Gil Pereira. Ent\u00e3o, ele foi \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) e ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia para mostrar a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o de um leil\u00e3o federal. O leil\u00e3o \u00e9 um processo de concorr\u00eancia entre setores interessados em vender energia, promovido pelo poder p\u00fablico, para garantir o abastecimento do mercado consumidor nacional, no qual as empresas concorrentes d\u00e3o lances oferecendo o insumo pelo valor que julgam adequado. Ao final, vence aquela que propuser o menor pre\u00e7o, ficando obrigada a fornecer a energia contratada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).<\/p>\n<p>Em 2014, a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) realizou o primeiro leil\u00e3o de energia fotovoltaica, com gera\u00e7\u00e3o de 1 gigawatt. Depois, foram realizados mais dois leil\u00f5es, em agosto e novembro de 2015, cada um tamb\u00e9m com 1 giga. \u201cDesses 3 gigawatts ofertados, Minas Gerais conseguiu 650 megawatts (MW) de energia, dos quais 240 v\u00e3o para Pirapora (Norte de Minas)\u201d comemorou Gil Pereira.<\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Foi em 2012 que o Brasil despertou para seu potencial na gera\u00e7\u00e3o solar fotovoltaica, iniciando a constru\u00e7\u00e3o do marco legal que hoje d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o a todos os projetos dessa natureza. Acompanhando o avan\u00e7o federal, Minas Gerais tamb\u00e9m fez a sua parte, criando leis para regulamentar o setor no Estado.<\/p>\n<p><strong>Pirapora ter\u00e1 a maior usina solar da Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>Com um ambiente institucional e legisla\u00e7\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da energia fotovoltaica, Minas Gerais est\u00e1 sendo recompensada pelo esfor\u00e7o. Conforme contrato firmado com a Aneel, at\u00e9 12 de agosto de 2017 estar\u00e1 funcionando em Pirapora a terceira maior usina geradora solar fotovoltaica do mundo e a primeira da Am\u00e9rica Latina. O empreendimento resulta da parceria entre as empresas Solatio Energia (Espanha) e Canadian (Canad\u00e1), que arremataram 240 MW nos leil\u00f5es de energia de reserva realizados pela Aneel em 2014 e 2015. O investimento no projeto supera R$ 1,6 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Solatio, Pedro Vaquer Brunet, ser\u00e3o gerados cerca de 2 mil postos de trabalho nas obras de implanta\u00e7\u00e3o da usina, que, quando for inaugurada, empregar\u00e1 aproximadamente 150 pessoas, especialmente engenheiros e t\u00e9cnicos com forma\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de eletrot\u00e9cnica, eletr\u00f4nica e civil. \u201cA Solatio \u00e9 uma desenvolvedora de projetos, os quais s\u00e3o levados a leil\u00e3o por meio da parceria com a Canadian Solar, que \u00e9 o investidor respons\u00e1vel pelas obras at\u00e9 a entrada em opera\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da energia produzida\u201d, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 o engenheiro no Brasil da Solatio, Roberto Devienne, detalha que a usina ocupar\u00e1 uma \u00e1rea que j\u00e1 est\u00e1 sendo limpa e preparada, de 650 hectares da Fazenda Marambaia, a 7 km da zona urbana. No local, ser\u00e3o instaladas mais de 1,1 milh\u00e3o de placas. As obras civis &#8211; da usina propriamente dita &#8211; devem come\u00e7ar no in\u00edcio de agosto deste ano. O empreendimento tamb\u00e9m deve gerar aproximadamente 600 empregos indiretos, afirma ele.<\/p>\n<p>Assim que entrar em funcionamento, a megausina iniciar\u00e1 o fornecimento de 150 MW para o Sistema Interligado Nacional (SIN) de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade. O cronograma da Aneel prev\u00ea que, a partir de novembro de 2017, a empresa ter\u00e1 que fornecer outros 90 MW, totalizando uma gera\u00e7\u00e3o de 240 MW.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o da ALMG e dos Governos Estadual e Federal, a atua\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Pirapora foi importante para a viabiliza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. O prefeito Heliomar Valle da Silveira, o L\u00e9o Silveira, disse que a atua\u00e7\u00e3o do Executivo local se deu em tr\u00eas frentes: isen\u00e7\u00e3o do Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) na fase de constru\u00e7\u00e3o da usina, para que a empresa oferecesse no leil\u00e3o um pre\u00e7o competitivo de megawatt; nas negocia\u00e7\u00f5es para loca\u00e7\u00e3o do terreno; e na sensibiliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelas licen\u00e7as. \u201cEspecialmente na Superintend\u00eancia Regional de Meio Ambiente (Supram), a prefeitura defendeu a fonte fotovoltaica como forma de vencer as desigualdades regionais, gerar riqueza e desenvolvimento\u201d, real\u00e7ou Silveira.<\/p>\n<p>O prefeito fez uma avalia\u00e7\u00e3o sobre os impactos da implementa\u00e7\u00e3o da megausina na cidade. Em sua opini\u00e3o, o principal benef\u00edcio \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de uma energia farta e renov\u00e1vel, num momento em que a \u00e1gua anda escassa e sua baixa capta\u00e7\u00e3o compromete o uso para produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, dessedenta\u00e7\u00e3o, pesca e turismo. Al\u00e9m disso, a usina de Pirapora vai contribuir para reduzir o pre\u00e7o da energia no Brasil, na opini\u00e3o do prefeito. Ele lembrou que, entre 2011 e 2014, em fun\u00e7\u00e3o da seca,  o Pa\u00eds ampliou o uso das termel\u00e9tricas, com custo muito mais alto de opera\u00e7\u00e3o, o que elevou o pre\u00e7o do Kilowatt\/hora.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m do ponto de vista ambiental, as vantagens s\u00e3o grandes, conforme avalia o prefeito: a energia solar \u00e9 limpa, n\u00e3o polui, n\u00e3o gera ru\u00eddos nem dejetos. Al\u00e9m disso, o seu uso n\u00e3o implica inunda\u00e7\u00e3o de terras agricult\u00e1veis, como acontece com as hidrel\u00e9tricas. \u201cO sol vai estar sempre presente e com fartura\u201d, concluiu. <\/p>\n<p><strong>Norte de Minas pretende se tornar polo fotovoltaico<\/strong><\/p>\n<p>Se a implanta\u00e7\u00e3o da usina em Pirapora coloca o Norte de Minas no mapa da energia solar, o crescimento do uso em resid\u00eancias, nos setores de ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os e, ainda, na agricultura est\u00e1 consolidando a regi\u00e3o como grande polo fotovoltaico. Isso porque Montes Claros e a regi\u00e3o v\u00e3o passar a contar com as duas principais formas de produ\u00e7\u00e3o da energia fotovoltaica: um sistema fotovoltaico de grande porte, presente em Pirapora; e a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, com cada pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica produzindo o insumo para uso pr\u00f3prio e disponibilizando os excedentes na rede el\u00e9trica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/energia_nm_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Em Capit\u00e3o En\u00e9as, a fazenda Lagoa do S\u00e3o Jo\u00e3o implantou 72 placas solares, que garantem a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 17 e 24 KW de energia &#8211; Foto: Ricardo Barbosa \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em Montes Claros, por exemplo, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) implantou, em dezembro do ano passado, seu projeto de gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica, tornando-se a primeira universidade estadual a realizar tal a\u00e7\u00e3o. Por meio de um conv\u00eanio entre a Unimontes e a Cemig (que cedeu os 250 pain\u00e9is fotovoltaicos), implantou-se uma microusina com 12,5 KW de pot\u00eancia. O investimento ficou em torno de R$ 65 mil, com os quais a coordena\u00e7\u00e3o do curso de Engenharia comprou outros equipamentos e pagou a m\u00e3o de obra para colocar as placas que abastecem os laborat\u00f3rios de biologia.<\/p>\n<p>O professor Guilherme Augusto Guimar\u00e3es Oliveira, do Departamento de Engenharia Civil, \u00e9 quem coordena o projeto da microusina. Ele explica que a Cemig ainda n\u00e3o fez a liga\u00e7\u00e3o do sistema \u00e0 rede el\u00e9trica, mas que, quando isso acontecer, a economia ser\u00e1 da ordem de R$ 700 por m\u00eas. \u201cComo gastamos cerca de R$ 65 mil, o retorno do investimento vir\u00e1 com sete anos e meio, mais ou menos. \u00c9 um retorno r\u00e1pido, tendo em vista que as placas duram 30 anos ou mais\u201d, anima-se.<\/p>\n<p>Guilherme Oliveira adianta que a universidade tem como expectativa utilizar m\u00f3dulos solares em todos os departamentos. \u201cA proposta \u00e9 ter um campus sustent\u00e1vel, com a racionaliza\u00e7\u00e3o do uso de eletricidade e de outros recursos naturais, como a \u00e1gua\u201d, previu.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pesquisas da Unimontes sobre a fonte solar, o professor Guilherme destacou que um pesquisador j\u00e1 avalia o potencial de irradia\u00e7\u00e3o do sil\u00edcio, insumo indispens\u00e1vel na fabrica\u00e7\u00e3o das placas e dispon\u00edvel no Norte de Minas. \u201cEsse \u00e9 o primeiro passo para que busquemos o melhor conhecimento desse material, um grande captador de luminosidade\u201d, apontou. Guilherme ressaltou que, apesar de n\u00e3o haver ainda laborat\u00f3rio espec\u00edfico para essa pesquisa, a Unimontes quer conhecer profundamente o sil\u00edcio de forma a dominar a tecnologia de produ\u00e7\u00e3o de placas fotovoltaicas.<\/p>\n<p>Ao falar de sua expectativa quanto ao aumento da gera\u00e7\u00e3o solar na regi\u00e3o e no Brasil, Guilherme Oliveira previu que as pesquisas sobre essa fonte energ\u00e9tica provocar\u00e3o uma virada no panorama atual. \u201cAtualmente, grande parte da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Norte de Minas depende da eletricidade para irriga\u00e7\u00e3o, o que torna nossos produtos caros, tamb\u00e9m por causa da dist\u00e2ncia dos grandes centros. Ent\u00e3o, se conseguirmos baratear a conta de luz, teremos uma melhor condi\u00e7\u00e3o de competir\u201d, avaliou.<\/p>\n<p><strong>Agropecu\u00e1ria<\/strong> &#8211; A agropecu\u00e1ria no Norte de Minas tamb\u00e9m despertou para os outros usos do sol. No munic\u00edpio de Capit\u00e3o En\u00e9as, o produtor rural Joaquim Manoel de Oliveira est\u00e1 sendo um dos pioneiros na utiliza\u00e7\u00e3o de placas solares para a agricultura. Em janeiro deste ano, ele concluiu a implanta\u00e7\u00e3o, em sua fazenda Lagoa do S\u00e3o Jo\u00e3o, de 72 placas ao custo de R$ 160 mil, que lhe garantem a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria entre 17 e 24 KW de energia el\u00e9trica. M\u00e9dico em Montes Claros, Joaquim tem a expectativa de recuperar o investimento em aproximadamente quatro anos. Segundo ele, houve uma economia m\u00e9dia de 40% na conta de luz, que custava entre R$ 5,8 mil e R$ 6 mil.<\/p>\n<p>Por outro lado, o fazendeiro ressalva que a energia produzida pelas placas est\u00e1 sendo parcialmente consumida na propriedade, mas o excedente ainda n\u00e3o \u00e9 computado pela Cemig. Isso porque a empresa ainda n\u00e3o instalou o rel\u00f3gio bidirecional, que faz a compensa\u00e7\u00e3o entre o que entra (consumo energ\u00e9tico da fazenda) e o que sai (energia produzida). \u201cA Cemig n\u00e3o est\u00e1 repondo os meus cr\u00e9ditos para que eu consiga baratear ainda mais a minha fatura. Meu objetivo \u00e9 zerar a conta de luz em dois, tr\u00eas anos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Cemig<\/strong> &#8211; Questionada sobre as provid\u00eancias para integrar \u00e0 sua rede os usu\u00e1rios da energia solar do Norte de Minas, a Cemig apresentou suas justificativas por meio do engenheiro de Tecnologia e Normaliza\u00e7\u00e3o, Bruno Marciano Lopes. Ele afirmou que, atualmente h\u00e1, no Estado, 1029 solicita\u00e7\u00f5es de micro e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, sendo que 560 j\u00e1 est\u00e3o ligadas. No Norte de Minas, s\u00e3o 117 solicita\u00e7\u00f5es &#8211; 110 urbanas e sete rurais. Do total, 49 foram conectadas, restando 68.<\/p>\n<p>Ainda segundo Bruno Lopes, a empresa concluiu, em mar\u00e7o deste ano, o processo de licita\u00e7\u00e3o na modalidade preg\u00e3o para a aquisi\u00e7\u00e3o de 2 mil medidores bidirecionais para atendimento a todo o estado, incluindo as solicita\u00e7\u00f5es de energia fotovoltaica do Norte de Minas. Em 14 de abril, a Cemig receber\u00e1 o 1\u00ba lote de medidores, que come\u00e7ar\u00e3o a ser instalados a partir do dia 18.<\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG \/ Rep\u00f3rter: Carlos M\u00e1ximo)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, a seca aflige o semi\u00e1rido brasileiro, regi\u00e3o que engloba oito estados do Nordeste, al\u00e9m do Norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha. Repete-se um cen\u00e1rio de desola\u00e7\u00e3o, que alia a pobreza do povo, a chuva escassa e o sol escaldante. 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