{"id":84854,"date":"2016-04-21T11:14:21","date_gmt":"2016-04-21T14:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=84854"},"modified":"2016-04-21T11:25:00","modified_gmt":"2016-04-21T14:25:00","slug":"estudo-que-a-marinha-tentou-manter-em-segredo-aponta-alta-concentracao-de-metais-no-rio-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=84854","title":{"rendered":"Estudo que a Marinha tentou manter em segredo aponta alta concentra\u00e7\u00e3o de metais no Rio Doce"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) divulgou, nesta quarta-feira (20), os resultados do estudo feito com a Marinha do Brasil sobre o impacto da lama de rejeitos que vazou no final do ano passado ap\u00f3s o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG).<\/p>\n<p>A pesquisa levou em conta amostras colhidas na foz do Rio Doce e no litoral norte do Esp\u00edrito Santo pelo navio Vital de Oliveira, em novembro de 2015. Foi constatada alta concentra\u00e7\u00e3o de quatro metais pesados. No entanto, n\u00e3o foi poss\u00edvel confirmar a rela\u00e7\u00e3o entre a contamina\u00e7\u00e3o e os rejeitos vazados na trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o mar\u00edtima pr\u00f3xima \u00e0 foz do Rio Doce, foi observada a presen\u00e7a de ars\u00eanio, mangan\u00eas e sel\u00eanio acima do limite estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). J\u00e1 na regi\u00e3o de \u00e1gua doce foi encontrado excesso de mangan\u00eas, sel\u00eanio e chumbo. Em suas considera\u00e7\u00f5es finais, o relat\u00f3rio com os resultados sugere que os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos competentes acompanhem \u201cos impactos do ac\u00famulo dos metais, principalmente aqueles em maiores concentra\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>Em nota, a Samarco informou que n\u00e3o teve acesso ao relat\u00f3rio da Marinha, mas destacou que a composi\u00e7\u00e3o de seu rejeito n\u00e3o tem metais pesados. A mineradora disse ainda que faz, desde o dia 7 de novembro de 2015, o monitoramento da qualidade da \u00e1gua e sedimentos em 118 pontos distribu\u00eddos ao longo da bacia do Rio Doce e no mar e tamb\u00e9m destacou um estudo da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) feito em dezembro de 2015. A ag\u00eancia teria indicado que &#8220;no mesmo per\u00edodo em que a Marinha analisou o ambiente marinho, a qualidade da \u00e1gua do Rio Doce j\u00e1 se encontrava em condi\u00e7\u00f5es semelhante aos padr\u00f5es observados em 2010&#8221;.<\/p>\n<p><strong>ICMbio<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) divulgou os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) que tamb\u00e9m apontava contamina\u00e7\u00e3o do mar e de animais marinhos no litoral do Esp\u00edrito Santo. A confirma\u00e7\u00e3o de altos n\u00edveis de ars\u00eanio, chumbo e c\u00e1dmio levaram o procurador Jorge Munh\u00f3s de Souza a recomendar a amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de proibi\u00e7\u00e3o da pesca na foz do Rio Doce.<\/p>\n<p>Os estudos do ICMBio tamb\u00e9m n\u00e3o permitiram afirmar com seguran\u00e7a que a contamina\u00e7\u00e3o era decorrente da chegada ao oceano dos rejeitos de minera\u00e7\u00e3o espalhados ap\u00f3s o rompimento da barragem da Samarco. Na ocasi\u00e3o, a mineradora disse que os estudos apresentados pelo ICMBio eram preliminares e n\u00e3o conclusivos.<\/p>\n<p>\u201cO que chama aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 o momento \u00e9 que os pr\u00f3prios pesquisadores n\u00e3o apontam uma rela\u00e7\u00e3o entre os resultados encontrados e o epis\u00f3dio de Mariana. Inclusive os metais encontrados n\u00e3o est\u00e3o associados ao tipo de rejeito que havia na barragem\u201d, disse o gerente de engenharia ambiental da Samarco Paulo Cezar de Siqueira.<\/p>\n<p><strong>Sigilo<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados do estudo haviam sido considerados sigilosos pela Marinha e ficaram restritos por mais de tr\u00eas meses. Sua libera\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Transpar\u00eancia Capixaba anunciar que entraria com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para poder ter acesso ao documento. &#8220;Pela Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 absolutamente qualquer motivo para que estas informa\u00e7\u00f5es sejam consideradas sigilosas ou que envolvam a seguran\u00e7a nacional&#8221;, disse ontem (19) o integrante da ONG Edmar Camata.<\/p>\n<p>Apesar da queda do sigilo, a Marinha se recusou a fornecer o documento \u00e0 reportagem, que foi obtido somente por meio do Ibama. Nessa ter\u00e7a-feira (19), a ONG Transpar\u00eancia Capixaba havia criticado a dificuldade para se obter informa\u00e7\u00f5es referentes aos desdobramentos do rompimento da barragem em Mariana.<\/p>\n<p>&#8220;Desde que ocorreu a trag\u00e9dia, h\u00e1 uma d\u00e9ficit de informa\u00e7\u00e3o muito grande. Quando come\u00e7amos a demandar alguns \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, notamos que havia um conluio das empresas e dos governos para negar informa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A barragem do Fund\u00e3o, no distrito de Bento Rodrigues em Mariana (MG), se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 ocasionando a morte de 19 pessoas. Considerada a maior trag\u00e9dia ambiental do Brasil, o epis\u00f3dio tamb\u00e9m causou destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e poluiu as \u00e1guas da bacia do Rio Doce. <\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) divulgou, nesta quarta-feira (20), os resultados do estudo feito com a Marinha do Brasil sobre o impacto da lama de rejeitos que vazou no final do ano passado ap\u00f3s o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG). 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