{"id":82940,"date":"2016-03-28T14:27:16","date_gmt":"2016-03-28T17:27:16","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=82940"},"modified":"2016-03-28T14:27:16","modified_gmt":"2016-03-28T17:27:16","slug":"areas-de-protecao-ambiental-de-minas-gerais-contribuem-para-a-realizacao-de-pesquisas-cientificas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=82940","title":{"rendered":"\u00c1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental de Minas Gerais contribuem para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas cient\u00edficas"},"content":{"rendered":"<p>Caatinga, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o os tr\u00eas biomas que comp\u00f5em Minas Gerais. A riqueza desses ecossistemas, inclusive, motiva estudos cient\u00edficos, muitas vezes de import\u00e2ncia nacional, em fun\u00e7\u00e3o da variada biodiversidade no estado. Para se ter uma ideia, atualmente, h\u00e1 423 pesquisas em andamento nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Preservar essas \u00e1reas e categoriz\u00e1-las como Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tarefa fundamental no objetivo de prote\u00e7\u00e3o ambiental. No estado, esta \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que cuida da identifica\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas. Por meio deste trabalho, o instituto transforma estes locais em importantes bancos de amostras \u2013 com a manuten\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas naturais e garantias adequadas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a gerente de Projetos e Pesquisas do IEF, Jana\u00edna Aguiar, o instituto atua desde 1992 no acompanhamento e controle de pesquisas cient\u00edficas nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o Estaduais. \u201cAs unidades de conserva\u00e7\u00e3o existentes em Minas Gerais re\u00fanem diversos estudos, j\u00e1 que protegem grande n\u00famero de esp\u00e9cies, algumas delas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e outras ainda desconhecidas pela ci\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Hoje, Minas Gerais conta com 377 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, sendo 146 de prote\u00e7\u00e3o integral e 231 de uso sustent\u00e1vel, que t\u00eam como objetivo compatibilizar a conserva\u00e7\u00e3o da natureza com o uso sustent\u00e1vel de parte de seus recursos naturais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/pesquisas_mg_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>J\u00e1 foi poss\u00edvel mapear tr\u00eas novas esp\u00e9cies de lib\u00e9lulas (Foto: Marcos Magalh\u00e3es)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os em pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a estudar as diferentes esp\u00e9cies de vespas sociais existentes no estado, h\u00e1 12 anos, o professor e pesquisador do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Sul de Minas (IFSul de Minas), Marcos Magalh\u00e3es, tinha como refer\u00eancia um mapeamento j\u00e1 existente, com 69 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao trabalho por ele desenvolvido e as amostras colhidas em \u00e1reas protegidas, com autoriza\u00e7\u00e3o do IEF, hoje Minas Gerais tem 106 tipos de vespas sociais mapeados. \u201cAumentamos a lista em 40%, s\u00f3 trabalhando em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas pr\u00f3ximas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para a coleta de amostras, Magalh\u00e3es e seus alunos trabalharam no Parque Estadual do Rio Doce, no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e tamb\u00e9m no Ref\u00fagio de Vida Silvestre do Rio Pandeiros, no Norte do estado, outra categoria de unidade de conserva\u00e7\u00e3o. A cole\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica de vespas sociais hoje \u00e9 refer\u00eancia para o estudo dessas esp\u00e9cies no Brasil, e est\u00e1 dispon\u00edvel para visita\u00e7\u00e3o e consulta no campus Inconfidentes do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Sul de Minas.<\/p>\n<p>O professor \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o fizeram a diferen\u00e7a para a pesquisa cient\u00edfica. \u201cElas oferecem uma infraestrutura para o nosso trabalho, al\u00e9m, \u00e9 claro, de uma enorme biodiversidade, mantida pela conserva\u00e7\u00e3o destes locais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Agora, ele est\u00e1 pesquisando as lib\u00e9lulas, tamb\u00e9m em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o Estaduais, e j\u00e1 mapeou tr\u00eas esp\u00e9cies novas para a ci\u00eancia, isto \u00e9, que ainda n\u00e3o haviam sido estudadas e descobertas. \u201cO objetivo \u00e9 conhecer esta diversidade de alguns grupos de insetos que est\u00e3o nestes locais e que ainda n\u00e3o conhecemos. Assim, ampliamos a lista de esp\u00e9cies que ocorrem em Minas Gerais ou at\u00e9 mesmo no Brasil e ainda valorizamos estas \u00e1reas protegidas\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/pesquisas_mg_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>J\u00e1 foi poss\u00edvel mapear tr\u00eas novas esp\u00e9cies de lib\u00e9lulas (Foto: Marcos Magalh\u00e3es)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o de solo<\/strong><\/p>\n<p>Professor do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Israel Marinho coordena uma s\u00e9rie de estudos sobre recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Os estudos foram realizados no Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina, que comporta uma \u00e1rea que sofreu os impactos da extra\u00e7\u00e3o de cascalho at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o, em 1998.<\/p>\n<p>\u201cExiste no parque uma \u00e1rea muito degradada e com altera\u00e7\u00f5es severas na biodiversidade, como aus\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o e alta eros\u00e3o do solo. Nosso trabalho foi feito no intuito de atenuar este processo de degrada\u00e7\u00e3o e come\u00e7ar a recupera\u00e7\u00e3o do local\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo Marinho, foram observados resultados interessantes, como o uso da t\u00e9cnica topsoil (transposi\u00e7\u00e3o de solo) e o plantio de candeia (\u00e1rvore de car\u00e1ter r\u00fastico e que ocorre naturalmente em solos pobres) para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que passaram por processo de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/pesquisas_mg_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Minas Gerais tem 106 tipos de vespas sociais mapeados (Foto: Lucas Millani)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7a \u00e0 biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>No Parque Estadual da Serra do Rola Mo\u00e7a, no Territ\u00f3rio Metropolitano, o capim meloso, tamb\u00e9m conhecido como capim-gordura, est\u00e1 dominando a paisagem, prejudicando a flora nativa e favorecendo a ocorr\u00eancia de inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Especialista em \u00e1reas degradadas e professora do Departamento de Bot\u00e2nica do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Rita Scotti Muzzi coordena pesquisa sobre os mecanismos biol\u00f3gicos utilizados pelo capim meloso para invadir o parque. \u201cTrata-se de grande amea\u00e7a \u00e0 biodiversidade dos campos rupestres e cerrado. Os resultados j\u00e1 nos mostram quais s\u00e3o estes mecanismos, o que nos permitir\u00e1 propor estrat\u00e9gias de manejo para redu\u00e7\u00e3o de tal impacto\u201d, explica.<\/p>\n<p>A professora conta que utiliza as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia em grande parte dos estudos para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. \u201cConduzimos uma pesquisa em campo rupestre que tem nos revelado, por exemplo, o risco de uso de adubo qu\u00edmico em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o como uma amea\u00e7a \u00e0 biodiversidade, pois o fertilizante qu\u00edmico favorece as invasoras em detrimento das esp\u00e9cies nativas\u201d, diz. As pesquisas cient\u00edficas buscam, assim, estabelecer m\u00e9todos e t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o com base nos recursos naturais, auxiliando na recupera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o ambiental de cada tipo de bioma.<\/p>\n<p><strong>Autoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, o processo de concess\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o para realizar pesquisa em uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 administrado pela Ger\u00eancia de Projetos e Pesquisas do Instituto Estadual de Florestas (IEF), por meio da emiss\u00e3o de autoriza\u00e7\u00f5es que t\u00eam como um dos pr\u00e9-requisitos a assinatura de termo de compromisso pelo pesquisador. Nesse documento, ele se responsabiliza, entre outras coisas, pelo meio ambiente local e pela posterior disponibiliza\u00e7\u00e3o da pesquisa produzida e elabora\u00e7\u00e3o de material de divulga\u00e7\u00e3o. (Ag\u00eancia Minas)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caatinga, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o os tr\u00eas biomas que comp\u00f5em Minas Gerais. A riqueza desses ecossistemas, inclusive, motiva estudos cient\u00edficos, muitas vezes de import\u00e2ncia nacional, em fun\u00e7\u00e3o da variada biodiversidade no estado. Para se ter uma ideia, atualmente, h\u00e1 423 pesquisas em andamento nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Minas Gerais. 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