{"id":82337,"date":"2016-03-22T11:08:55","date_gmt":"2016-03-22T14:08:55","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=82337"},"modified":"2016-03-22T11:08:55","modified_gmt":"2016-03-22T14:08:55","slug":"taxa-de-homicidios-diminui-nas-grandes-cidades-e-aumenta-no-interior-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=82337","title":{"rendered":"Taxa de homic\u00eddios diminui nas grandes cidades e aumenta no interior, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de homic\u00eddios no Brasil tem diminu\u00eddo nas grandes cidades e aumentado no interior, sobretudo no Nordeste. Os dados fazem parte do Atlas da Viol\u00eancia 2016, divulgado hoje (22) pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP).<\/p>\n<p>O estudo analisou a evolu\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios por macrorregi\u00f5es, unidades da federa\u00e7\u00e3o e microrregi\u00f5es, provocadas por armas de fogo, viol\u00eancia policial, assim como homic\u00eddios de afrodescendentes, de mulheres e jovens. Os n\u00fameros est\u00e3o no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e se referem a 2014.<\/p>\n<p>Das 20 microrregi\u00f5es mais violentas, 16 est\u00e3o no Nordeste, que tamb\u00e9m possui sete entre as 20 mais pac\u00edficas. Dentre as 20 microrregi\u00f5es que apresentaram maior crescimento nas taxas de homic\u00eddios, 14 est\u00e3o no Nordeste.<\/p>\n<p>Entre 2004 e 2014, a redu\u00e7\u00e3o mais significativa da taxa foi observada em S\u00e3o Paulo (-65%), que tem quase 15 milh\u00f5es de habitantes. J\u00e1 o crescimento mais acelerado de homic\u00eddios foi observado em localidades interioranas, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, bastante pac\u00edficas. \u00c9 o caso de Senhor do Bonfim (81 mil habitantes), na Bahia, que teve piora de 1.136,9% nos dados de viol\u00eancia, entre 2004 e 2014. Ainda assim, Senhor do Bonfim aparece com taxa de cerca de 18 homic\u00eddio por 100 mil habitantes, bem menor que a aglomera\u00e7\u00e3o urbana de S\u00e3o Lu\u00eds (MA), com taxa de 84,9, primeira da lista das microrregi\u00f5es mais violentas.<\/p>\n<p><strong>Estados<\/strong><\/p>\n<p>Os seis estados com crescimento superior a 100% nas taxas de homic\u00eddios pertencem ao Nordeste. Pernambuco destoou dos demais estados da regi\u00e3o, ao registrar queda de 27,3% no n\u00famero de homic\u00eddios. O Rio Grande do Norte teve aumento de 360,8% na taxa de homic\u00eddios em dez anos. Logo atr\u00e1s vem Maranh\u00e3o (209,4%) e Cear\u00e1 (166,5%).<\/p>\n<p>Cerca de 10% de todos os homic\u00eddios no mundo, em 2014, ocorreram no Brasil. Em n\u00fameros absolutos, foram 59,6 mil assassinatos, o que coloca o Brasil como campe\u00e3o de mortes por homic\u00eddio. Por outro lado, entre 2010 e 2014, aumentou o n\u00famero de estados com queda nas taxas de homic\u00eddios, passando de oito para 12 unidades federativas, com destaque para quedas no Paran\u00e1 (-20,9%) e no Esp\u00edrito Santo (-14,8%), estado que saiu pela primeira vez, desde 1980, da lista dos cinco estados mais violentos do pa\u00eds a partir de 2013. A taxa de homic\u00eddios caiu 1,3% e o posicionou junto a outros estados que diminu\u00edram essas taxas, como S\u00e3o Paulo (-52,4%), Rio de Janeiro (-33,3%), Pernambuco (-27,3%), Rond\u00f4nia (-14,1%), Mato Grosso do Sul (-7,7%) e Paran\u00e1 (-4,3%).<\/p>\n<p>O resultado pode indicar, segundo a an\u00e1lise, \u201cuma mudan\u00e7a no sinal da evolu\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios no Brasil\u201d, segundo a nota. Nos estados em que se verificou queda dos homic\u00eddios, o estudo identificou que pol\u00edticas p\u00fablicas qualitativamente consistentes foram adotadas, como no caso de S\u00e3o Paulo, Pernambuco, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es como a integra\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar no Paran\u00e1 e investimento nas pol\u00edcias e preven\u00e7\u00e3o social, no Esp\u00edrito Santo, s\u00e3o algumas inova\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es citadas como poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es para a queda.<\/p>\n<p><strong>Morte de negros<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2004 e 2014, o estudo mostra que houve alta na taxa de homic\u00eddio de afrodescendentes (+18,2%) e diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de homic\u00eddios de outros indiv\u00edduos que n\u00e3o de cor preta ou parda (-14,6%). Em 2014, para cada n\u00e3o negro assassinado, morreram 2,4 indiv\u00edduos negros.<\/p>\n<p>O estudo sugere que uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para esse resultado \u00e9 o fato de a taxa de homic\u00eddio ter diminu\u00eddo mais nas unidades federativas onde h\u00e1 proporcionalmente menos negros, como no Sudeste e Paran\u00e1, e ter crescido nos estados com maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente, como em v\u00e1rios estados do Nordeste. Proporcionalmente, a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 maior em quase todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Roraima e Paran\u00e1.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Norte, a taxa de vitimiza\u00e7\u00e3o de negros aumentou 388,8% entre 2004 e 2014. Por outro lado, houve redu\u00e7\u00e3o de 61,6% na vitimiza\u00e7\u00e3o de negros em S\u00e3o Paulo, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n<p>Treze mulheres foram assassinadas, por dia, em 2014. A taxa de homic\u00eddios entre mulheres apresentou crescimento de 11,6% entre 2004 e 2014. A distribui\u00e7\u00e3o dessas mortes aparece de maneira bastante desigual no pa\u00eds. Enquanto o estado de S\u00e3o Paulo reduziu em 36,1% esse crime \u2013 embora em ritmo menor que o registrado entre os assassinatos de homens, que teve redu\u00e7\u00e3o de 53% \u2013 outras localidades apresentaram crescimento de 333%, como o Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 2004 a 2014, 18 estados apresentaram taxa de mortalidade por homic\u00eddio de mulheres acima da m\u00e9dia nacional (4,6), com destaque para Roraima (9,5), Goi\u00e1s (8,8), Alagoas (7,3), Mato Grosso (7,0) e Esp\u00edrito Santo (7,1).<\/p>\n<p>O estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o combate da viol\u00eancia contra a mulher, com a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que considerem os v\u00ednculos estabelecidos entre a v\u00edtima e seu agressor, as rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia financeira ou emocional, bem como as redes de atendimento e os servi\u00e7os dispon\u00edveis para proteter e garantir a seguran\u00e7a dessas mulheres. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de homic\u00eddios no Brasil tem diminu\u00eddo nas grandes cidades e aumentado no interior, sobretudo no Nordeste. Os dados fazem parte do Atlas da Viol\u00eancia 2016, divulgado hoje (22) pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). 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