{"id":81816,"date":"2016-03-16T16:57:06","date_gmt":"2016-03-16T19:57:06","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81816"},"modified":"2016-03-16T16:57:06","modified_gmt":"2016-03-16T19:57:06","slug":"agricultor-mineiro-produz-o-cafe-natural-mais-caro-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81816","title":{"rendered":"Agricultor mineiro produz o caf\u00e9 natural mais caro do mundo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 do alto da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, a uma altitude de cerca de 1,5 mil metros, que vem o caf\u00e9 natural mais caro do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, o caf\u00e9 produzido pelo produtor Sebasti\u00e3o Afonso da Silva, do munic\u00edpio de Cristina (MG), foi escolhido o melhor em 2015 pelos jurados do concurso &#8220;Cup of Excellence&#8221;, alcan\u00e7ando uma pontua\u00e7\u00e3o de 94,47. Em 2014, quando tamb\u00e9m levou o t\u00edtulo, o produtor conseguiu a maior nota j\u00e1 obtida em concursos para um caf\u00e9 natural em todo o mundo: 95,18, em uma escala que vai at\u00e9 100.<\/p>\n<p>Apenas uma saca de 60 quilos desse caf\u00e9 premiado chegou a ser vendida a R$ 9,8 mil para a Starbucks, dos Estados Unidos, a maior rede de cafeterias do mundo. A fa\u00e7anha foi tamanha que representantes da empresa fizeram quest\u00e3o de viajar at\u00e9 o Sul de Minas para entregar ao produtor uma embalagem de 250 gramas do caf\u00e9, que estava sendo vendido ao pre\u00e7o de 40 d\u00f3lares nos Estados Unidos &#8211; na cota\u00e7\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (15), R$ 148,44. &#8220;Eles marcaram o lugar e desceram de jatinho s\u00f3 para me entregar&#8221;, recorda com orgulho o produtor.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cafe_mais_caro_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Altitude, clima e solo favor\u00e1veis beneficiam a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais na Mantiqueira (Foto: Arquivo Pessoal \/ Sebasti\u00e3o Afonso da Silva \/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>E n\u00e3o para por a\u00ed. Todo o lote premiado, composto de 17 sacas de 60 Kg, foi vendido a US$ 48,5 mil, o equivalente a R$ 145 mil. O quilo do caf\u00e9 premiado rendeu R$ 142 ao produtor, enquanto o quilo de um caf\u00e9 comum, tipo 6, bebida dura, rende R$ 8 conforme a \u00faltima cota\u00e7\u00e3o. A valoriza\u00e7\u00e3o foi quase 18 vezes maior em rela\u00e7\u00e3o ao mercado convencional.<\/p>\n<p>A altitude, o clima e o solo favor\u00e1veis fazem com que a regi\u00e3o da Mantiqueira consiga ter destaque na produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. Atrelado a esses tr\u00eas fatores est\u00e1 o p\u00f3s-colheita, que \u00e9 o cuidado que o produtor precisa ter com o gr\u00e3o assim que ele sai do p\u00e9. Segundo Vanusia Nogueira, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Caf\u00e9s Especiais (BSCA), esses s\u00e3o os detalhes que fazem com que a Mantiqueira de Minas tenha destaque nos concursos especiais, principalmente na categoria &#8220;Caf\u00e9s Naturais&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Oitenta porcento do caf\u00e9 produzido no Brasil \u00e9 de caf\u00e9 natural, \u00e9 o caf\u00e9 de terreiro, que \u00e9 o concurso que o Sebasti\u00e3o ganhou. \u00c9 o caf\u00e9 normal que precisa de menos investimento de estrutura dentro de uma propriedade. Ele \u00e9 muito bem aceito pela agricultura familiar, pelo pequeno agricultor no Brasil, que \u00e9 maioria. Ele \u00e9 muito mais dif\u00edcil de secar. O caf\u00e9 natural \u00e9 aquele que seca com tudo e depois se tira a semente. Nos lavados, descascados, se tira toda a polpa e s\u00f3 a semente fica secando. O processo de secar a semente pura \u00e9 muito mais r\u00e1pido do que ficar com a fruta inteira esperando naturalmente a desidrata\u00e7\u00e3o. Para isso acontecer de uma forma interessante, voc\u00ea precisa ter um per\u00edodo de umidade do ar baixa. Entre os nossos concorrentes, s\u00f3 o Brasil tem o per\u00edodo de safra seco&#8221;, explica Vanusia.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a que faz um caf\u00e9 ser considerado especial em rela\u00e7\u00e3o a um caf\u00e9 normal, o caf\u00e9 &#8220;commodity&#8221; est\u00e1, al\u00e9m dos fatores naturais, no cuidado do produtor, principalmente no p\u00f3s-colheita. Nesse tipo de produ\u00e7\u00e3o, se preza a qualidade ao inv\u00e9s da quantidade. O cuidado com o gr\u00e3o impulsiona atributos que fazem o produto se tornar \u00fanico.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cafe_mais_caro_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Seu Sebasti\u00e3o e o filho Helisson (Foto: Lucas Soares\/G1)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8220;Os principais atributos s\u00e3o do\u00e7ura, acidez e corpo. A do\u00e7ura \u00e9 uma das caracter\u00edsticas que fazem o caf\u00e9 especial brasileiro se tornar competitivo. Nenhum caf\u00e9 especial \u00e9 t\u00e3o doce como brasileiro. Quanto melhor essa combina\u00e7\u00e3o, maior nota ele vai conseguir na degusta\u00e7\u00e3o profissional do concurso. Um fator que fez o caf\u00e9 do produtor Sebasti\u00e3o se tornar inconfund\u00edvel em 2014 e 2015 foi o aroma de chocolate. E isso mostra que n\u00e3o foi um acidente de percurso, j\u00e1 que durante dois anos consecutivos, ele conseguiu manter as mesmas propriedades&#8221;, completa Vanusia.<\/p>\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o que o caf\u00e9 do produtor de Cristina alcan\u00e7ou \u00e9 rara, j\u00e1 que a maioria dos lotes de caf\u00e9s especiais de concurso s\u00e3o vendidos em m\u00e9dia, a cerca de R$ 2 mil a saca. No entanto, segundo especialistas, mesmo os caf\u00e9s que n\u00e3o s\u00e3o premiados em concurso conseguem uma valoriza\u00e7\u00e3o cerca de 30 a 40% maior do que o que \u00e9 pago por um caf\u00e9 comum, tanto no mercado externo, quanto no interno.<\/p>\n<p><strong>Segredos de campe\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Gente simples do campo, Sebasti\u00e3o Afonso nunca imaginava que um dia teria o seu produto reconhecido mundialmente. Em 1995, come\u00e7ou a plantar arroz com os outros 14 irm\u00e3os. Mas, com o custo alto de produ\u00e7\u00e3o e o baixo pre\u00e7o de venda no mercado, logo precisou procurar outra alternativa. Foi plantando um p\u00e9 de caf\u00e9 aqui, outro ali, e logo foi expandindo sua \u00e1rea. Hoje j\u00e1 possui 285 mil p\u00e9s plantados em cinco propriedades, o que d\u00e1 uma \u00e1rea de 85 hectares de caf\u00e9.<\/p>\n<p>H\u00e1 sete anos decidiu parar de plantar arroz definitivamente e come\u00e7ou a investir em um nicho de mercado: a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o parou de ganhar pr\u00eamios. O primeiro veio em 2008 e recentemente, veio o reconhecimento mundial.<\/p>\n<p>&#8220;Em primeiro lugar \u00e9 que a gente gosta muito do que faz, gosta muito de mexer com caf\u00e9. Por a gente gostar, por eu gostar, por meu filho gostar, a gente dedica muito no p\u00f3s-colheita, que \u00e9 essencial para manter a qualidade. N\u00e3o tem muito segredo n\u00e3o, \u00e9 fazer tudo o mais perfeito que voc\u00ea conseguir fazer e estar sempre melhorando mais, porque perfeito ningu\u00e9m \u00e9. Sempre tem alguma coisa que no ano seguinte voc\u00ea tenta melhorar. Estou ganhando v\u00e1rios concursos ai, este ano mesmo mandei 13 lotes e os 13 foram finalistas, mas isso n\u00e3o quer dizer que eu sei tudo n\u00e3o, tem muito a que melhorar ainda, temos muito a melhorar essa nota ainda&#8221;, diz o produtor.<\/p>\n<p>Por causa do reconhecimento obtido nos concursos, hoje o caf\u00e9 produzido por Sebasti\u00e3o Afonso na regi\u00e3o de Cristina j\u00e1 \u00e9 vendido para compradores de pa\u00edses como Estados Unidos, Alemanha, Austr\u00e1lia, Su\u00ed\u00e7a e at\u00e9 o Jap\u00e3o. Para receber os &#8220;gringos&#8221; que visitam sua fazenda para conhecer melhor o produto, o produtor conta com a ajuda do filho Helisson, que ajuda o pai em todas as etapas de produ\u00e7\u00e3o. Para negociar, eles contam com a ajuda de tradutores, j\u00e1 que ainda n\u00e3o aprenderam a falar outra l\u00edngua.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tenho vontade sim de fazer um curso, de aprender, at\u00e9 para saber o que eles escrevem sobre a gente. Os tradutores sempre falam pra gente o que eles est\u00e3o dizendo, mas a gente quer aprender&#8221;, diz Helisson Afonso.<\/p>\n<p>Para o produtor, saber que o caf\u00e9 dele est\u00e1 sendo procurado por gente de todo o mundo, \u00e9 motivo de orgulho. Mas ele diz que ainda tem muito a aprender.<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 uma satisfa\u00e7\u00e3o danada n\u00e9, voc\u00ea se sente com o dever cumprido, de voc\u00ea fazer pensando nisso, de conseguir uma boa qualidade e voc\u00ea conseguiu superar aquilo que voc\u00ea estava imaginando. A satisfa\u00e7\u00e3o que eu tenho de ver a pessoa comentar que estava em outro pa\u00eds e viu um caf\u00e9 seu, n\u00e3o tem dinheiro que pague, a satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 imensa. Ainda tem muito o que aprender, nunca a gente sabe tudo, ningu\u00e9m sabe tudo, at\u00e9 os professores est\u00e3o aprendendo no dia a dia, ainda mais quem trabalha com a lavoura, que \u00e9 uma coisa incerta&#8221;, diz Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cafe_mais_caro_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>Sebasti\u00e3o e uma amostra do caf\u00e9 produzido em Cristina (Foto: Lucas Soares\/G1)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a de foco e aposta na qualidade<\/strong><\/p>\n<p>A qualidade dos caf\u00e9s especiais produzidos na Mantiqueira de Minas come\u00e7ou a ganhar o mundo a partir do ano 2000, quando um projeto implantado na regi\u00e3o passou a incentivar a produ\u00e7\u00e3o especial. Na \u00e9poca, o mercado precisava de um diferencial. Com a m\u00e3o de obra da regi\u00e3o praticamente 100% manual e o custo de produ\u00e7\u00e3o muito alto, era preciso uma forma de se agregar valor para conseguir uma remunera\u00e7\u00e3o melhor para o produtor e os trabalhadores. Com o in\u00edcio do projeto e a participa\u00e7\u00e3o nos primeiros concursos de qualidade, a regi\u00e3o come\u00e7ou a ganhar visibilidade.<\/p>\n<p>&#8220;Por causa dos caf\u00e9s especiais, os compradores come\u00e7aram a voltar os olhares para a Mantiqueira, saber que a regi\u00e3o tinha um caf\u00e9 de qualidade. O concurso mostrava isso para o mundo e abriu portas. Nisso come\u00e7ou o processo de exporta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o&#8221;, conta o trader da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), Wellington Carlos Pereira.<\/p>\n<p>Hoje a cooperativa de Carmo de Minas (MG) possui um setor dedicado para a exporta\u00e7\u00e3o dos caf\u00e9s especiais produzidos na regi\u00e3o. A primeira exporta\u00e7\u00e3o aconteceu em 2012, e hoje, quase quatro anos depois, a cooperativa j\u00e1 exporta cerca de 23 mil sacas por ano para compradores de 14 pa\u00edses. Uma parceria com uma empresa norte-americana garante que o caf\u00e9 produzido na Mantiqueira fique estocado nos Estados Unidos, para atender pequenas cafeterias.<\/p>\n<p>Para isso, foi montada uma estrat\u00e9gia especial para que aqueles produtores que n\u00e3o sejam classificados no concurso, mas que tamb\u00e9m produzem um caf\u00e9 de qualidade, possam ter seu produto vendido l\u00e1 fora. Uma das regras \u00e9 que esses produtores possuam caf\u00e9s que sejam classificados com no m\u00ednimo 83 pontos, conforme os crit\u00e9rios internacionais de pontua\u00e7\u00e3o. Segundo o trader da Cocarive, hoje o produtor de caf\u00e9 especial consegue ter uma rentabilidade pelo menos 30% maior do que um produtor comum.<\/p>\n<p>&#8220;A gente consegue ter um produto de melhor qualidade para concorrer com outros exportadores no Brasil e um pre\u00e7o diferenciado, porque o volume desse caf\u00e9 especial na Mantiqueira de Minas \u00e9 acima da m\u00e9dia no pa\u00eds em \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, com essa qualidade, a gente possa mostrar melhor a cara da Mantiqueira e agregar valor, porque quanto mais fino o caf\u00e9, melhor a rentabilidade para o produtor&#8221;, diz Pereira. Atendidas as regras, o produtor recebe um selo de indica\u00e7\u00e3o de proced\u00eancia, com um QR Code, onde o importador consegue rastrear todas as informa\u00e7\u00f5es de origem daquele produto.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje n\u00f3s fazemos um trabalho de campo para levar a mensagem aos produtores de que existe esse diferencial. \u00c0s vezes o produtor est\u00e1 dentro da regi\u00e3o e n\u00e3o sabe que est\u00e1 em uma regi\u00e3o diferenciada. O caf\u00e9 que se produz aqui, n\u00e3o se produz em nenhum lugar do mundo, s\u00f3 neste ambiente&#8221;, diz gerente administrativa da Cocarive, Lilia Maria Dias Junqueira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cafe_mais_caro_4.jpg\" alt=\"\" \/><em>Projeto especial incentiva cafeicultores a produzirem caf\u00e9s especiais para concurso na regi\u00e3o de Cristina e Carmo de Minas (Foto: Arquivo Pessoal \/ Sebasti\u00e3o Silva \/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Investimento em concursos e atra\u00e7\u00e3o de estrangeiros<\/strong><\/p>\n<p>Assim como Sebasti\u00e3o Afonso, muitos outros produtores da regi\u00e3o t\u00eam colhido frutos do investimento na produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais. O produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor de uma exportadora de caf\u00e9s em Carmo de Minas (MG), munic\u00edpio que fica a apenas 23 Km de Cristina, diz que os resultados est\u00e3o vindo devido a um maior cuidado com o produto.<\/p>\n<p>&#8220;A parte mais importante nem \u00e9 a quest\u00e3o de clima, altitude, eu acho que o que realmente faz a diferen\u00e7a \u00e9 o processo, o carinho, como o produtor aqui da regi\u00e3o trata o caf\u00e9, como ele quer fazer um caf\u00e9 de concurso e um caf\u00e9 de qualidade. O produtor hoje gosta de participar de concurso, quer participar de concurso, ent\u00e3o isso faz a diferen\u00e7a, o carinho com o caf\u00e9&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia, tem sido uma maior profissionaliza\u00e7\u00e3o dos produtores. Muitos abandonaram o velho &#8216;modus operandis&#8217; da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 commoditie, para apostar em produtos mais finos.<\/p>\n<p>&#8220;A cada ano que passa tem um produtor animando, querendo melhorar a qualidade, um produtor querendo estar entre os melhores caf\u00e9s do Brasil e automaticamente toda a regi\u00e3o ganha, porque n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os caf\u00e9s que v\u00e3o para o concurso, mas os outros caf\u00e9s tamb\u00e9m produtos s\u00e3o de alt\u00edssima qualidade. Em muitas regi\u00f5es o produtor procura um caf\u00e9 para participar de concurso, aqui eles fazem o caf\u00e9 para concurso. N\u00e3o s\u00f3 para concurso, mas para vender o caf\u00e9 de qualidade. Ele faz o caf\u00e9 para ser considerado um dos melhores do Brasil&#8221;, conta o produtor.<\/p>\n<p>Hoje a empresa de do produtor j\u00e1 exporta caf\u00e9s especiais para 32 pa\u00edses. Segundo ele, \u00e9 cada vez maior o n\u00famero de estrangeiros que visitam a regi\u00e3o para conhecer o caf\u00e9 que \u00e9 produzido na Mantiqueira de Minas.<\/p>\n<p>&#8220;Eles sabem que como aqui tem os caf\u00e9s de concurso, os produtores (em geral) t\u00eam outros semelhantes. Pode at\u00e9 o do concurso ser o melhor, mas eles t\u00eam outros t\u00e3o bons quanto. A exporta\u00e7\u00e3o dos caf\u00e9s da regi\u00e3o, a procura pelos caf\u00e9s de qualidade na regi\u00e3o \u00e9 alta, exatamente por isso. Eles vem atr\u00e1s de caf\u00e9 de qualidade. \u00c9 muita gente que compra nosso caf\u00e9. Dificilmente voc\u00ea n\u00e3o vai achar em algum lugar do mundo uma cafeteria que tenha caf\u00e9 aqui da regi\u00e3o&#8221;, diz o produtor, acrescentando que somente em 2015, recebeu em seu escrit\u00f3rio a visita de cerca de 500 estrangeiros em busca de caf\u00e9 especiais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cafe_mais_caro_5.jpg\" alt=\"\" \/><em>Estrangeiros t\u00eam visitado regi\u00e3o da Mantiqueira em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre os caf\u00e9s especiais (Foto: Arquivo Pessoal \/ Sebasti\u00e3o Silva \/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Aumento da demanda tamb\u00e9m no mercado interno<\/strong><\/p>\n<p>Embora n\u00e3o existam n\u00fameros oficiais sobre a representatividade das exporta\u00e7\u00f5es dos caf\u00e9s especiais hoje no Brasil, a estimativa \u00e9 de que 10% do total exportado, cerca de 3,5 milh\u00f5es de sacas, sejam de caf\u00e9s finos. Apesar da tend\u00eancia ser um crescimento nesses n\u00fameros, a representante da BSCA diz que cada vez aumenta a demanda pelo consumo de caf\u00e9s especiais no mercado interno, devido \u00e0 expans\u00e3o das redes de cafeterias e tamb\u00e9m da populariza\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas de caf\u00e9 expresso.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea j\u00e1 tem alguns centros de consumo bastante interessantes no Brasil. Curitiba \u00e9 o maior, maior at\u00e9 que S\u00e3o Paulo, com excelentes cafeterias. A gente j\u00e1 come\u00e7a a ver isso se espalhar tamb\u00e9m por cidades como Porto Alegre, Bras\u00edlia, Salvador, Recife e Campinas. Com a chegada das c\u00e1psulas e a facilidade que elas trazem, o pessoal come\u00e7ou a se atentar que \u00e9 poss\u00edvel tomar coisa muito melhor do que se tomava. A medida que voc\u00ea vai tomando um caf\u00e9 de mais alto n\u00edvel, come\u00e7a a ficar complicado tomar outros&#8221;, completa Vanusia.<\/p>\n<p><strong>Cup of Excellence<\/strong><\/p>\n<p>O Cup of Excellence \u00e9 um concurso que come\u00e7ou a ser realizado no Brasil em 1999 e depois tamb\u00e9m passou a ser organizado em v\u00e1rios pa\u00edses. A competi\u00e7\u00e3o re\u00fane jurados internacionais que avaliam lotes de caf\u00e9s especiais produzidos nos pa\u00edses onde \u00e9 organizado. No Brasil, concorrem amostras de caf\u00e9s lavados e cerejas descascados e desde 2010, amostras caf\u00e9s naturais. As competi\u00e7\u00f5es acontecem somente com amostras de produtores de um mesmo pa\u00eds. No entanto, as duas maiores notas obtidas at\u00e9 hoje nas duas categorias em todo o mundo foram registradas no Brasil.<\/p>\n<p><em>(Fonte: G1 Sul de Minas \/ Rep\u00f3rter: Lucas Soares)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 do alto da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, a uma altitude de cerca de 1,5 mil metros, que vem o caf\u00e9 natural mais caro do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, o caf\u00e9 produzido pelo produtor Sebasti\u00e3o Afonso da Silva, do munic\u00edpio de Cristina (MG), foi escolhido o melhor em 2015 pelos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":81820,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[123,28848],"tags":[83004,82991,82992,82980,82984,82995,82993,82982,82985,82994,82981,82987,82986,82997,12266,82998,83001,83000,52596,82988,1018,82996,83002,83003,82983,29294,82989,82990,82999],"class_list":["post-81816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gerais","category-mundo","tag-agricultor-mineiro-produz-o-cafe-natural-mais-caro-do-mundo","tag-associacao-brasileira-de-cafes-especiais","tag-bsca","tag-cafe-da-serra-da-mantiqueira","tag-cafe-de-cristina-e-o-mais-caro-do-mundo","tag-cafe-do-produtor-de-cristina","tag-cafe-especial-de-minas-gerais","tag-cafe-mais-caro-do-mundo","tag-cafe-mineiro-e-o-mais-caro-do-mundo","tag-cafe-natural-de-minas-gerais","tag-cafe-natural-mais-caro-do-mundo","tag-cafe-produzido-em-cristina-e-o-mais-caro-do-mundo","tag-cafe-produzido-em-minas-gerais-e-o-mais-caro-do-mundo","tag-cafes-especiais-produzidos-na-mantiqueira-de-minas","tag-carmo-de-minas","tag-cocarive","tag-cooperativa-de-carmo-de-minas","tag-cooperativa-regional-dos-cafeicultores-do-vale-do-rio-verde","tag-cristina","tag-cup-of-excellence","tag-destaque","tag-helisson-afonso","tag-lilia-maria-dias-junqueira","tag-luiz-paulo-dias-pereira-filho","tag-sebastiao-afonso-da-silva","tag-serra-da-mantiqueira","tag-starbucks","tag-vanusia-nogueira","tag-wellington-carlos-pereira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/81816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=81816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/81816\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/81820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=81816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=81816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=81816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}