{"id":81110,"date":"2016-03-08T20:00:35","date_gmt":"2016-03-08T23:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81110"},"modified":"2016-03-08T20:00:35","modified_gmt":"2016-03-08T23:00:35","slug":"grupo-de-mulheres-do-jaiba-vence-dificuldades-e-investe-na-horticultura-organica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81110","title":{"rendered":"Grupo de mulheres do Ja\u00edba vence dificuldades e investe na horticultura org\u00e2nica"},"content":{"rendered":"<p>Um trabalho da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), com um grupo de 13 mulheres que cultivam hortali\u00e7as no munic\u00edpio de Ja\u00edba, Norte de Minas Gerais, chama a aten\u00e7\u00e3o e garante melhor qualidade de vida de v\u00e1rias fam\u00edlias da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>As conquistas das produtoras v\u00e3o desde a melhora na produ\u00e7\u00e3o e renda at\u00e9 a qualidade de vida delas e familiares, que aprenderam a trabalhar coletivamente e a ter acesso a bens como bicicletas, motos e carros.<\/p>\n<p>Tudo isso, gra\u00e7as ao trabalho em uma \u00e1rea de tr\u00eas hectares, onde s\u00e3o produzidas 20 tipos de hortali\u00e7as, comercializadas em dez estabelecimentos da cidade, entre restaurantes, lanchonetes, a\u00e7ougues, feira livre e varejo.<\/p>\n<p>O trabalho da Emater-MG com o grupo, conhecido como \u201cas mulheres da horta\u201d, come\u00e7ou h\u00e1 nove anos. Ele foi o vencedor estadual do \u201cDestaque MelhorA\u00e7\u00e3o\u201d de 2015, um concurso promovido pela empresa para reconhecer as melhores iniciativas desenvolvidas pelos seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O envolvimento dos t\u00e9cnicos da Emater-MG com as agricultoras surgiu quando algumas delas, que cultivavam hortali\u00e7as h\u00e1 anos, na beira do Rio Verde Grande, procuraram o escrit\u00f3rio da empresa. \u201cO grupo vinha constantemente recebendo notifica\u00e7\u00f5es e multas da pol\u00edcia ambiental, por ser um local impr\u00f3prio para o cultivo das hortali\u00e7as\u201d, conta a extensionista da Emater-MG, M\u00f4nica Rodrigues.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/horta_organica_jaiba_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Dona Marcolina dos Santos, de 82 anos (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Emater-MG)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Segundo a t\u00e9cnica, surgiu na \u00e9poca a ideia de adquirir um terreno onde as mulheres pudessem cultivar, sem agredir o meio ambiente, ou seja, de forma sustent\u00e1vel. O tamb\u00e9m extensionista agropecu\u00e1rio da Emater-MG, Manoel Dias, iniciou todo o processo de assist\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s horticultoras, posteriormente tocado pela M\u00f4nica e a colega Luciana Cangussu.<\/p>\n<p>Dias conta que, depois de sa\u00edrem das margens do rio, as mulheres conseguiram, com a ajuda da Emater-MG, uma outra \u00e1rea. \u201cConversamos com um produtor que cedeu um terreno e com a prefeitura que deu acesso \u00e0 \u00e1gua para ser usada na irriga\u00e7\u00e3o. Iniciamos com hortali\u00e7as sem agrot\u00f3xicos\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o extensionista, o in\u00edcio das hortas org\u00e2nicas foi complicado. \u201cOs dois primeiros meses foram bem dif\u00edceis\u201d, relembra Dias. Segundo ele, foram utilizadas caldas de extratos de plantas para afastar as pragas das hortali\u00e7as. Com o passar do tempo, as mulheres conseguiram comprar o terreno que era apenas cedido e mais dois hectares das terras do mesmo propriet\u00e1rio, para a amplia\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, com o suporte da empresa mineira de extens\u00e3o rural, as horticultoras de Ja\u00edba tiveram acesso a linhas de cr\u00e9dito do Pronaf e a outros programas de pol\u00edticas p\u00fablicas, como o Programa de Combate \u00e0 Pobreza Rural; Luz para Todos; Minas Sem Fome; Cultivar, Nutrir e Educar.<\/p>\n<p>As agricultoras tamb\u00e9m  se organizaram na Associa\u00e7\u00e3o das Produtoras de Hortali\u00e7as Org\u00e2nicas de Ja\u00edba. Cada uma vende 80 molhos de folhas por dia, a R$ 2,50 a unidade. Aos s\u00e1bados, na feira, comercializam de 400 a 500 molhos, o que mensalmente d\u00e1 em torno de 3.500 molhos de hortali\u00e7as. Esta comercializa\u00e7\u00e3o resulta numa retirada m\u00e9dia de R$ 5 mil por m\u00eas para cada uma das mulheres, segundo estimativa da extensionista agropecu\u00e1ria M\u00f4nica Rodrigues.<\/p>\n<p>Dona Marcolina dos Santos, 82 anos, remanescente das primeiras mulheres que cultivavam nas margens do Rio Verde Grande e primeira presidente da associa\u00e7\u00e3o das produtoras, n\u00e3o esconde a satisfa\u00e7\u00e3o com a atividade que sustenta toda a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cDesde que a gente saiu do rio as mudan\u00e7as foram muitas, mas gra\u00e7as a Deus est\u00e1 tudo dando certo. Hoje sonho ver a \u00e1rea cercada, mas at\u00e9 agora n\u00e3o deu\u201d, pondera. Dona Marcolina mora com 12 familiares. Todos vivem da renda gerada pela horta. Alguns, como um neto e um filho, ajudam nos cuidados di\u00e1rios das planta\u00e7\u00f5es e na comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra hist\u00f3ria de vida bastante peculiar no grupo das mulheres da horta \u00e9 da produtora Ana Gomes. Ela trocou a profiss\u00e3o de salgadeira e faxineira escolar pela horticultura e conseguiu melhorar a situa\u00e7\u00e3o financeira. Inicialmente tentou conciliar as atividades. Posteriormente passou a se dedicar exclusivamente ao cultivo da horta.<\/p>\n<p>\u201cAgora d\u00e1 pra eu manter a minha casa toda, meu marido, meus filhos e ainda sobra uma reserva pra eu guardar. Comprei uma moto, financiei um carro. Hoje tiro um bom sal\u00e1rio. Foi muito bom ter vindo pra c\u00e1\u201d, garante Ana.<\/p>\n<p><strong>Sonhos e autonomia<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/horta_organica_jaiba_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Ana Gomes comemora e diz que agora consegue manter sua casa (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Emater-MG)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>M\u00f4nica Dias explica que o objetivo agora \u00e9 conseguir realizar mais alguns sonhos das agricultoras, como construir uma sede para a associa\u00e7\u00e3o, cercar toda a \u00e1rea cultivada e conseguir barracas padronizadas para expor as hortali\u00e7as que j\u00e1 s\u00e3o vendidas na feira livre de Ja\u00edba.<\/p>\n<p>\u201cO nosso trabalho \u00e9 constante e cont\u00ednuo com as mulheres. A gente trabalha a parte social e agron\u00f4mica, mas o objetivo \u00e9 faz\u00ea-las caminhar com as pr\u00f3prias pernas. E temos visto resultados concretos na vida delas. Elas t\u00eam carro, podem pagar seus planos de sa\u00fade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>M\u00f4nica conta ainda, que as mulheres da horta viraram refer\u00eancia em hortali\u00e7as como a alface, que antes vinha de Jana\u00faba para atender \u00e0 demanda de lanchonetes e restaurantes. \u201c\u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o bem significante para o munic\u00edpio\u201d.<\/p>\n<p>A agricultura Maria Pereira Rodrigues tamb\u00e9m se sente realizada com a atividade. Ela  afirma que o local de trabalho \u00e9 como se fosse a pr\u00f3pria casa e que at\u00e9 a sa\u00fade melhorou. \u201cAt\u00e9 no domingo eu venho\u201d, garante, completando que o clima seco chegou a prejudicar a horta e, na ocasi\u00e3o, os filhos a aconselharam a desistir do projeto. \u201cMas eu insisti e foi muito bom, pois as chuvas vieram e as couves e cebolinhas j\u00e1 est\u00e3o brotando\u201d.<\/p>\n<p>Segundo dona Maria, seu maior sonho \u00e9 construir uma casa no mesmo terreno. \u201cEu tenho um sonho que \u00e9 construir uma casa aqui dentro, pra n\u00e3o ficar indo e voltando da cidade. Ter a minha casa l\u00e1 pra ir quando eu que quiser e ter uma aqui pra eu morar\u201d, diz.<\/p>\n<p>A atual presidente da associa\u00e7\u00e3o, Joana Mendes, tamb\u00e9m afirma n\u00e3o ter do que reclamar.  Ela, que gosta de enumerar as conquistas do grupo, pensa tamb\u00e9m em  um futuro projeto. \u201cTenho o sonho de ter uma sede pra atender melhor aos clientes, pois hoje isso ainda acontece de forma individual\u201d, explica. (Ag\u00eancia Minas)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trabalho da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), com um grupo de 13 mulheres que cultivam hortali\u00e7as no munic\u00edpio de Ja\u00edba, Norte de Minas Gerais, chama a aten\u00e7\u00e3o e garante melhor qualidade de vida de v\u00e1rias fam\u00edlias da regi\u00e3o. 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