{"id":81082,"date":"2016-03-08T16:04:09","date_gmt":"2016-03-08T19:04:09","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81082"},"modified":"2016-03-08T16:04:09","modified_gmt":"2016-03-08T19:04:09","slug":"conheca-oito-defensoras-dos-direitos-femininos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=81082","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a oito defensoras dos direitos femininos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A busca das mulheres pela equipara\u00e7\u00e3o dos seus direitos perante a sociedade n\u00e3o \u00e9 assunto recente. Ao longo da hist\u00f3ria, v\u00e1rias mulheres, seja por suas ideias ou suas atitudes, se opuseram \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 mulher, quebrando paradigmas e influenciando a mudan\u00e7a do pensamento das pessoas de seu tempo e tamb\u00e9m das que viriam depois. No Brasil, n\u00e3o foi diferente.<\/p>\n<p>Escritoras, professoras, pol\u00edticas e trabalhadoras foram capazes de inspirar importantes transforma\u00e7\u00f5es que impactariam na vida das mulheres de hoje. Neste 8 de mar\u00e7o, em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, em homenagem \u00e0s lutas feministas por igualdade, justi\u00e7a e respeito, conhe\u00e7a o perfil de oito mulheres que de alguma forma marcaram a luta pelos direitos da mulher no Brasil. Veja abaixo:<\/p>\n<p><strong>1. N\u00edsia Floresta<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>A escritora N\u00edsia Floresta foi uma das precursoras do feminismo no Brasil<br \/>\n(Biblioteca Nacional \/ Wikimedia Commons)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A escritora nordestina Dion\u00edsia Gon\u00e7alves Pinto ficou conhecida pelo pseud\u00f4nimo de N\u00edsia Floresta Brasileira Augusta. Nascida em Papari \u2014 hoje cidade N\u00edsia Floresta \u2014 Rio Grande do Norte, em 12 de outubro de 1810, a educadora, escritora e poetisa brasileira \u00e9 uma das pioneiras do feminismo.<\/p>\n<p>Foi provavelmente a primeira mulher no pa\u00eds a publicar textos em jornais, na \u00e9poca em que a imprensa nacional ainda engatinhava. N\u00edsia tamb\u00e9m dirigiu um col\u00e9gio para mo\u00e7as no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos \u00edndios e dos escravos.<\/p>\n<p>De fam\u00edlia que pertencia \u00e0 elite nordestina, foi obrigada a se casar aos 13 anos. Entretanto, infeliz, abandonou o esposo meses depois, retornando \u00e0 casa de seus pais. Seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injusti\u00e7as dos homens, foi publicado quando tinha 22 anos, e j\u00e1 na companhia de Manuel Augusto de Faria Rocha, estudante de Direito da Faculdade de Olinda, com quem teve tr\u00eas filhos. Inspirada no livro Vindications of the Rights of Woman, da feminista inglesa Mary Wollstonecraft, a obra foi a primeira no pa\u00eds a tratar dos direitos das mulheres \u00e0 instru\u00e7\u00e3o e ao trabalho.<\/p>\n<p>Ela ainda escreveu: Conselhos a minha filha (1842); Op\u00fasculo humanit\u00e1rio (1853) e A Mulher (1859), sempre abordando a tem\u00e1tica da desigualdade de direitos entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>Em 24 de abril de 1885, N\u00edsia faleceu em decorr\u00eancia de uma pneumonia, aos 75 anos, em Rouen, na Fran\u00e7a. <\/p>\n<p><strong>2. Bertha Lutz<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Bertha Lutz, representando o Brasil na assinatura da Carta da ONU em 1945 (Arquivo\/ONU)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nascida em S\u00e3o Paulo, em 2 de agosto de 1894, a bi\u00f3loga Bertha Lutz teve participa\u00e7\u00e3o direta pela articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que resultou nas leis que deram direito de voto \u00e0s mulheres e igualdade de direitos pol\u00edticos nos anos 20 e 30. Filha de Adolfo Lutz, renomado m\u00e9dico e cientista brasileiro, foi uma das organizadoras do movimento sufragista no Brasil, ap\u00f3s ter tido contato com os movimentos feministas europeus quando estudava na Universidade de Sorbonne, na Fran\u00e7a, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Foi a segunda mulher a ingressar no servi\u00e7o p\u00fablico brasileiro (1918), criou a Liga para a Emancipa\u00e7\u00e3o Intelectual da Mulher, o embri\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira pelo Progresso Feminino (1922). <\/p>\n<p>A intensa milit\u00e2ncia fez com que o Brasil conquistasse a garantia do direito de voto feminino em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto n\u00ba 21.076 do presidente Get\u00falio Vargas. As francesas que foram inspira\u00e7\u00e3o para Bertha s\u00f3 conseguiram tal conquista em 1944. <\/p>\n<p>Ela ainda participou do comit\u00ea elaborador da Constitui\u00e7\u00e3o, em 1934, que garantiu \u00e0s mulheres a igualdade de direitos pol\u00edticos e foi eleita primeira suplente de deputado federal, tendo assumido a cadeira na C\u00e2mara durante pouco mais de um ano, em 1936, ap\u00f3s a morte do deputado C\u00e2ndido Pereira. Como deputada, defendeu mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o referentes ao trabalho da mulher e do menor, a isen\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar, a licen\u00e7a de tr\u00eas meses para a gestante e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, que era ent\u00e3o de 13 horas.<\/p>\n<p>Sua carreira pol\u00edtica se encerrou no ano seguinte, 1937, quando Vargas decretou o Estado Novo. Continuou no servi\u00e7o p\u00fablico at\u00e9 se aposentar, em 1964, como chefe de bot\u00e2nica do Museu Nacional. No Ano Internacional da Mulher, em 1975, ela foi convidada pelo governo brasileiro a integrar a delega\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no primeiro Congresso Internacional da Mulher, realizado na capital do M\u00e9xico. Foi seu \u00faltimo ato p\u00fablico em defesa da causa feminina e da igualdade de g\u00eanero. Ela morreu no Rio de Janeiro, em 1976, com 82 anos.<\/p>\n<p><strong>3. Mietta Santiago<\/strong><\/p>\n<p>Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira era o nome completo de Mietta Santiago, que foi a primeira mulher no pa\u00eds a exercer, plenamente, os seus direitos pol\u00edticos: o de votar e o de ser votada. <\/p>\n<p>Nascida na cidade de Varginha, em Minas Gerais, no ano de 1903, ela estudou advocacia na Europa, onde teve contato com as ideias do movimento sufragista. Quando voltou ao Brasil percebeu que a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1928 n\u00e3o vetava o voto feminino. O Artigo 70 da Constitui\u00e7\u00e3o ent\u00e3o vigente dizia, sem discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero: &#8220;S\u00e3o eleitores os cidad\u00e3os maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei&#8221;. Ela entrou com um mandado de seguran\u00e7a e, de forma in\u00e9dita, conseguiu o direito de votar e concorrer ao cargo de deputada federal. <\/p>\n<p>O fato teve grande repercuss\u00e3o em todo o Brasil. Embora ela n\u00e3o tenha conseguido se eleger, o que teria sido um grande feito para a \u00e9poca, o Partido Republicano do Rio Grande do Norte aproveitou-se da brecha aberta por Mietta Santiago para lan\u00e7ar a candidatura da potiguar Luiza Alzira Soriano Teixeira, que se tornaria a primeira mulher a ser eleita para um mandato pol\u00edtico no Brasil, como prefeita do munic\u00edpio de Lages.<\/p>\n<p>Como escritora, publicou as obras Namorada da Deus (1936), Maria Aus\u00eancia (novela, 1940), Uma consci\u00eancia unit\u00e1ria para a humanidade (1981), As 7 poesias (1981). Mietta faleceu em 1995.<\/p>\n<p><strong>4. Celina Guimar\u00e3es Viana<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>Celina Guimar\u00e3es Viana foi a primeira mulher a votar no Brasil (Dom\u00ednio P\u00fablico)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A professora Celina Guimar\u00e3es Viana foi a primeira mulher a exercer o direito de voto no pa\u00eds, em 1927, na cidade de Mossor\u00f3, no Rio Grande do Norte. <\/p>\n<p>Antes de Mietta Santiago ter impetrado o mandado de seguran\u00e7a que jogou luz sobre a quest\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o discriminar o g\u00eanero dos eleitores, o governador do Rio Grande do Norte, Jos\u00e9 Augusto Bezerra de Medeiros, sancionou naquele ano uma lei que estabelecia n\u00e3o haver mais &#8220;distin\u00e7\u00e3o de sexo&#8221; para o exerc\u00edcio eleitoral no estado.<\/p>\n<p>Com isso, Celina se inscreveu para votar com o aux\u00edlio de seu marido e entrou para a hist\u00f3ria como a primeira mulher a votar no Brasil. Nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, em 15 de novembro de 1890, ela morreu em Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 11 de julho de 1972. <\/p>\n<p><strong>5. Carlota Pereira de Queir\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_4.jpg\" alt=\"\" \/><em>Carlota Pereira assina a Constitui\u00e7\u00e3o de 1934 (Arquivo Dra. Carlota Pereira de Queir\u00f3s\/FAAP)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Nascida em S\u00e3o Paulo, em 13 de fevereiro de 1892, Carlota Pereira de Queir\u00f3s foi a primeira mulher brasileira a ser eleita deputada federal. M\u00e9dica, escritora e pedagoga, ela estudou diet\u00e9tica infantil em centros m\u00e9dicos da Europa, onde efervesciam as ideias feministas e o movimento sufragista. <\/p>\n<p>Na volta ao Brasil, \u00e0 frente de 700 mulheres, ela organizou a assist\u00eancia aos feridos da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, movimento de contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, ocorrido em S\u00e3o Paulo. Em maio de 1933, foi a \u00fanica mulher eleita deputada \u00e0 Assembleia Nacional Constituinte, na legenda da Chapa \u00danica por S\u00e3o Paulo. Na Constituinte, Carlota integrou a Comiss\u00e3o de Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o, trabalhando pela alfabetiza\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social. <\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es de outubro de 1934, \u00e9 eleita pelo Partido Constitucionalista de S\u00e3o Paulo, tornando-se a primeira deputada federal eleita da hist\u00f3ria do Brasil. Seu mandato foi em defesa da mulher e das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Confira um trecho do seu discurso proferido em 13 de mar\u00e7o de 1934:<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m de representante feminina, \u00fanica nesta Assembl\u00e9ia, sou, como todos os que aqui se encontram, uma brasileira, integrada nos destinos do seu pa\u00eds e identificada para sempre com os seus problemas. (\u2026) Quem observar a evolu\u00e7\u00e3o da mulher na vida, n\u00e3o deixar\u00e1 por certo de compreender esta conquista, resultante da grande evolu\u00e7\u00e3o industrial que se operou no mundo e que j\u00e1 repercutiu no nosso pa\u00eds. (&#8230;) O lugar que ocupo neste momento nada mais significa, portanto, do que o fruto dessa evolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Permaneceu na C\u00e2mara at\u00e9 1937, quando foi instaurado o Estado Novo (1937-1945) e Get\u00falio Vargas fechou o Congresso. Carlota passou ent\u00e3o a lutar pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 1942, foi eleita membro da Academia Nacional de Medicina e fundou, oito anos depois, a Academia Brasileira de Mulheres M\u00e9dicas, da qual foi presidente durante alguns anos. Apoiou o golpe militar que derrubou o presidente Jo\u00e3o Goulart, em 1964. Morreu em S\u00e3o Paulo, em 1982, aos 90 anos de idade. <\/p>\n<p><strong>6. Patr\u00edcia Rehder Galv\u00e3o, a Pagu<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_5.jpg\" alt=\"\" \/><em>Patr\u00edcia Rehder Galv\u00e3o foi a primeira mulher a ser presa pol\u00edtica no Brasil (Dom\u00ednio P\u00fablico)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Patr\u00edcia Rehder Galv\u00e3o nasceu em 9 de junho de 1910, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista, no interior de S\u00e3o Paulo. Foi escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista e jornalista, tendo se tornado a musa do movimento modernista, pela proximidade com o casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral que a apresentaram ao movimento antropof\u00e1gico e praticamente a \u201cadotaram\u201d, quando ela ainda tinha 19 anos.<\/p>\n<p>Em 1930, em um esc\u00e2ndalo para a sociedade da \u00e9poca, Oswald se separou de Tarsila e se casou com Pagu, que estava gr\u00e1vida de seu primeiro filho. Os dois passam a militar para o Partido Comunista e, em 1931, ao participar da organiza\u00e7\u00e3o de uma greve de estivadores em Santos, ela foi presa pela pol\u00edcia de Get\u00falio Vargas, tornando-se a primeira mulher presa no Brasil por motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Em 1935, ap\u00f3s participar da Levante Comunista, Pagu foi detida, torturada e condenada a dois anos de pris\u00e3o. Em 1938, voltou a ser presa e foi condenada a mais dois anos. Ao longo de sua vida, ela seria presa, ao todo, 23 vezes por causa do car\u00e1ter transgressor de sua milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A defesa da mulher pobre e a cr\u00edtica ao papel conservador feminino na sociedade permearam a vida e as obras de Pagu. Ela morreu na cidade de Santos, no litoral de S\u00e3o Paulo, em 12 de dezembro de 1962, aos 52 anos, ap\u00f3s n\u00e3o ter sucesso com o tratamento de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p><strong>7. Laudelina de Campos Melo<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_6.jpeg\" alt=\"\" \/><em>Laudelina de Campos Mello (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ag\u00eancia Senado)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras dom\u00e9sticas do Brasil, a atua\u00e7\u00e3o de Laudelina de Campos Melo \u00e9 tida como fundamental para o reconhecimento dos direitos da categoria. Nascida em 12 de outubro de 1904, em Po\u00e7os de Caldas, Minas Gerais, aos sete anos de idade j\u00e1 trabalhava como empregada dom\u00e9stica. Depois, aos 16, deu in\u00edcio \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00f5es de cunho cultural, sendo eleita presidenta do Clube 13 de Maio, agremia\u00e7\u00e3o que promovia atividades recreativas e pol\u00edticas entre os negros de sua cidade.<\/p>\n<p>Aos 18 anos, mudou-se e se casou em S\u00e3o Paulo, indo morar em Santos, no litoral paulista, onde acabou ingressando em um grupo cultural negro. Em 1938, separada do marido e j\u00e1 com dois filhos, passou a atuar de forma mais ativa nos movimentos populares e, em 1936, ap\u00f3s filiar-se ao Partido Comunista Brasileiro, Laudelina fundou a primeira Associa\u00e7\u00e3o de Trabalhadores Dom\u00e9sticos do pa\u00eds. A entidade ficou fechada durante o Estado Novo e voltou a funcionar em 1946. <\/p>\n<p>Em 1961, j\u00e1 morando em Campinas, no interior paulista, funda a Associa\u00e7\u00e3o Profissional Beneficente das Empregadas Dom\u00e9sticas. A iniciativa influencia a cria\u00e7\u00e3o de outras entidades nos estados e culmina, em 1988, com a cria\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Trabalhadores Dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Laudelina faleceu em 12 de maio de 1991, em Campinas, e sua luta, especialmente na d\u00e9cada de 1970, foi fundamental para a categoria conquistar o direito \u00e0 Carteira de Trabalho e \u00e0 Previd\u00eancia Social. <\/p>\n<p><strong>8. Rose Marie Muraro<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/dia_da_mulher_16_7.jpg\" alt=\"\" \/><em>A intelectual e feminista Rose Marie Muraro (Foto: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Rose Marie Muraro foi uma das vozes importantes do feminismo no Brasil. Nasceu praticamente cega, em 11 de novembro de 1930, no Rio de Janeiro, o que lhe obrigou a ter determina\u00e7\u00e3o suficiente para se tornar uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo. <\/p>\n<p>Autora de livros que retratavam de forma contundente a condi\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade da \u00e9poca, como A Sexualidade da Mulher Brasileira, Rose foi uma das pioneiras do feminismo no pa\u00eds nas d\u00e9cadas de 60 e 70 e importante agente da dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados estrangeiros sobre o tema, traduzindo e editando in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es \u2013 ela escreveu mais de 40 livros e atuou como editora em 1.600 t\u00edtulos, quando foi diretora da Editora Vozes.<\/p>\n<p>Intelectual que lutava pela igualdade de direitos para as mulheres, Rose foi reconhecida em 2005 pelo governo federal como Patrona do Feminismo Brasileiro. Morreu em 21 de junho de 2014, no Rio, aos 83 anos, em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer na medula \u00f3ssea, doen\u00e7a que a acometia h\u00e1 dez anos.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca das mulheres pela equipara\u00e7\u00e3o dos seus direitos perante a sociedade n\u00e3o \u00e9 assunto recente. Ao longo da hist\u00f3ria, v\u00e1rias mulheres, seja por suas ideias ou suas atitudes, se opuseram \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 mulher, quebrando paradigmas e influenciando a mudan\u00e7a do pensamento das pessoas de seu tempo e tamb\u00e9m das que viriam depois. 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