{"id":80110,"date":"2016-02-26T22:30:52","date_gmt":"2016-02-27T01:30:52","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=80110"},"modified":"2016-02-26T22:30:52","modified_gmt":"2016-02-27T01:30:52","slug":"brasil-perde-quase-100-mil-postos-de-trabalho-com-carteira-assinada-em-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=80110","title":{"rendered":"Brasil perde quase 100 mil postos de trabalho com carteira assinada em janeiro"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil fechou 99.694 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2016. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (26\/02), pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia Social (MTPS), o n\u00famero representa queda de 0,25 % no total de trabalhadores formais, em compara\u00e7\u00e3o com o resultado do m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 o segundo pior da s\u00e9rie hist\u00f3rica para meses de janeiro, ficando atr\u00e1s somente de 2009, quando foram sentidos os efeitos da crise financeira internacional que abalou a economia mundial no ano anterior. Janeiro deste ano tamb\u00e9m teve resultado pior que o mesmo per\u00edodo de 2015, em que foram fechados 81.774 postos de trabalho.<\/p>\n<p>No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o recuo foi 1,59 milh\u00e3o de postos de trabalho. Em dezembro de 2015, o acumulado dos 12 meses anteriores registrava queda de 1,542 milh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com\u00e9rcio<\/strong><\/p>\n<p>O setor que mais fechou vagas foi o com\u00e9rcio, com retra\u00e7\u00e3o de 69.750 posto de trabalho, seguido pelo setor de servi\u00e7os (17.159) e pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (16.533).<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia Social atribuiu o mau resultado \u00e0 \u201cconjuntura econ\u00f4mica recente e a fatores sazonais\u201d. Por conta da conclus\u00e3o de contratos tempor\u00e1rios firmados no contexto das festas de fim de ano, o com\u00e9rcio costuma sempre apresentar um grande n\u00famero de desligamentos em janeiro, principalmente o varejista, respons\u00e1vel pela quase totalidade das vagas fechadas pelo setor no in\u00edcio de 2016 (menos 69.398 vagas).<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno vinha sendo compensado ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Caged por um n\u00famero maior de admiss\u00f5es em outros setores da economia. Com a crise econ\u00f4mica iniciada no ano passado, no entanto, isso deixou de ocorrer.<\/p>\n<p>\u201cNa quest\u00e3o do com\u00e9rcio, o que a gente percebe \u00e9 que pode at\u00e9 ter havido menos demiss\u00f5es, mas houve tamb\u00e9m menos contrata\u00e7\u00f5es no restante da economia\u201d, disse o diretor do Departamento de Emprego e Sal\u00e1rio da Secretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas de Emprego do minist\u00e9rio, M\u00e1rcio Borges.<\/p>\n<p><strong>Agropecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Dos oito setores monitorados pelo Caged, o da agropecu\u00e1ria foi o \u00fanico a apresentar resultado positivo em janeiro, com a cria\u00e7\u00e3o de 8.729 postos de trabalho.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Borges, certa recupera\u00e7\u00e3o pode ser observada tamb\u00e9m no setor de constru\u00e7\u00e3o civil, o mais afetado ao longo do ano passado, quando foi respons\u00e1vel pelo fechamento de mais de 410 mil vagas. Apesar do setor ter perdido mais 2.558 postos de trabalho em janeiro de 2016, regi\u00f5es metropolitanas como S\u00e3o Paulo tiveram resultado positivo, com cerca de 5.000 contrata\u00e7\u00f5es a mais do que demiss\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste foram as mais afetadas pela perda de postos de trabalho com carteira assinada, com quedas de 0,66 % e 0,51%, respectivamente. O fen\u00f4meno foi atribu\u00eddo, nesses casos, tamb\u00e9m a fatores clim\u00e1ticos, explicou Borges, que resultaram, por exemplo, numa menor empregabilidade nas safras de cana, por exemplo.<\/p>\n<p>Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro foram as que mais sofreram com os desempenhos ruins do com\u00e9rcio e dos servi\u00e7os, perdendo 27.056 e 25.549 postos de trabalho, respectivamente. Cinco estados tiveram resultado positivo: Mato Grosso (6.900); Para\u00edba (189); Paran\u00e1 (1.074); Rio Grande do Sul (7.263); e Santa Catarina (7.211).<\/p>\n<p>(Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil fechou 99.694 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2016. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (26\/02), pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia Social (MTPS), o n\u00famero representa queda de 0,25 % no total de trabalhadores formais, em compara\u00e7\u00e3o com o resultado do m\u00eas anterior. 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