{"id":79931,"date":"2016-02-25T16:17:54","date_gmt":"2016-02-25T19:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=79931"},"modified":"2016-02-25T16:17:54","modified_gmt":"2016-02-25T19:17:54","slug":"projeto-no-amazonas-quer-difundir-o-tucupi-pelo-resto-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=79931","title":{"rendered":"Projeto no Amazonas quer difundir o Tucupi pelo resto do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Um ingrediente muito presente na culin\u00e1ria amaz\u00f4nica e ind\u00edgena, o tucupi, poder\u00e1 chegar \u00e0 mesa dos consumidores de uma forma diferente. Pesquisadores do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (Ifam), no Amazonas, trabalham no projeto Tucupi de Prateleira. A finalidade \u00e9 enaltecer o produto regional, promover o envasamento dentro dos padr\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a alimentar e ainda aumentar a produtividade. A iniciativa \u00e9 desenvolvida em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).<\/p>\n<p>O tucupi \u00e9 uma esp\u00e9cie de molho feito a partir da extra\u00e7\u00e3o do sumo da mandioca brava. Tamb\u00e9m conhecida como macaxeira ou aipim, a mandioca \u00e9 descascada, ralada e prensada. A parte s\u00f3lida \u00e9 usada na produ\u00e7\u00e3o de farinha, e o l\u00edquido de cor amarela \u00e9 fervido por v\u00e1rias horas para extrair o veneno presente na planta. Depois desse processo, o tucupi j\u00e1 pode ser consumido e compor algum prato, como o pato no tucupi, t\u00edpico da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente o produto \u00e9 vendido em garrafas PET reaproveitadas. Segundo a estudante de tecnologia em processos qu\u00edmicos do Ifam e respons\u00e1vel pela pesquisa, Suane Costa, os produtores vendem o tucupi para os comerciantes que fazem o processo de tempero e embalagem. Com o projeto, o tucupi ser\u00e1 comercializado em uma embalagem tipo saco pl\u00e1stico, com r\u00f3tulo e especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do produto.<\/p>\n<p>\u201cHoje o tucupi, na forma como ele \u00e9 comercializado, tem prazo de validade m\u00e9dio de 15 dias. Com a t\u00e9cnica que vamos aplicar, esse prazo sobe para tr\u00eas a seis meses. N\u00e3o vamos interferir totalmente na cadeia, mas, vamos padronizar [o processo de extra\u00e7\u00e3o] com a m\u00e1quina prensa que est\u00e1 sendo desenvolvida que ser\u00e1 disponibilizada ao produtor em sistema de Comodata [empr\u00e9stimo gratuito]\u201d, explicou Suane. A expectativa \u00e9 que o tucupi em nova embalagem j\u00e1 esteja dispon\u00edvel no mercado amazonense at\u00e9 dezembro deste ano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tucupi.jpg\" alt=\"\" \/><em>Tucupi embalado em saco pl\u00e1stico, pronto para distribui\u00e7\u00e3o &#8211; Foto: Lana Santos\/Fapeam<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Prensa<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o coordenador de Culturas Industriais da Secretaria de Produ\u00e7\u00e3o Rural do estado (Sepror), Alexandre Ara\u00fajo, essa m\u00e1quina de prensa, que vai ser emprestada aos produtores, vai substituir o tradicional tipiti (tecido em que se espreme a mandioca). Com isso, haver\u00e1 maior aproveitamento da mat\u00e9ria-prima. \u201cVai tamb\u00e9m incentivar que os produtores passem a trabalhar mais com o pr\u00f3prio tucupi. O que acontece hoje \u00e9 que o maior produto trabalhado como derivado da mandioca \u00e9 a farinha, depois a goma. O tucupi geralmente \u00e9 jogado fora sem cuidados ao meio ambiente. No momento em que voc\u00ea valoriza esse produto, ele passar\u00e1 a ser mais produzido e mais comercializado.\u201d<\/p>\n<p>O novo processo deve diminuir o custo de produ\u00e7\u00e3o e, consequentemente, o tucupi dever\u00e1 ser repassado aos comerciantes com um valor mais baixo.<\/p>\n<p>Seu Jorge do Tucupi, como prefere ser chamado, trabalha com o produto h\u00e1 mais de 30 anos e demonstra interesse em comercializ\u00e1-lo na nova embalagem. \u201cSe vier assim, embalado e com pre\u00e7o menor, talvez seja melhor. Talvez a gente tenha menos despesa. Tem muita despesa para levar, trazer, comprar embalagem, r\u00f3tulo\u201d, disse o comerciante.<\/p>\n<p>Lidiane Gomes vende tucupi h\u00e1 dois anos na Feira Manaus Moderna. Ela considera vantajosa a industrializa\u00e7\u00e3o. \u201cFica bem higi\u00eanico, mais bem conservado. Pelo menos do ponto de vista da gente que trabalha com a venda, ficaria \u00f3timo\u201d, avalia a vendedora.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora acredita que, com um prazo maior de validade, o tucupi possa ser exportado para outros estados, como o Par\u00e1, que \u00e9 um grande consumidor. Segundo ela, um manual de boas pr\u00e1ticas do processo produtivo ser\u00e1 elaborado em parceria com os produtores de farinha e tucupi, levando em considera\u00e7\u00e3o a realidade local.<\/p>\n<p>\u201cO projeto est\u00e1 em fase de implanta\u00e7\u00e3o da empresa que vai gerenciar todo o processo. Estamos captando recursos e tamb\u00e9m, em paralelo, estamos ainda em processo de mapeamento dos produtores, confec\u00e7\u00e3o de manuais, visita a fornecedores e pretensos fornecedores\u201d, explicou Suane. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ingrediente muito presente na culin\u00e1ria amaz\u00f4nica e ind\u00edgena, o tucupi, poder\u00e1 chegar \u00e0 mesa dos consumidores de uma forma diferente. Pesquisadores do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (Ifam), no Amazonas, trabalham no projeto Tucupi de Prateleira. A finalidade \u00e9 enaltecer o produto regional, promover o envasamento dentro dos padr\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":79932,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[15952,79297,79296,79304,79299,79301,42558,79298,79300,79294,79303,79306,79305,79295,79302],"class_list":["post-79931","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-br","tag-amazonas","tag-difundir-o-tucupi-no-brasil","tag-difundir-o-tucupi-pelo-resto-do-brasil","tag-fapeam","tag-goma-da-mandioca","tag-ifam","tag-importacao","tag-mandioca","tag-prensa","tag-projeto-no-amazonas-quer-difundir-o-tucupi-pelo-resto-do-brasil","tag-projeto-tucupi-de-prateleira","tag-seu-jorge-do-tucupi","tag-suane-costa","tag-tucupi","tag-tucupi-de-prateleira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=79931"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/79931\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/79932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=79931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=79931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=79931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}