{"id":77319,"date":"2016-01-22T17:13:10","date_gmt":"2016-01-22T20:13:10","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=77319"},"modified":"2016-01-22T17:13:10","modified_gmt":"2016-01-22T20:13:10","slug":"familia-do-leste-de-minas-acredita-ser-parente-de-clarinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=77319","title":{"rendered":"Fam\u00edlia do Leste de Minas acredita ser parente de &#8216;Clarinha&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>As pessoas que t\u00eam procurado Hospital da Pol\u00edcia Militar (HPM) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Esp\u00edrito Santo (MP-ES) por acreditarem que s\u00e3o parentes de Clarinha, a mulher que est\u00e1 em coma h\u00e1 15 anos e n\u00e3o tem identifica\u00e7\u00e3o, est\u00e3o passando por uma triagem. Mas nem todas far\u00e3o exame de DNA. A previs\u00e3o do MP \u00e9 que esse procedimento comece a ser feito em fevereiro.<\/p>\n<p>Clarinha, como \u00e9 chamada pela equipe m\u00e9dica, foi atropelada no Dia dos Namorados, em 12 de junho de 2000, no Centro de Vit\u00f3ria. O local e o ve\u00edculo que atropelou a mulher n\u00e3o s\u00e3o exatos, segundo a pol\u00edcia. Ela teve traumatismo craniano, foi socorrida por uma ambul\u00e2ncia e chegou ao hospital j\u00e1 desacordada e sem nenhum documento.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta quinta-feira (21), o Minist\u00e9rio P\u00fablico recebeu 92 liga\u00e7\u00f5es em busca de informa\u00e7\u00f5es e a Promotoria de Justi\u00e7a recebeu tr\u00eas fam\u00edlias, sendo duas de S\u00e3o Paulo e uma de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, as hist\u00f3rias de todas as fam\u00edlias est\u00e3o sendo ouvidas e apuradas. As que mais se aproximarem com as informa\u00e7\u00f5es sobre Clarinha, conhecidas at\u00e9 agora, far\u00e3o exame de DNA.<\/p>\n<p>Do universo de pessoas que procuraram a Promotoria de Justi\u00e7a C\u00edvel de Cidadania de Vit\u00f3ria, 16 casos chamam mais a aten\u00e7\u00e3o, seja pela semelhan\u00e7a das fotos apresentadas, seja pela similaridade dos dados. Esses casos ter\u00e3o prioridade na realiza\u00e7\u00e3o dos exames de DNA.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o dos exames ser\u00e1 gratuita para todos que passarem pela triagem, n\u00e3o importando de qual estado seja a pessoa, desde que tenha a disponibilidade de vir ao Esp\u00edrito Santo para a realiza\u00e7\u00e3o do teste.<\/p>\n<p>As pessoas que tiverem alguma pista da identidade da Clarinha devem procurar o MP-ES por meio do Promotoria de Justi\u00e7a localizada no Centro Integrado de Cidadania (Casa do Cidad\u00e3o) na avenida Maru\u00edpe, 2.544, Bloco B, Itarar\u00e9\/ES &#8211; Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/clarinha_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Mulher n\u00e3o identificada vive em coma h\u00e1 15 anos (Foto: Esther Radaelli \/ TV Gazeta)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia de Minas foi at\u00e9 o hospital<\/strong><\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (20), uma fam\u00edlia de Minas Gerais chegou ao hospital. Eles disseram que t\u00eam uma familiar desaparecida desde 1999, e acreditam que Clarinha possa ser essa pessoa.<\/p>\n<p>A dom\u00e9stica Carina Morais disse que a irm\u00e3 sumiu ap\u00f3s sair da cidade de Ipanema, em Minas Gerais, dizendo que venderia roupas. Ela saiu de casa sem nenhum documento e deixando dois filhos para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito parecida. A gente est\u00e1 com esperan\u00e7a que seja ela. Todo mundo achou muito parecida\u201d, disse Carina.<\/p>\n<p><strong>Buscas<\/strong><\/p>\n<p>O m\u00e9dico tenente-coronel Jorge Potratz, que cuida da paciente, disse que desde o primeiro momento tentou buscar a identidade da jovem.<\/p>\n<p>\u201cSempre me preocupei em procurar identific\u00e1-la e dar um destino familiar mais adequado. Nunca deixei de fazer as coisas que pudessem esclarecer sua hist\u00f3ria\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele explicou que o hospital tentou localizar familiares de Clarinha atrav\u00e9s do trabalho das assistentes sociais e do N\u00facleo de Pessoas Desaparecidas (Nuped) da Pol\u00edcia Civil do estado.<\/p>\n<p>Sem sucesso, alguns anos depois a equipe m\u00e9dica tentou aposentar Clarinha pelo INSS. Assim, ela poderia ser transferida para um asilo ou casa de repouso. Mas, como a paciente n\u00e3o tinha nenhum documento, n\u00e3o foi poss\u00edvel tal procedimento.<\/p>\n<p>Em 2006, a Pol\u00edcia Civil tentou tirar as impress\u00f5es digitais de Clarinha, mas a tentativa tamb\u00e9m foi em v\u00e3o. \u201cPor causa das consequ\u00eancias do acidente, a Clarinha perdeu os movimentos das m\u00e3os e por isso ficam fechadinhas. O atrito entre os dedos desgastaram a pele e se perdeu a rugosidade. Certa vez, comprei bolinhas para atividades, usamos por 30 dias, mas foi em v\u00e3o\u201d, explicou Potratz.<\/p>\n<p>Papiloscopistas da Pol\u00edcia Federal estiveram no Hospital da Pol\u00edcia Militar (HPM), nesta quarta-feira (20), para tentar coletar as impress\u00f5es digitais de Clarinha. Mas, como as condi\u00e7\u00f5es da pele dela dificultaram a coleta, foi sugerido um tratamento para recuperar as digitais.<\/p>\n<p><strong>Coma<\/strong><\/p>\n<p>A equipe considera o coma da paciente elevado. \u201cA gente classifica o coma em uma escala de tr\u00eas a quinze pontos. Quinze \u00e9 o paciente acordado e l\u00facido e tr\u00eas \u00e9 o coma mais profundo. Ela n\u00e3o tem nenhum contato com a gente e por isso a gente considera um coma de sete para oito\u201d, explicou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Por causa do trauma, Clarinha tem algumas rea\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o tem intera\u00e7\u00e3o efetiva de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEla esbo\u00e7a movimentos involunt\u00e1rios. Se estimulamos dor ela \u00e9 capaz de sentir e tenta se movimentar. Clarinha tamb\u00e9m percebe sons. Se a chamamos pelo nome ou fazemos algum barulho, ela tem movimenta\u00e7\u00e3o no sentido do local\u201d, explicou Potratz.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico disse que a paciente n\u00e3o precisa de nenhum tipo de aparelhagem para se manter viva.<\/p>\n<p>\u201cClarinha nunca precisou de oxig\u00eanio para respirar, nunca teve nenhum tipo de infec\u00e7\u00e3o, mas se alimenta por sonda porque n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de degluti\u00e7\u00e3o. Ela tem perfeitas condi\u00e7\u00f5es de sair do hospital com seguran\u00e7a e sem riscos. Obviamente, que o local ser\u00e1 bem preparado e vai receber orienta\u00e7\u00f5es e adequa\u00e7\u00f5es para que essa realidade aconte\u00e7a\u201d, disse.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/clarinha_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>M\u00e9dico Jorge Potratz cuida de Clarinha h\u00e1 15 anos (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Gazeta)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>(Fonte: TV Gazeta \/ G1)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas que t\u00eam procurado Hospital da Pol\u00edcia Militar (HPM) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Esp\u00edrito Santo (MP-ES) por acreditarem que s\u00e3o parentes de Clarinha, a mulher que est\u00e1 em coma h\u00e1 15 anos e n\u00e3o tem identifica\u00e7\u00e3o, est\u00e3o passando por uma triagem. Mas nem todas far\u00e3o exame de DNA. 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