{"id":75079,"date":"2015-12-21T20:41:16","date_gmt":"2015-12-21T23:41:16","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=75079"},"modified":"2015-12-21T20:41:16","modified_gmt":"2015-12-21T23:41:16","slug":"a-agropecuaria-brasileira-e-os-fertilizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=75079","title":{"rendered":"A AGROPECU\u00c1RIA BRASILEIRA E OS FERTILIZANTES"},"content":{"rendered":"<p>Somos grandes produtores mundiais de alimentos, madeira, celulose e outros produtos ligados ao agroneg\u00f3cio e a agricultura familiar.  Quem  salva o Brasil e sua balan\u00e7a comercial, diferen\u00e7a entre o que se exporta e o que se importa, \u00e9 o agroneg\u00f3cio.  A agricultura familiar basicamente sustenta o nosso card\u00e1pio di\u00e1rio, alimentos para duzentos milh\u00f5es de pessoas. Mas al\u00e9m de solos, sementes, m\u00e1quinas, produtos para controle de pragas, doen\u00e7as e plantas invasoras, irriga\u00e7\u00e3o, as plantas n\u00e3o crescem e n\u00e3o se desenvolvem sem os fertilizantes. Elementos como nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio s\u00e3o fundamentais para que as plantas se desenvolvam  e apresentem altas produtividades. Em 2014 o Brasil produziu 8,8 milh\u00f5es de toneladas de fertilizantes mas importou 24 milh\u00f5es de toneladas, ou seja, mais de 73% dos fertilizantes utilizados no pa\u00eds foram importados. Mas do ano passado at\u00e9 agora, em 2015, o d\u00f3lar subiu mais de 120% e estes fertilizantes s\u00e3o cotados em d\u00f3lar. Por conta disto houve uma queda na importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes  que contabilizou at\u00e9 outubro deste ano 13,3% de redu\u00e7\u00e3o. Adubos mais caros elevam o custo de produ\u00e7\u00e3o do produtor rural. O milho por exemplo: segundo a Companhia de Abastecimento, a CONAB, em 2014 para comprar uma tonelada de fertilizantes  era necess\u00e1rio investir 65,6 sacas de milho, como se fosse uma troca de produtos. Em 2015 para se comprar a mesma tonelada de fertilizante o produtor tinha que gastar 71,7 sacas de milho, apertando ainda mais a sua margem de lucro. <\/p>\n<p>Qual a sa\u00edda para o Brasil? Temos potencial para sermos autossuficientes na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes ou n\u00e3o? O Brasil n\u00e3o possui grande jazidas minerais de fertilizantes ou sistemas de produ\u00e7\u00e3o industrial mas, infelizmente o pa\u00eds n\u00e3o atenta para as fontes alternativas que poderiam ajudar, e muito, a reduzir esta depend\u00eancia externa de fertilizantes. O lixo urbano, por exemplo: cidades de porte m\u00e9dio, com 500 mil habitantes podem produzir at\u00e9 600 toneladas de res\u00edduos por dia. Considerando metade lixo org\u00e2nico, temos 300 toneladas. Em cidades que apresentam coleta seletiva eficiente teremos um lixo org\u00e2nico mais limpo. Depositando este res\u00edduo em aterros sanit\u00e1rios, extraindo o biog\u00e1s durante a fase de decomposi\u00e7\u00e3o deste material que dura alguns meses e utilizando-o na produ\u00e7\u00e3o de energia, teremos ap\u00f3s algum tempo um material decomposto, estabilizado e humificado, rico em nutrientes minerais e sem contaminantes biol\u00f3gicos.  Este material poderia ser extra\u00eddo do aterro e utilizado na fertiliza\u00e7\u00e3o das lavouras e das pastagens. O mesmo poderia ser feito com os res\u00edduos org\u00e2nicos de milhares de industriais e agroind\u00fastrias espalhadas pelo Brasil e de cidades de grande porte. Desenvolvi um projeto com as empresas de processamento de granito e rochas ornamentais mostrando que os res\u00edduos gerados no processo eram ricos em f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio, c\u00e1lcio e outros elementos. S\u00e3o centenas de empresas apenas no Esp\u00edrito Santo gerando mais de 150 toneladas di\u00e1rias de res\u00edduos ricos em nutrientes mas que s\u00e3o descartados em aterros e at\u00e9 mesmo em rios da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>O Brasil tem alternativas para reduzir a depend\u00eancia da importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes, mas enquanto n\u00e3o existir uma pol\u00edtica clara de pesquisa e desenvolvimento para os setor estaremos a merc\u00ea das importa\u00e7\u00f5es e torcendo para que o d\u00f3lar n\u00e3o dispare novamente.  <\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos grandes produtores mundiais de alimentos, madeira, celulose e outros produtos ligados ao agroneg\u00f3cio e a agricultura familiar. 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