{"id":74052,"date":"2015-12-04T10:48:23","date_gmt":"2015-12-04T13:48:23","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=74052"},"modified":"2015-12-04T10:48:23","modified_gmt":"2015-12-04T13:48:23","slug":"brancos-e-ricos-ainda-sao-maioria-no-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=74052","title":{"rendered":"Brancos e ricos ainda s\u00e3o maioria no ensino superior"},"content":{"rendered":"<p>Os jovens de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa et\u00e1ria em 2014. O percentual \u00e9 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e mostram que, em 2004, esse n\u00famero era de 32,9%.<\/p>\n<p>Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no n\u00famero de estudantes, e n\u00e3o no total de jovens \u2013 o que incluiria tamb\u00e9m os que n\u00e3o estudam. Apesar de o IBGE destacar a tend\u00eancia de democratiza\u00e7\u00e3o do ensino superior nos \u00faltimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o maioria nas universidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede p\u00fablica pertenciam \u00e0 parcela 20% mais rica da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 com renda m\u00e9dia por pessoa da resid\u00eancia de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, com renda per capita m\u00e9dia de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades p\u00fablicas em 2014.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m do contexto favor\u00e1vel \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do ensino superior, proporcionado pelo aumento do n\u00edvel educacional da popula\u00e7\u00e3o e pelas melhorias nas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas das fam\u00edlias que liberam jovens para seguirem estudando, em vez de se dedicarem exclusivamente ao trabalho, a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior foi estimulada por uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, diz o texto da pesquisa.<\/p>\n<p>Em 2004, 16,7% dos estudantes pretos e pardos com 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, segundo a pesquisa, n\u00famero que cresceu para 45,5% em 2014. Apesar do aumento, os negros n\u00e3o chegaram a atingir o percentual que estudantes brancos j\u00e1 apresentavam em 2004: 47,2%. Para esse grupo, o aumento verificado nos \u00faltimos dez anos fez com que 71,4% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos estivessem na universidade.<\/p>\n<p>O percentual de estudantes jovens que cursam no n\u00edvel superior j\u00e1 era maior entre as mulheres em 2004, e a dist\u00e2ncia se ampliou com um crescimento mais acelerado que elevou o percentual a 63,3% em 2014. Para os homens, o percentual chegou a 53,2%.<\/p>\n<p>A alta no percentual de estudantes cursando n\u00edvel superior aconteceu em todas as regi\u00f5es brasileiras, que continuam a apresentar patamares desiguais. No Sul, a propor\u00e7\u00e3o subiu de 50,5% para 72,2% no per\u00edodo pesquisado, enquanto no Norte, o percentual subiu de 17,6% para 40,2%. O maior crescimento, de 29,1 pontos percentuais, foi verificado no Nordeste, onde a propor\u00e7\u00e3o passou de 16,4% para 45,5%.<\/p>\n<p><strong>Jovens que s\u00f3 estudam<\/strong><\/p>\n<p>O IBGE tamb\u00e9m comparou dados sobre a dedica\u00e7\u00e3o dos jovens ao estudo. O n\u00famero de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que estuda e trabalha ao mesmo tempo caiu na d\u00e9cada pesquisada. Em 2004, 22,6% das pessoas nessa faixa et\u00e1ria se dedicavam \u00e0s duas atividades, propor\u00e7\u00e3o que chegou a 17,3% em 2014.<\/p>\n<p>Como o grupo de jovens que n\u00e3o estuda nem trabalha se manteve praticamente est\u00e1vel, respondendo por cerca de um quinto da popula\u00e7\u00e3o de 15 a 29 anos, o IBGE destacou o crescimento no n\u00famero de pessoas que se dedicam exclusivamente aos estudos, que subiu de 59,3% para 67%.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma informa\u00e7\u00e3o relevante e muito boa. Quando o jovem pode se dedicar de forma mais plena ao estudo, espera-se que ele tenha melhor rendimento e compreens\u00e3o&#8221;, diz a pesquisadora do IBGE Cintia Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos dez anos pesquisados, o n\u00famero de pessoas entre 20 e 22 anos que terminaram o ensino m\u00e9dio ou n\u00edveis de ensino superiores tamb\u00e9m cresceu. Na popula\u00e7\u00e3o geral, esse n\u00famero aumentou de 45,5% para 60,8%, sendo mais expressivo entre negros que brancos.<\/p>\n<p>Entre os pretos e pardos, o percentual da popula\u00e7\u00e3o nessa faixa et\u00e1ria que concluiu o ensino m\u00e9dio chegou a 52,6%, percentual menor do que j\u00e1 era constatado para brancos em 2004 (57,9%). Em 2014, os 71,7% dos brancos nessa faixa et\u00e1ria tinham terminado o ensino m\u00e9dio. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jovens de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa et\u00e1ria em 2014. 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