{"id":71257,"date":"2015-10-19T13:13:10","date_gmt":"2015-10-19T16:13:10","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=71257"},"modified":"2015-10-19T13:13:10","modified_gmt":"2015-10-19T16:13:10","slug":"as-politicas-do-pais-para-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=71257","title":{"rendered":"AS POL\u00cdTICAS DO PA\u00cdS PARA O MEIO AMBIENTE"},"content":{"rendered":"<p>Pa\u00edses do hemisf\u00e9rio Norte, de clima mais frio, s\u00e3o mais ricos e desenvolvidos quando comparados aos pa\u00edses localizados pr\u00f3ximos \u00e0 linha do equador, de clima mais quente. Em certas regi\u00f5es dos Estados Unidos, Canad\u00e1 e Europa, as temperaturas de ver\u00e3o podem chegar a 40\u00ba C e no inverno a  50\u00ba C negativos! Nestas regi\u00f5es, h\u00e1 muitos s\u00e9culos atr\u00e1s, o homem deveria produzir o m\u00e1ximo de alimentos poss\u00edvel no ver\u00e3o para seu consumo e ainda sobrar para estocar no inverno.  Se isto n\u00e3o ocorresse, com certeza, ele e sua fam\u00edlia morreriam de fome durante os rigorosos invernos do Hemisf\u00e9rio Norte, nos seus extremos. Considerando esta real possibilidade de n\u00e3o sobreviv\u00eancia aos invernos extremos, com o aumento das popula\u00e7\u00f5es e de suas fam\u00edlias, o homem teve que criar e desenvolver diferentes tecnologias para produzir cada vez mais alimentos no per\u00edodo de plantio, na primavera\/ver\u00e3o.  Ou seja, naquela \u00e9poca, al\u00e9m da adapta\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas o homem ainda deveria produzir alimentos em poucos meses para atender as necessidades do ano inteiro! Naquela \u00e9poca a quest\u00e3o era simples: ou o homem desenvolvia tecnologia e se adaptava as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ou morria.<\/p>\n<p>E no Brasil?  Aqui o clima sempre foi generoso: muito sol, calor, chuva, vento, florestas, rios, peixes, o para\u00edso!  Ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o das nossas terras a partir do ano de 1500 pelos portugueses, cultuou-se no Brasil a ideia que os nossos \u00edndios eram pregui\u00e7osos e n\u00e3o gostavam de trabalhar, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Eles vivam em uma terra que tudo praticamente estava no estender de suas m\u00e3os. Os vegetais, as frutas, a ca\u00e7a, a pesca, a \u00e1gua para beber e banhar. Qualquer coisa que colhiam ou ca\u00e7avam, no dia seguinte estava l\u00e1 novamente, sem esfor\u00e7o, sem qualquer trabalho extra, o verdadeiro para\u00edso. A natureza generosa estava l\u00e1, dispon\u00edvel 365 dias por ano. Trabalhar muito para que? O maior trabalho era construir as suas ocas, reverenciar suas culturas e guerrear, de vez em quando, com as tribos rivais.  N\u00e3o existia a ideia de enriquecer ou ter muitos bens materiais. Isto nunca foi importante, diferente da cabe\u00e7a dos nossos colonizadores que chegaram em busca de ouro e outras riquezas da terra. <\/p>\n<p>Hoje, pagamos o pre\u00e7o de ainda cultivarmos em nossas cabe\u00e7as a ideologia de nossos colonizadores: Explorar ao m\u00e1ximo sem nada deixar!  Enriquecer a todo custo e \u00e0s custas dos nossos recursos naturais e da explora\u00e7\u00e3o do semelhante. Ap\u00f3s s\u00e9culos desta explora\u00e7\u00e3o sem controle estamos agora vivendo a escassez, come\u00e7ando pela \u00e1gua. O maior manancial de \u00e1gua doce superficial do planeta presente no Brasil  est\u00e1 acabando e o pouco que resta est\u00e1 sendo degradado e polu\u00eddo. Cidades est\u00e3o sofrendo com o racionamento de \u00e1gua, mesmo estando localizadas ao lado de rios que antes eram grandes e hoje, s\u00e3o apenas filetes de \u00e1gua. Solos degradados, rios assoreados, redu\u00e7\u00e3o das chuvas, \u00e1reas com grandes bols\u00f5es de calor que impedem a entrada de massas de ar trazendo chuvas, temperatura subindo&#8230;<\/p>\n<p>Ao que parece, se nada for feito, os princ\u00edpios aplicados aos povos do Hemisf\u00e9rio Norte agora tamb\u00e9m est\u00e3o valendo para n\u00f3s aqui, em boa parte do Brasil: o nos adaptamos ou morreremos.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00edses do hemisf\u00e9rio Norte, de clima mais frio, s\u00e3o mais ricos e desenvolvidos quando comparados aos pa\u00edses localizados pr\u00f3ximos \u00e0 linha do equador, de clima mais quente. 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