{"id":69901,"date":"2015-09-27T11:45:02","date_gmt":"2015-09-27T14:45:02","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69901"},"modified":"2015-09-27T11:45:02","modified_gmt":"2015-09-27T14:45:02","slug":"seis-professores-sao-exonerados-por-assedio-e-abuso-sexual-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69901","title":{"rendered":"Seis professores s\u00e3o exonerados por ass\u00e9dio e abuso sexual em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Seis professores da rede estadual de ensino de Minas foram exonerados por assediar sexualmente e abusar de seus alunos, entre crian\u00e7as e adolescentes. Outros 11 casos s\u00e3o investigados pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). Relatos de ass\u00e9dio via redes sociais e at\u00e9 atos sexuais com estudantes est\u00e3o detalhados em processos avaliados pela CGE, aos quais o Estado de Minas teve acesso com exclusividade.<\/p>\n<p>Entre os relatos est\u00e1 o caso de um professor de uma escola estadual de Curvelo, na Regi\u00e3o Central do estado, que, em 2002, aproveitou-se da condi\u00e7\u00e3o proporcionada pelo cargo para explorar sexualmente um adolescente de 15 anos, segundo senten\u00e7a da ju\u00edza Ana Paula Lobo, da Comarca de Turmalina. Colegas do estudante e a pr\u00f3pria v\u00edtima afirmaram, no decorrer do processo, que o professor oferecia presentes, dinheiro e at\u00e9 viagens em troca de rela\u00e7\u00f5es sexuais. O acusado foi condenado a pris\u00e3o em regime semiaberto em 2011 e, apesar de afastado da sala de aula, somente na semana passada foi exonerado do cargo na rede p\u00fablica de ensino, ap\u00f3s processo da CGE.<\/p>\n<p>As decis\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o correicional foram tomadas nos \u00faltimos meses, fruto de for\u00e7a-tarefa formada no in\u00edcio do ano para analisar eventuais irregularidades e casos de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo funcion\u00e1rios do governo acumulados nos \u00faltimos anos. Ao se deparar com os relatos de abuso e ass\u00e9dio sexual por professores, o grupo produziu um relat\u00f3rio paralelo.<\/p>\n<p>Os 17 casos (considerando os seis demitidos e os 11 ainda em investiga\u00e7\u00e3o) representam 0,0085% do universo de 200 mil professores da rede estadual, mas s\u00e3o considerados grav\u00edssimos, por envolver crian\u00e7as e adolescentes e a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e poder em sala de aula. \u201cConsideramos esses casos priorit\u00e1rios, pois s\u00e3o extremamente graves\u201d, afirma o controlador geral do estado, M\u00e1rio Spinelli.  Ele acredita que as penalidades podem ter car\u00e1ter preventivo. \u201cProfissionais de todas as categorias do estado devem saber que ser\u00e3o punidos\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a decis\u00e3o da CGE, uma c\u00f3pia do inqu\u00e9rito \u00e9 encaminhada para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, que denuncia os acusados judicialmente. Spinelli destaca o uso da internet como ferramenta para o ass\u00e9dio sexual. \u201cUma clara demonstra\u00e7\u00e3o de que os pais devem monitorar o uso que os filhos fazem das redes sociais\u201d, entende o controlador.<\/p>\n<p><strong>DI\u00c1RIOS DO ASS\u00c9DIO <\/strong><\/p>\n<p>Como parte do mesmo esfor\u00e7o, no fim do m\u00eas passado a CGE exonerou um professor de uma escola de Barbacena, na Zona da Mata. O servidor pediu n\u00fameros de telefone de duas alunas, usando o pretexto de que repassaria por WhatsApp o resumo de um trabalho escolar. O material enviado coincidia com o conte\u00fado cobrado na prova e, segundo a investiga\u00e7\u00e3o, o acusado exigiu das estudantes que, a partir do \u201cfavor prestado\u201d, elas n\u00e3o deixassem de responder \u00e0s mensagens dele no WhatsApp.<\/p>\n<p>O investigado passou ent\u00e3o a enviar  v\u00eddeos e imagens pornogr\u00e1ficos para as alunas, uma delas de 13 anos. Uma das fotos levou a menina a mostrar as conversas para os pais, que denunciaram o professor \u00e0 escola e \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Outra rede social foi o caminho adotado por mais um abusador para chegar \u00e0s suas v\u00edtimas. Em uma escola estadual de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, no Campo das Vertentes, um professor usava mensagens privadas do Facebook para assediar duas alunas. Foi exonerado pela CGE na semana passada. De acordo com relato dos pais de uma das meninas, de 13 anos, ela tinha muita dificuldade de falar sobre o tema, inclusive com a psic\u00f3loga, que passou a acompanh\u00e1-la depois que o caso foi descoberto.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio produzido pela CGE discorre sobre o poder que os professores exercem. \u201c\u00c9 indubit\u00e1vel a influ\u00eancia dos docentes na vida de seus pupilos, vistos muitas vezes como refer\u00eancia e formadores de opini\u00e3o\u201d, frisa o relat\u00f3rio. O manual de conduta disciplinar da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) explicita que a conduta escandalosa n\u00e3o precisa ser cometida publicamente para que se caracterize a infra\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/p>\n<p>V\u00e1rias mensagens que foram anexadas ao processo s\u00e3o impublic\u00e1veis. Em uma delas, o professor diz que desejava ver fotos da aluna de biqu\u00edni, sugerindo \u00e0 menina poses e partes do corpo que deveriam ser mostradas, e pedindo que as imagens fossem mandadas por e-mail. Em outra mensagem, o docente diz preferir mulheres magras e faz elogios a detalhes f\u00edsicos da estudante de 13 anos.<\/p>\n<p>Em Una\u00ed, na Regi\u00e3o Noroeste, outro professor assediou um aluno de 15 anos, tamb\u00e9m usando o Facebook. O estudante respondeu \u00e0 mensagem indignado e avisou que denunciaria o ass\u00e9dio na secretaria da escola. A acusa\u00e7\u00e3o foi comprovada, e o professor, exonerado pela CGE na semana passada.<\/p>\n<p><strong>PASSEIO PAGO <\/strong><\/p>\n<p>Em uma cidade do Sul de Minas, um professor de sociologia foi denunciado por v\u00e1rios estudantes e, segundo acusa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, usava da condi\u00e7\u00e3o do cargo para prejudicar alunas e beneficiar alunos. O relat\u00f3rio do MP traz o depoimento de um dos estudantes, que conta que o professor sentou em seu colo dentro da sala de aula e que passava as m\u00e3os em partes \u00edntimas de um colega.<\/p>\n<p>O mesmo estudante relatou ainda que o professor levou os alunos a uma cachoeira, pagou todas as despesas, mas imp\u00f4s a condi\u00e7\u00e3o de os garotos nadarem nus. Um dos estudantes desenvolveu s\u00edndrome do p\u00e2nico por causa do ass\u00e9dio, mas a m\u00e3e s\u00f3 acreditou no filho depois que ele iniciou um tratamento psicol\u00f3gico. O professor foi exonerado em junho deste ano.<\/p>\n<p>Em 2012, o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de uma escola estadual de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Preto foi denunciado por abusar de adolescentes, mas tamb\u00e9m foi exonerado apenas neste ano. De acordo com relato de um dos alunos, o professor o chamou ao banheiro e o tocou, alegando buscar identificar se o estudante tinha h\u00e9rnia. O procedimento ocorreu outras duas vezes, at\u00e9 que o abusador fosse denunciado.<\/p>\n<p><strong>PORTA ABERTA<\/strong><\/p>\n<p>Professores exonerados por abuso e ass\u00e9dio sexual podem voltar \u00e0 sala de aula caso sejam aprovados em outros concursos p\u00fablicos. A Lei estadual 869\/1952 impede apenas que assumam cargo comissionado. H\u00e1 uma proposta da Controladoria-Geral do Estado no sentido de impossibilitar que servidor comprovadamente envolvido nesse tipo de caso volte a lecionar, mesmo com concurso p\u00fablico.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal Estado de Minas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis professores da rede estadual de ensino de Minas foram exonerados por assediar sexualmente e abusar de seus alunos, entre crian\u00e7as e adolescentes. Outros 11 casos s\u00e3o investigados pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). 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