{"id":69223,"date":"2015-09-19T12:12:15","date_gmt":"2015-09-19T15:12:15","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69223"},"modified":"2015-09-19T12:12:15","modified_gmt":"2015-09-19T15:12:15","slug":"o-meio-ambiente-e-suas-possibilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69223","title":{"rendered":"O MEIO AMBIENTE E SUAS POSSIBILIDADES"},"content":{"rendered":"<p>O rio T\u00e2misa, um dos cart\u00f5es postais que atravessa a Inglaterra e a sua capital, Londres, sempre foi motivo de vergonha para os moradores. A situa\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o \u00e9 antiga, desde o s\u00e9culo XIX, nos anos de 1800. Naquela \u00e9poca o rio era chamado pelos habitantes da terra da Rainha Elizabeth de \u201co grande fedor\u201d.  A situa\u00e7\u00e3o de agress\u00e3o ambiental perdurou por v\u00e1rias d\u00e9cadas, a ponto de ser declarado \u201cbiologicamente morto\u201d pelas autoridades inglesas. A partir da segunda metade do s\u00e9culo passado as autoridades inglesas resolveram tentar reverter este quadro de extrema polui\u00e7\u00e3o do rio iniciando o processo de despolui\u00e7\u00e3o do seu leito, um caminho longo, de muito trabalho e principalmente, de elevado gasto financeiro.  A melhora lenta e gradual da qualidade das \u00e1guas do rio j\u00e1 \u00e9 vis\u00edvel, principalmente com a observa\u00e7\u00e3o de in\u00fameros animais marinhos que haviam desaparecido da regi\u00e3o  por conta da polui\u00e7\u00e3o. Golfinhos, botos e at\u00e9 mesmo uma baleia bico de garrafa j\u00e1 foi observada pr\u00f3ximo a Londres.  Os bi\u00f3logos  estimam que cerca de 670 focas comuns vivam no estu\u00e1rio, sem contar as in\u00fameras focas cinzentas. A presen\u00e7a destes grandes animais na regi\u00e3o \u00e9 um indicativo de que os estoques pesqueiros aumentaram significativamente na regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Estas informa\u00e7\u00f5es mostram que, mesmo em situa\u00e7\u00f5es extremas de polui\u00e7\u00e3o, aparentemente irrevers\u00edveis, com uso adequado da tecnologia, vontade pol\u00edtica e recursos financeiros  \u00e9 poss\u00edvel reverter quadros de degrada\u00e7\u00e3o ambiental extrema.  Outros rios pelo mundo j\u00e1 foram totalmente recuperados, como o rio  Cheonggyecheon, em Seul, que era totalmente polu\u00eddo e hoje \u00e9 uma das \u00e1reas de lazer da capital sul coreana, rico em \u00e1reas verdes e \u00e1guas cristalinas. O projeto desenvolvido no rio  \u00e9 refer\u00eancia mundial em humaniza\u00e7\u00e3o de cidades, n\u00e3o apenas pela despolui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas mas tamb\u00e9m pela constru\u00e7\u00e3o de parques lineares que otimizaram o contato das margens com os moradores. Seul \u00e9 a s\u00e9tima maior cidade do mundo em n\u00famero de habitantes com cerca de 10,3 milh\u00f5es de pessoas. Mesmo com o seu grande porte e press\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel recuperar a sua estrutura. Uma outra melhoria ambiental extremamente importante que ocorreu na regi\u00e3o: a temperatura m\u00e9dia na \u00e1rea do canal reduziu, em m\u00e9dia 3,6\u00ba C em rela\u00e7\u00e3o as outras \u00e1reas da cidade.<\/p>\n<p>Enquanto os sul coreanos e os ingleses revitalizam seus mananciais de \u00e1gua, no Brasil continuamos a usa-los com esgoto e lixeira. Situa\u00e7\u00f5es de polui\u00e7\u00e3o como ocorre no rio Para\u00edba que tem seu curso passando pelos Estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; do rio Pinheiros e rio Tiet\u00ea em S\u00e3o Paulo s\u00e3o inconceb\u00edveis, considerando o grande d\u00e9ficit h\u00eddrico que os maiores estados do Brasil tem passado nos \u00faltimos anos. Infelizmente no Brasil, falamos muito, discutimos muito, idealizamos muito mas, quando avaliamos a pr\u00e1tica de implanta\u00e7\u00e3o dos projetos, verificamos que ela n\u00e3o existe, ou se existe, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es muito fr\u00e1geis e incipientes. O pa\u00eds deveria reavaliar a sua postura em rela\u00e7\u00e3o aos recursos h\u00eddricos do nosso territ\u00f3rio agindo de forma mais efetiva e eficiente na recupera\u00e7\u00e3o destes recursos. Se nem mesmo o efeito olimp\u00edada foi suficiente para estimular os governos a despoluir a baia de Guanabara, ent\u00e3o o que realmente poderia motivar os nossos pol\u00edticos a promover a recupera\u00e7\u00e3o dos nossos recursos h\u00eddricos?<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rio T\u00e2misa, um dos cart\u00f5es postais que atravessa a Inglaterra e a sua capital, Londres, sempre foi motivo de vergonha para os moradores. 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