{"id":69141,"date":"2015-09-18T13:02:47","date_gmt":"2015-09-18T16:02:47","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69141"},"modified":"2015-09-18T13:02:47","modified_gmt":"2015-09-18T16:02:47","slug":"solucoes-simples-podem-minimizar-crise-hidrica-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=69141","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00f5es simples podem minimizar crise h\u00eddrica em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Os \u201cmeninos do Dolfinho\u201d, apelido que ganharam em fun\u00e7\u00e3o da popularidade do pai, s\u00e3o cinco irm\u00e3os solteiros, entre 45 e 55 anos, que vivem juntos e em harmonia no s\u00edtio onde nasceram, no distrito de Souza, da pacata Rio Manso, na Regi\u00e3o Metropolitana de Minas Gerais (RMBH). O engenheiro mec\u00e2nico Euler de Carvalho Cruz mora na agitada Belo Horizonte, num recanto da cidade, com sua esposa e filhas. Embora nem se conhe\u00e7am e estejam a mais de 60 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, eles compartilham de um mesmo ideal: cultuar uma vida simples e sustent\u00e1vel, com respeito \u00e0 natureza e uso racional de seus recursos.<\/p>\n<p>Para isso, as duas fam\u00edlias, de h\u00e1bitos muito diferentes, lan\u00e7am m\u00e3o de formas tamb\u00e9m distintas, mas de objetivos iguais. Ambas n\u00e3o apenas protegem o meio ambiente, como contribuem para melhor\u00e1-lo.<\/p>\n<p>A busca de solu\u00e7\u00f5es para enfrentar a escassez de \u00e1gua vivida atualmente pelo Brasil \u00e9 um dos objetivos do Semin\u00e1rio Legislativo \u00c1guas de Minas III &#8211; Os Desafios da Crise H\u00eddrica e a Constru\u00e7\u00e3o da Sustentabilidade, cuja etapa final ser\u00e1 realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) entre 29 de setembro e 2 de outubro.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio, Lindolfo, Jos\u00e9, Gilmar e Carlos, que carregam o nome da fam\u00edlia Vieira Morais, dividem o mesmo espa\u00e7o e o trabalho para manter a propriedade de aproximadamente 75 hectares, dos quais 20% totalmente preservados. Eles se revezam nos afazeres dom\u00e9sticos e na responsabilidade de preservar as tr\u00eas nascentes contidas ali (e tamb\u00e9m as demais espalhadas pela regi\u00e3o), al\u00e9m de manter vig\u00edlia sobre o que acontece no entorno.<\/p>\n<p>Entre as tarefas ambientais, os irm\u00e3os fincam mour\u00f5es e instalam cercas de arame farpado ao redor das nascentes para espantar animais e intrusos, combatem focos de inc\u00eandio e regulam o fluxo da \u00e1gua que abastece todo o s\u00edtio. A propriedade dos meninos de Dolfinho n\u00e3o utiliza \u00e1gua da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) &#8211; vive do l\u00edquido puro oferecido pelas nascentes.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio conta que o cuidado com o meio ambiente foi ensinado pelo pai Lindolfo, o Dolfinho, que h\u00e1 aproximadamente 60 anos enfrentou uma seca t\u00e3o grande quanto a atual. \u201cEle j\u00e1 falava que um dia podia faltar \u00e1gua novamente e que a gente sempre tinha que deixar sombra onde havia \u00e1gua\u201d, lembra o mais velho dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/minimizar_crise_hidrica_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Especialistas concordam que \u00e9 necess\u00e1ria uma melhor gest\u00e3o das \u00e1guas para evitar crises como a que se instalou na Regi\u00e3o Sudeste nos \u00faltimos dois anos &#8211; Foto: Willian Dias \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Tecnologia simples assegura economia<\/strong><\/p>\n<p>Euler Cruz \u00e9 quase um Professor Pardal, o cientista g\u00eanio dos quadrinhos criado por Walt Disney. Em sua casa no bairro Cidade Taquaril, zona leste de Belo Horizonte, ele montou uma parafern\u00e1lia que garante \u00e1gua em abund\u00e2ncia e energia de sobra.<\/p>\n<p>Em um dos reservat\u00f3rios, com capacidade para 48 litros, \u00e9 captada \u00e1gua de chuva que escorre pelo piso da propriedade e \u00e9 utilizada para lavar roupa, molhar as plantas e manter limpo o quintal. O l\u00edquido passa por uma tela para reter os res\u00edduos e \u00e9 represado para assegurar o consumo por aproximadamente seis meses.<\/p>\n<p>Em outra caixa, de 50 mil litros, Euler coleta a \u00e1gua que vem pelo telhado e tamb\u00e9m \u00e9 filtrada por telas de nylon, para o consumo na alimenta\u00e7\u00e3o. O engenheiro j\u00e1 fez exames qu\u00edmicos e bacteriol\u00f3gicos e constatou que essa \u00e1gua apresenta pH (escala que mede o n\u00edvel de acidez, neutralidade ou alcanilidade de l\u00edquidos) entre 8,5 e 9 e pureza superior \u00e0 oferecida pela Copasa.<\/p>\n<p>A \u00e1gua que abastece a casa de Euler Cruz \u00e9 levada \u00e0s caixas por bombas movidas a energia solar, recurso que tamb\u00e9m \u00e9 usado para a ilumina\u00e7\u00e3o e aquecimento dos chuveiros. E o l\u00edquido tamb\u00e9m \u00e9 reutilizado: passa por reservat\u00f3rios de tratamentos anaer\u00f3bico e aer\u00f3bico, constru\u00eddos pelo engenheiro, e \u00e9 reaproveitado na irriga\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>A tecnologia utilizada pelo engenheiro \u00e9 de f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o. Para o tratamento anaer\u00f3bico, ele pica mangueiras usadas em instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e as coloca em sacos de telas de nylon, acomodando-as na caixa de decanta\u00e7\u00e3o. Ali s\u00e3o cultivadas bact\u00e9rias que digerem os res\u00edduos da \u00e1gua.<\/p>\n<p>No reservat\u00f3rio para o tratamento aer\u00f3bico, que recebe a \u00e1gua do anterior, s\u00e3o instalados sopradores de ar (um tipo de ventilador) para estimular o surgimento de bact\u00e9rias que v\u00e3o eliminar os outros res\u00edduos. Finalmente, a \u00e1gua vai para uma caixa de areia que ret\u00e9m as bact\u00e9rias e os res\u00edduos s\u00f3lidos, para depois ser liberada para uso final. E o material org\u00e2nico ainda \u00e9 aproveitado como adubo no quintal. A \u00e1gua vinda do esgoto, por sua vez, \u00e9 destinada a uma fossa s\u00e9ptica.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma cultura de que tudo tem que ser artificial. As pessoas precisam voltar a ter contato com a natureza, at\u00e9 para destruir menos. N\u00e3o h\u00e1 por que comprar \u00e1gua e desperdi\u00e7ar a que chega de gra\u00e7a\u201d, afirma o engenheiro. Em sua opini\u00e3o, se o Estado constru\u00edsse caixas de capta\u00e7\u00e3o, economizaria no tratamento de \u00e1gua e, ainda, preservaria os mananciais.<\/p>\n<p>Euler tamb\u00e9m aproveita a luz do sol para gerar energia. Com placas fotovoltaicas, consegue gerar o dobro do que precisa &#8211; o excedente \u00e9 fornecido para a Cemig. \u201cUma casa sustent\u00e1vel traz retorno financeiro e ambiental\u201d, assegura. O investimento em energia solar, segundo ele, tem retorno no prazo de cinco anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/minimizar_crise_hidrica_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Euler aproveita a luz do sol para gerar energia &#8211; Foto: Willian Dias \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Especialistas apresentam sugest\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 consenso entre os especialistas a necessidade de melhor gest\u00e3o das \u00e1guas para evitar futuras crises como a que se instalou na Regi\u00e3o Sudeste nos \u00faltimos dois anos. A coleta da \u00e1gua da chuva \u00e9 citada por todos como forma de aproveitar o recurso, at\u00e9 mesmo para suprir a demanda na \u00e9poca de estiagem.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria-executiva do Conselho de Empres\u00e1rios para o Meio Ambiente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (Fiemg), Patr\u00edcia Boson, sugere a constru\u00e7\u00e3o de mais reservat\u00f3rios para acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua durante a \u00e9poca de chuva, de modo a enfrentar a diminui\u00e7\u00e3o da oferta durante o per\u00edodo de seca. Ela lembra que os principais reservat\u00f3rios brasileiros, como o sistema Cantareira, de S\u00e3o Paulo, foram constru\u00eddos ainda na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Como boa pr\u00e1tica de gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, Patr\u00edcia Boson cita o exemplo do Aquapolo de S\u00e3o Paulo, considerado o maior empreendimento para a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de re\u00faso industrial na Am\u00e9rica do Sul e quinto maior do planeta.<\/p>\n<p>O aquapolo \u00e9 uma parceria entre a Odebrecht Ambiental e a Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp). A concession\u00e1ria fornece 650 litros\/segundo de esgoto da esta\u00e7\u00e3o de tratamento (ETE) do ABC. Esse esgoto, que recebe tratamento prim\u00e1rio, \u00e9 transformado em \u00e1gua de re\u00faso e fornecido para o polo petroqu\u00edmico da regi\u00e3o, para a produ\u00e7\u00e3o industrial. Conforme informa\u00e7\u00f5es da empresa, o volume equivale ao abastecimento de uma cidade de 500 mil habitantes, o que contribui para o aumento da oferta de \u00e1gua pot\u00e1vel para a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Outras sugest\u00f5es para o enfrentamento da crise h\u00eddrica e melhoria da gest\u00e3o das \u00e1guas s\u00e3o apresentadas pelos especialistas. O assessor de Meio Ambiente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), Eduardo Nascimento, defende a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de pagamento por servi\u00e7os ambientais (como a Bolsa Verde) e de subs\u00eddios para reduzir o custo da energia com irriga\u00e7\u00e3o para agricultores familiares, como forma de estimular pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis e que exijam menos recursos naturais. Ele tamb\u00e9m sugere pol\u00edticas que estimulem o consumo racional e a expans\u00e3o dos servi\u00e7os de saneamento.<\/p>\n<p>A superintendente da Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Meio Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, adverte para a necessidade de um diagn\u00f3stico das bacias hidrogr\u00e1ficas para tra\u00e7ar um plano mais eficiente de gest\u00e3o. \u201cS\u00f3 conhecendo as demandas \u00e9 poss\u00edvel tra\u00e7ar as prioridades\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Todos tamb\u00e9m concordam que o enfrentamento da crise precisa do envolvimento de toda a sociedade \u2013 poder p\u00fablico, empresas e cidad\u00e3os. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio quebrar o paradigma cultural do desperd\u00edcio\u201d, alerta o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Recursos H\u00eddricos do Instituto Mineiro de Gest\u00e3o das \u00c1guas (Igam), Thiago Figueiredo Santana.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a educa\u00e7\u00e3o ambiental torna-se fundamental. Os especialistas defendem pol\u00edticas p\u00fablicas para expandir a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, valorizar o recurso e implantar pr\u00e1ticas de uso racional da \u00e1gua. \u201cO respeito, o acesso, o m\u00faltiplo uso t\u00eam que estar presentes em todo o processo\u201d, complementa Thiago Santana.<\/p>\n<p>&#8220;Os munic\u00edpios, comit\u00eas de bacias e \u00f3rg\u00e3os de regula\u00e7\u00e3o precisam se unir para pensar estrat\u00e9gias de preserva\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel evitar, por exemplo, a polui\u00e7\u00e3o gerada pelo despejo irregular de esgoto nos mananciais&#8221;, afirma o presidente da Comiss\u00e3o Extraordin\u00e1ria das \u00c1guas da ALMG, deputado Iran Barbosa (PMDB).<\/p>\n<p><strong>Tratamento de esgoto<\/strong> &#8211; Em Minas Gerais, s\u00e3o poucas as cidades que realizam o tratamento do esgoto dom\u00e9stico. Na maioria, os dejetos s\u00e3o despejados diretamente nos cursos d\u00b4\u00e1gua. E mesmo onde h\u00e1 o tratamento, como na RMBH, \u00e9 implantada apenas a fase secund\u00e1ria, que somente retira os res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>A sugest\u00e3o dos especialistas \u00e9 o tratamento terci\u00e1rio, que devolveria a \u00e1gua totalmente limpa para os cursos d\u00b4\u00e1gua, contribuindo para sua recomposi\u00e7\u00e3o e facilitando o tratamento, depois, da \u00e1gua destinada ao consumo.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7a-tarefa para enfrentar a crise h\u00eddrica<\/strong><\/p>\n<p>A diretora-geral do Igam, Maria de F\u00e1tima Chagas Dias Coelho, afirma que ainda neste ano ser\u00e1 lan\u00e7ado o Plano Estadual de Seguran\u00e7a H\u00eddrica, alinhado \u00e0 pol\u00edtica implantada pelo Governo Federal. Para tanto, foi criada uma for\u00e7a-tarefa composta por t\u00e9cnicos de todas as secretarias de Estado, para fazer um diagn\u00f3stico das \u00e1reas cr\u00edticas em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Baseado nesse diagn\u00f3stico, ser\u00e3o propostas a\u00e7\u00f5es de infraestrutura h\u00eddrica, de recupera\u00e7\u00e3o de cobertura vegetal e de conserva\u00e7\u00e3o de bacias. A gest\u00e3o vai considerar, segundo a diretora, os per\u00edodos de escassez e excesso de chuvas.<\/p>\n<p>Dentre as propostas, o plano vai buscar estimular o uso adequado da \u00e1gua entre os usu\u00e1rios, a implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias que permitam a economia do recursos nas empresas e a sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade para o problema. Tamb\u00e9m ser\u00e1 abordada a necessidade de se ampliar o tratamento de esgoto para evitar a polui\u00e7\u00e3o dos mananciais e reduzir os investimentos para a limpeza da \u00e1gua contaminada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.almg.gov.br\/acompanhe\/noticias\/anexos\/img\/infograficos\/agua-consumo-terror.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG \/ LUCIENE FERREIRA)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os \u201cmeninos do Dolfinho\u201d, apelido que ganharam em fun\u00e7\u00e3o da popularidade do pai, s\u00e3o cinco irm\u00e3os solteiros, entre 45 e 55 anos, que vivem juntos e em harmonia no s\u00edtio onde nasceram, no distrito de Souza, da pacata Rio Manso, na Regi\u00e3o Metropolitana de Minas Gerais (RMBH). 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