{"id":67139,"date":"2015-08-31T18:54:00","date_gmt":"2015-08-31T21:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=67139"},"modified":"2015-08-31T18:54:00","modified_gmt":"2015-08-31T21:54:00","slug":"seds-divulga-dados-sobre-a-violencia-contra-a-mulher-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=67139","title":{"rendered":"Seds divulga dados sobre a viol\u00eancia contra a mulher em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 45% das v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher em Minas Gerais t\u00eam a cor parda e 15% s\u00e3o negras. Brancas representam 33%. A maior incid\u00eancia ocorre entre as mulheres que t\u00eam ensino fundamental incompleto (23%), as que s\u00e3o apenas alfabetizadas (21%), as com ensino fundamental completo (9%) e as com ensino m\u00e9dio incompleto (9%).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/violencia_mulher_mg_1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A viol\u00eancia atinge principalmente mulheres na faixa et\u00e1ria de 25 a 34 anos (30%), e de 35 a 44 anos (23%). V\u00edtimas de 18 a 24 anos de idade s\u00e3o 20% do total.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/violencia_mulher_mg_2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Os agressores s\u00e3o majoritariamente c\u00f4njuges\/companheiros (40%) e ex-c\u00f4njuges\/ex-companheiros (30%). Em seguida v\u00eam filhos\/enteados (9%), irm\u00e3o (8%), pais\/respons\u00e1vel legal (7%) e namorado(a)s (6%).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/violencia_mulher_mg_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que o Governo de Minas Gerais coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade informa\u00e7\u00f5es sobre a viol\u00eancia de g\u00eanero no estado. O Diagn\u00f3stico de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar nas Regi\u00f5es Integradas de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais foi produzido pelo Centro Integrado de Informa\u00e7\u00f5es de Defesa Social (Cinds), vinculado \u00e0 Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e gerido de forma colegiada com a Pol\u00edcia Civil (PCMG), a Pol\u00edcia Militar (PMMG) e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG).  O diagn\u00f3stico foi planejado e produzido pelos t\u00e9cnicos da PCMG Ricardo Luiz Corr\u00eaa e T\u00e2nia Mara de Castro Braga.<\/p>\n<p>A base de dados para a pesquisa s\u00e3o os Registros de Eventos de Defesa Social (Reds). O estudo abrange registros de janeiro de 2013 a junho de 2015, com recortes semestrais que permitem a compara\u00e7\u00e3o entre iguais per\u00edodos desses anos. O perfil das v\u00edtimas e o tipo de relacionamento com o agressor praticamente n\u00e3o se alteraram entre 2013 e 2015.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, o relat\u00f3rio completo do diagn\u00f3stico estar\u00e1 dispon\u00edvel para os cidad\u00e3os no site da Secretaria de Estado de Defesa Social: <a href=\"http:\/\/www.seds.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">www.seds.mg.gov.br<\/a>, com dados dos 853 munic\u00edpios mineiros.<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa aponta que o n\u00famero de v\u00edtimas de assassinatos em Minas Gerais se manteve praticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o entre os primeiros semestres de 2013, 2014 e de 2015 (288, 284 e 283). Tamb\u00e9m no Estado, nos primeiros seis meses de 2015 frente ao mesmo intervalo de 2014, houve leve queda na taxa de homic\u00eddios de mulheres no ambiente dom\u00e9stico e familiar por 100 mil habitantes (1,35 contra 1,36). No primeiro semestre de 2013, a taxa foi de 1,39.<\/p>\n<p>J\u00e1 a soma dos registros que englobam v\u00e1rias modalidades de viol\u00eancia tipificadas na Lei Maria da Penha teve alta de 3,4% em 2015 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2014, embora tenha sido levemente menor do que a do primeiro semestre de 2013.<\/p>\n<p>Em Belo Horizonte, o n\u00famero de ocorr\u00eancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher teve alta de 0,9% no primeiro semestre de 2015, com 7.416 casos, contra 7.351 nos seis primeiros meses de 2014.<\/p>\n<p>A taxa por 100 mil habitantes ficou praticamente est\u00e1vel, oscilando de 290,58 para 291,61. J\u00e1 o n\u00famero de homic\u00eddios contra mulheres teve queda: 13% em n\u00fameros absolutos (40 a 46) e 13,7% na taxa por 100 mil habitantes (1,57 contra 1,82).<\/p>\n<p><strong>Naturezas<\/strong><\/p>\n<p>No ambiente dom\u00e9stico e familiar, o tipo criminal contra a mulher que prevalece no estado \u00e9 a viol\u00eancia f\u00edsica, que re\u00fane les\u00e3o corporal, homic\u00eddio e vias de fato\/agress\u00e3o, respondendo por 46% dos casos. Em seguida, aparece a viol\u00eancia psicol\u00f3gica, que representa mais de 40% dos registros. Est\u00e3o enquadrados nessa categoria, segundo a Lei Maria da Penha, abandono material, atrito verbal, constrangimento ilegal, maus tratos, perturba\u00e7\u00e3o do trabalho ou do sossego alheio, sequestro e c\u00e1rcere privado e viola\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/violencia_mulher_mg_4.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>As demais naturezas t\u00eam baixa representatividade sobre o total. Por exemplo, a viol\u00eancia sexual, que compreende ass\u00e9dio, estupro, estupro de vulner\u00e1vel, importuna\u00e7\u00e3o ofensiva ao pudor e outras infra\u00e7\u00f5es contra a dignidade sexual da fam\u00edlia t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o de 1% nos registros de viol\u00eancia familiar e dom\u00e9stica contra a mulher.<\/p>\n<p>Essas participa\u00e7\u00f5es praticamente se repetiram nos primeiros semestres de 2013, 2014 e de 2015. Foram, respectivamente, para viol\u00eancia f\u00edsica, 46%, 47% e 47%; viol\u00eancia dom\u00e9stica, 40%, 42% e 43%, e viol\u00eancia sexual, 1%, 1% e 1%.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9dia do Estado e Risps<\/strong><\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a Regi\u00e3o Integrada de Seguran\u00e7a P\u00fablica 1 (Risp1), formada exclusivamente pelo munic\u00edpio de Belo Horizonte, lidera a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher em Minas Gerais. A capital respondeu por 13% dos registros em 2013, 12% em 2014 e novamente 12% no primeiro semestre de 2015.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/violencia_mulher_mg_5.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A Risp2, sediada em Contagem, apresentou uma queda na participa\u00e7\u00e3o, de 10% dos registros em 2013 para 9% em 2014 e 8% no primeiro semestre de 2015. J\u00e1 a Risp4, cujo n\u00facleo \u00e9 Juiz de Fora, manteve a representatividade de 9% nos tr\u00eas per\u00edodos. J\u00e1 a Risp12, com sede em Ipatinga, teve aumento na participa\u00e7\u00e3o sobre o total de registros no Estado: 6% em 2013, 7% em 2014 e aproximadamente 8% no primeiro semestre de 2015.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 observada a proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, a ordem das Risps por incid\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher se altera consideravelmente. No primeiro semestre de 2015, por exemplo, as maiores taxas por 100 mil habitantes foram registradas nas Risps sediadas em Uberaba (397,02), em Patos de Minas (370,97), em Vespasiano (341,52), em Curvelo (336,54) e em Governador Valadares (334,1). A taxa da Risp1 (BH) foi de 291,61, da Risp2 (Contagem), de 258,86, da Risp4 (Juiz de Fora), de 332,47, e da Risp12 (Ipatinga), de 270,59.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao c\u00e1lculo de uma m\u00e9dia geral de registros de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, \u00e9 poss\u00edvel consultar no diagn\u00f3stico para cada um dos 853 munic\u00edpios se a incid\u00eancia est\u00e1 acima, dentro ou abaixo da m\u00e9dia do estado nos anos completos de 2013 e de 2014 e nos primeiros semestres de 2013, 2014 e de 2015. (Ag\u00eancia Minas)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 45% das v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher em Minas Gerais t\u00eam a cor parda e 15% s\u00e3o negras. Brancas representam 33%. 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