{"id":66099,"date":"2015-08-21T12:50:11","date_gmt":"2015-08-21T15:50:11","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=66099"},"modified":"2015-08-21T12:50:11","modified_gmt":"2015-08-21T15:50:11","slug":"quarenta-por-cento-das-brasileiras-entre-50-e-69-anos-nao-fazem-mamografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=66099","title":{"rendered":"Quarenta por cento das brasileiras entre 50 e 69 anos n\u00e3o fazem mamografia"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 60% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos de idade fizeram mamografia em 2013. Esse e outros dados sobre a sa\u00fade da mulher est\u00e3o na Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa foi feita em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para ampliar o conhecimento sobre as caracter\u00edsticas de sa\u00fade das brasileiras, que s\u00e3o maioria na popula\u00e7\u00e3o (51,9%) e as principais usu\u00e1rias dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o relativos a mamografias feitas at\u00e9 dois anos antes da pesquisa e revelam que a realiza\u00e7\u00e3o do exame \u2013 para detectar c\u00e2ncer de mama \u2013 foi mais frequente entre mulheres brancas (66,2%) do que pretas (54,2%) e pardas (52,9%) e mais frequente entre aquelas com grau superior completo (80,9%), do que entre mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental completo (50,9%).<\/p>\n<p>Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior, o acesso ao exame melhorou muito no pa\u00eds nos \u00faltimos anos, mas ainda est\u00e1 abaixo do recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que \u00e9 70% das mulheres nessa faixa et\u00e1ria fazendo mamografia periodicamente.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, a qualidade do exame \u00e9 fundamental. Com o Programa Nacional de Mamografia funcionando na maioria das cidades, tenho certeza que nossos \u00edndices de mortalidade v\u00e3o cair nos pr\u00f3ximos anos\u201d, comentou Freitas Junior, ao destacar a import\u00e2ncia do acesso ao tratamento adequado do c\u00e2ncer de mama em todo o territ\u00f3rio nacional. \u201cAcredito que com tudo isso em um futuro pr\u00f3ximo estaremos ao lado de pa\u00edses como Estados Unidos e Inglaterra, mostrando redu\u00e7\u00e3o da mortalidade por c\u00e2ncer de mama, que ainda \u00e9 alta no Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p>O Norte foi a regi\u00e3o com menor percentual de mulheres que fizeram o exame (38,7%), seguido pelo Nordeste (47,9%), Centro-Oeste (55,6%), Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%). Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o terceiro mais frequente em mulheres no Brasil e responde por 22% dos casos novos a cada ano.<\/p>\n<p><strong>Papanicolau<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE entrevistou as mulheres tamb\u00e9m sobre o exame Papanicolau, que detecta o c\u00e2ncer de colo do \u00fatero. Quase 80% das brasileiras entre 25 e 64 anos fizeram o exame nos tr\u00eas anos anteriores \u00e0 pesquisa. Os maiores percentuais est\u00e3o nas regi\u00f5es Sul (83%), Sudeste (81,1%) e Centro-Oeste (80,9%), que apresentaram percentuais acima da m\u00e9dia nacional. No Norte a taxa foi 75,5% e no Nordeste 75,1%. Dentre o grupo que nunca fez o exame, 45,6% declararam n\u00e3o achar necess\u00e1rio, 20,7% nunca haviam sido orientadas para fazer o Papanicolau e 9,7% declararam ter vergonha de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Aborto e gravidez<\/strong><\/p>\n<p>Quase 70% das brasileiras entre 18 e 49 ficaram gr\u00e1vidas alguma vez na vida e a idade m\u00e9dia da primeira gravidez \u00e9 21. Os dados mostram que quanto menor o grau de instru\u00e7\u00e3o, mais precoce foi a primeira gravidez. Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, mais de 72% das mulheres na faixa et\u00e1ria avaliada j\u00e1 havia engravidado, enquanto na Regi\u00e3o Sudeste esse indicador era 66,1%.<\/p>\n<p>O acompanhamento m\u00e9dico da gestante e do beb\u00ea, o pr\u00e9-natal, foi feito para 97,3% das brasileiras gr\u00e1vidas em 2013 e 97,7% fizeram pelo menos uma ultrassonografia ao longo da gesta\u00e7\u00e3o. Quase 65% fizeram exame de sangue para s\u00edfilis e 88,8% para HIV. Cerca de 45% das mulheres fizeram parto normal e o percentual mais elevado foi verificado na Regi\u00e3o Norte (59,8%) e entre mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto (65,3%). Das mulheres que fizeram cesariana, 53,5% marcaram com anteced\u00eancia a data do parto ainda no per\u00edodo pr\u00e9-natal. A pesquisa avaliou os partos feitos entre janeiro de 2012 e julho de 2013.<\/p>\n<p>Pouco mais de 2% das mulheres na faixa et\u00e1ria avaliada relataram ter provocado um aborto. Desse grupo, aproximadamente 61% relataram que faziam uso de m\u00e9todos contraceptivos. O aborto provocado foi mais frequente entre as mulheres com menor grau de instru\u00e7\u00e3o (2,8%) e mulheres pretas (3,5%). No recorte regional, a Regi\u00e3o Sul registrou o menor percentual (1%) de aborto provocado e a Regi\u00e3o Nordeste (3%), o maior.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, cerca de 15% das entrevistadas disseram ter sofrido abordo espont\u00e2neo em 2013. O percentual maior (21,1%) foi verificado entre as mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental completo. Entre as mulheres com n\u00edvel superior completo, 11,7% sofreram aborto espont\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>Obesidade<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa constatou tamb\u00e9m que o aumento da obesidade no pa\u00eds afetou principalmente as mulheres: uma em cada quatro brasileiras (24,4%) com mais de 18 anos \u00e9 obesa. A m\u00e9dia nacional \u00e9 \u00e9 20,8% e entre os homens o \u00edndice cai para 16,8%.<\/p>\n<p>Em dez anos, a obesidade entre as mulheres com mais de 20 anos passou de 14% em 2003 \u2013 segundo a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares \u2013, para 25,2% em 2013, aumento de 11,2 pontos percentuais. J\u00e1 entre os homens, o crescimento foi menor: 8,2 pontos percentuais (de 9,3% para 17,5%).<\/p>\n<p>O ac\u00famulo de gordura abdominal tamb\u00e9m \u00e9 mais frequente no sexo feminino, atingindo 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens. O oposto ocorre em rela\u00e7\u00e3o a hipertens\u00e3o arterial, que \u00e9 mais comum entre os homens (25,3%) do que entre as mulheres (19,5%), atingindo 22,3% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dona de casa carioca Maria Clara Souza, 30 anos, engordou dez quilos nos \u00faltimos tr\u00eas anos e est\u00e1 fazendo acompanhamento m\u00e9dico para emagrecer. \u201cDepois que meu filho nasceu, parei de fazer exerc\u00edcio e descuidei da dieta\u201d, disse ela. \u201cA verdade \u00e9 que sai mais barato e pr\u00e1tico comer porcaria industrial do que fazer uma comidinha saud\u00e1vel\u201d, acrescenta. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 60% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos de idade fizeram mamografia em 2013. Esse e outros dados sobre a sa\u00fade da mulher est\u00e3o na Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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