{"id":65829,"date":"2015-08-18T11:03:13","date_gmt":"2015-08-18T14:03:13","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=65829"},"modified":"2015-08-18T11:03:13","modified_gmt":"2015-08-18T14:03:13","slug":"legumes-e-verduras-nao-convencionais-se-tornam-diferencial-e-conquistam-ate-o-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=65829","title":{"rendered":"Legumes e verduras n\u00e3o convencionais se tornam diferencial e conquistam at\u00e9 o mercado externo"},"content":{"rendered":"<p>Taioba &#8220;made in Brazil&#8221;. \u00c9 isso mesmo! A esp\u00e9cie tropical, com alta concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes, presente na culin\u00e1ria de algumas regi\u00f5es brasileiras, principalmente da zona rural, vai ganhar, em breve, o mercado externo. Quem descobriu o valor comercial da taioba l\u00e1 fora foi o engenheiro agr\u00f4nomo Gustavo Almeida, produtor da hortali\u00e7a em Pedro Leopoldo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Ele conta que, em contato com produtores norte-americanos, chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o o fato de eles estarem cultivando taioba para os brasileiros que moram l\u00e1.<\/p>\n<p>S\u00f3 que os EUA\u00a0 t\u00eam uma janela curta de produ\u00e7\u00e3o por causa do inverno: apenas de julho a setembro. Foi ent\u00e3o que o engenheiro agr\u00f4nomo decidiu preencher esse vazio comercial, fornecendo o produto para os comerciantes americanos.<\/p>\n<p>Gustavo Almeida come\u00e7ou o cultivo da taioba h\u00e1 quatro anos em um terreno de um hectare. Hoje j\u00e1 possui 15 mil plantas, quantidade que ele considera suficiente para iniciar a escala de exporta\u00e7\u00e3o prevista para o pr\u00f3ximo m\u00eas de setembro.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, a produ\u00e7\u00e3o tem como destino as regi\u00f5es da Pensilv\u00e2nia, Nova Iorque e Nova J\u00e9rsei. &#8220;J\u00e1 tenho as pessoas certas que v\u00e3o distribuir no varejo&#8221;, garante Almeida, confiante no mercado consumidor brasileiro que existe nos EUA.<\/p>\n<p>&#8220;Resolvi investir\u00a0 numa hortali\u00e7a r\u00fastica porque \u00e9 um nicho grande de mercado e pouco explorado&#8221;, revela o produtor de Pedro Leopoldo, \u00e0 espera de um bom retorno financeiro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/verduras-e-legumes-nao-convencionais-se-tornam-diferencial-e-conquistam-ate-o-mercado-externo.jpg\" alt=\"\" \/><em>Taioba produzida em Pedro Leopoldo conquista mercado nos EUA &#8211; Foto: Erasmo Reis \/ Ag\u00eancia Minas<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Mercado crescente<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Gustavo Almeida \u00e9 um exemplo de como o cultivo das verduras e legumes n\u00e3o convencionais cresce e ganha cada vez mais mercado. Al\u00e9m da taioba, est\u00e3o na lista\u00a0a azedinha, capuchinha, peixinho, ora-pro-n\u00f3bis, chuchu-de-vento, araruta, mangarito, vinagreira e car\u00e1-do-ar.<\/p>\n<p>Ricas em vitaminas e fibras, s\u00e3o plantas que, em algum momento, tiveram influ\u00eancia na alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira e, agora, come\u00e7am a despertar o interesse de um n\u00famero cada vez maior de pessoas. Em Minas s\u00e3o mais de 500 produtores que vendem essas hortali\u00e7as\u00a0 em feiras livres, para sacol\u00f5es e restaurantes.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa e tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o da cultura das hortali\u00e7as n\u00e3o convencionais faz parte de um programa de pesquisa e transfer\u00eancia de tecnologia da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater\/MG), Minist\u00e9rio da Pecu\u00e1ria e Abastecimento, Embrapa e Universidade Federal de Vi\u00e7osa.<\/p>\n<p>Iniciado oficialmente, em 2010, o programa consiste na cria\u00e7\u00e3o de bancos multiplicadores onde s\u00e3o formadas hortas experimentais para distribui\u00e7\u00e3o gratuita de mudas e sementes. No mesmo local, s\u00e3o oferecidas palestras sobre manejo e valor nutritivo das plantas, al\u00e9m de oficinas de culin\u00e1ria que ensinam a preparar pratos com as hortali\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador de Olericultura da Emater, Georgiton Silveira, os bancos multiplicadores\u00a0\u00a0 servem de refer\u00eancia nas regi\u00f5es onde s\u00e3o implantados e a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar o n\u00famero de unidades em todo o estado, sensibilizando associa\u00e7\u00f5es de produtores e prefeituras.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos que a visibilidade dessas hortali\u00e7as, que ficaram tanto tempo na marginalidade, aumente ainda mais&#8221;, ressalta o t\u00e9cnico da Emater.<\/p>\n<p><strong>Saberes e sabores<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Nosso objetivo \u00e9 o resgate n\u00e3o s\u00f3 da biodiversidade, mas tamb\u00e9m dos saberes e sabores de uma comunidade que estavam se perdendo. Ainda mostramos para as comunidades urbanas e rurais o valor que essas esp\u00e9cies t\u00eam na alimenta\u00e7\u00e3o, ricas em nutrientes e de f\u00e1cil cultivo&#8221;, acrescenta a coordenadora do programa Estadual de Olericultura da Epamig, a pesquisadora Marinalva Pedrosa.<\/p>\n<p>Hoje existem 27 bancos multiplicadores em Minas Gerais, um deles na fazenda experimental da Epamig em Prudente de Morais, na microrregi\u00e3o de Sete Lagoas. L\u00e1 s\u00e3o cultivadas 28 esp\u00e9cies, fruto de pesquisa e troca de informa\u00e7\u00e3o com os moradores do local,onde muitos produtores est\u00e3o organizados em associa\u00e7\u00f5es e participam de hortas comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Diferencial nas hortas<\/strong><\/p>\n<p>Dos 350 produtores de hortali\u00e7as da regi\u00e3o de Sete Lagoas, 40% apostam na diversifica\u00e7\u00e3o da horta com verduras e legumes pouco conhecidos. Maria da Piedade Correia, a dona Nen\u00e9m, \u00e9 uma das produtoras de hortali\u00e7as org\u00e2nicas que gosta de ter &#8220;coisa diferente&#8221; na horta.<\/p>\n<p>Por isso ela cultiva\u00a0 capuchinha, ora-pro-nobis, gond\u00f3, peixinho e azedinha&#8230;Nas feiras livres, a barraca da dona Nen\u00e9m \u00e9 famosa por se &#8220;encontrar de tudo&#8221; e os fregueses j\u00e1 s\u00e3o conhecidos.<\/p>\n<p>&#8220;Feira tem de ter novidade. Por isso gosto de ter verduras diferentes, diversificadas&#8221; afirma dona Nen\u00e9m. Ela conta que a azedinha (folhosa de sabor levemente \u00e1cido) \u00e9 um dos vegetais que tem mais sa\u00edda e que vende de 15 a 20 molhos por semana.<\/p>\n<p>&#8220;Quem compra s\u00e3o pessoas que t\u00eam uma hist\u00f3ria com a planta&#8221;, completa. Dona Nen\u00e9m, que trabalha h\u00e1 19 anos como produtora de hortali\u00e7as, tamb\u00e9m \u00e9 uma multiplicadora quando compartilha mudas e sementes com os colegas da horta comunit\u00e1ria. (Ag\u00eancia Minas)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Taioba &#8220;made in Brazil&#8221;. \u00c9 isso mesmo! A esp\u00e9cie tropical, com alta concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes, presente na culin\u00e1ria de algumas regi\u00f5es brasileiras, principalmente da zona rural, vai ganhar, em breve, o mercado externo. 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