{"id":65750,"date":"2015-08-17T09:16:15","date_gmt":"2015-08-17T12:16:15","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=65750"},"modified":"2015-08-17T09:16:54","modified_gmt":"2015-08-17T12:16:54","slug":"a-saude-e-o-desenvolvimento-do-meio-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=65750","title":{"rendered":"A SA\u00daDE E O DESENVOLVIMENTO DO MEIO RURAL"},"content":{"rendered":"<p>A esquistossomose \u00e9 uma doen\u00e7a de ocorr\u00eancia nas regi\u00f5es tropicais que teve origem no continente africano, na regi\u00e3o leste do Mediterr\u00e2neo e que, durante o per\u00edodo do tr\u00e1fico de escravos, desembarcou nas Am\u00e9ricas. Atualmente \u00e9 identificada em diversas regi\u00f5es como o Caribe, a Venezuela e principalmente, o Brasil. Atualmente, encontra-se a doen\u00e7a em quase todos os estados do Brasil, mas, em situa\u00e7\u00e3o mais alarmante s\u00e3o os estados do Nordeste e, no Sudeste, Minas Gerais, nas regi\u00f5es Norte, Noroeste e Leste do Estado. Em algumas \u00e1reas rurais a incid\u00eancia da doen\u00e7a atinge 90% da popula\u00e7\u00e3o. Isto acontece porque atinge pessoas pobres sem disponibilidade de saneamento. <\/p>\n<p>O verme, chamado Schistossoma, precisa passar por v\u00e1rios est\u00e1gios e fases para se desenvolver e completar o seu ciclo. Para isto precisa de dois parceiros, tamb\u00e9m chamados de hospedeiros, muito importantes: o caramujo que vive nos rios e lagos e o homem. Sem eles o ciclo n\u00e3o se completa. Na fase larval jovem o Schistossoma invade o organismo do caramujo e permanece l\u00e1 durante alguns meses se desenvolvendo. Ap\u00f3s este per\u00edodo os milhares de parasitas, chamados de cercarias,  saem do corpo do caramujo, maiores e mais desenvolvidos, prontos para invadir o pr\u00f3ximo hospedeiro que podem ser animais mam\u00edferos e aves, mas o seu principal hospedeiro \u00e9 o homem. Quando um cidad\u00e3o adulto ou crian\u00e7as desavisadas entram na \u00e1gua dos rios ou lagos contaminados estes parasitas penetram pela pele, caindo na corrente sangu\u00ednea, e a\u00ed, um abra\u00e7o! Eles iniciam a coloniza\u00e7\u00e3o do corpo do homem, seus \u00f3rg\u00e3os internos, acasalando e produzindo ovos que ser\u00e3o liberados pelas fezes do homem. Estes ovos, se atingirem as \u00e1guas dos rios e lagos, iniciam um novo ciclo. Enquanto isto a pessoa infectada sofre com os sintomas da infec\u00e7\u00e3o do parasita como febre, diarreia, v\u00f4mitos agravando com o tempo com o incha\u00e7o de diversos \u00f3rg\u00e3os internos como o f\u00edgado podendo sofrer tamb\u00e9m hemorragia interna. Como parasita esperto ele raramente mata o seu hospedeiro permanecendo dentro dele por longos per\u00edodos mas as pessoas ficam extremamente debilitadas, fracas, sem condi\u00e7\u00f5es de realizar suas tarefas como trabalhar e estudar.<\/p>\n<p>Mas como resolver o problema? Saneamento! O grande problema encontra-se nas cidades do interior e nas comunidades rurais que n\u00e3o possuem abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel ou tratada, onde seus esgotos s\u00e3o descartados diretamente nos rios. Nestas comunidades a \u00e1gua dos rios sem tratamento s\u00e3o utilizadas para o banho, lavar a roupa, beber e despejar seus esgotos, principalmente as fezes contaminadas.  No Brasil s\u00e3o aproximadamente 26 milh\u00f5es de pessoas vivendo em \u00e1reas de risco e aproximadamente seis milh\u00f5es de pessoas contaminadas com este parasita. O pa\u00eds gasta milh\u00f5es de reais por ano para tratar estas pessoas e que, ap\u00f3s serem curadas s\u00e3o reinfectadas pois as condi\u00e7\u00f5es de saneamento onde moram s\u00e3o as mesmas, ou seja, n\u00e3o existe. \u00c9 o famoso \u201cchover no molhado\u201d.<\/p>\n<p>Saneamento nas comunidades rurais \u00e9 perfeitamente vi\u00e1vel pois o sistema ideal para ser implantado nestes locais \u00e9 o descentralizado de baixo custo e alta efici\u00eancia, processo capaz de eliminar os ovos deste parasita. N\u00e3o podemos pensar em um crescimento e desenvolvimento sustent\u00e1vel sem pensar na nossa popula\u00e7\u00e3o rural abandonada pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A esquistossomose \u00e9 uma doen\u00e7a de ocorr\u00eancia nas regi\u00f5es tropicais que teve origem no continente africano, na regi\u00e3o leste do Mediterr\u00e2neo e que, durante o per\u00edodo do tr\u00e1fico de escravos, desembarcou nas Am\u00e9ricas. 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