{"id":64944,"date":"2015-08-05T10:39:45","date_gmt":"2015-08-05T13:39:45","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=64944"},"modified":"2015-08-05T10:39:45","modified_gmt":"2015-08-05T13:39:45","slug":"registro-de-manifestacoes-culturais-e-fundamental-para-preservacao-da-cultura-mineira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=64944","title":{"rendered":"Registro de manifesta\u00e7\u00f5es culturais \u00e9 fundamental para preserva\u00e7\u00e3o da cultura mineira"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Festas populares, banda de m\u00fasica e at\u00e9 o jeitinho de fazer nosso queijo s\u00e3o os bens imateriais do estado.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>A express\u00e3o art\u00edstica e cultural que representa um povo \u00e9 t\u00e3o importante que tem nome: s\u00e3o chamados \u201cbens culturais de natureza imaterial\u201d. S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es de saberes, of\u00edcios, modos de fazer e celebra\u00e7\u00f5es. Pa\u00edses, estados e cidades escolhem express\u00f5es significativas de suas comunidades e podem inclu\u00ed-las nas respectivas pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n<p>Nosso estado \u00e9 grande e cheio de diversidades. Em cada cantinho, um jeito de ser especial. Reconhecidos pelo Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Minas Gerais (Iepha), s\u00e3o tr\u00eas: a comunidade dos Arturos, incluindo a\u00ed as celebra\u00e7\u00f5es de reinado\/congado, festa de N. Senhora do Ros\u00e1rio e a pr\u00e1tica da benze\u00e7\u00e3o na comunidade; a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos de Chapada do Norte e o modo de fazer o queijo artesanal do Serro. A Banda da Pol\u00edcia Militar de Passos tem registro municipal e, agora, pleiteia o t\u00edtulo estadual no Iepha.<\/p>\n<p>Para Fran\u00e7oise Jean, Diretora de Prote\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria do Iepha, o registro de Patrim\u00f4nio Imaterial significa ter o reconhecimento formal por parte do poder p\u00fablico de que uma determinada manifesta\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 fundamental para a constitui\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, dos la\u00e7os de pertencimento e da identidade de um determinado grupo ou comunidade. \u201cO t\u00edtulo (de patrim\u00f4nio) Imaterial pretende contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de gerar o reconhecimento, valorizando e divulgando um determinado bem cultural. Neste sentido, o poder p\u00fablico assume o compromisso de, juntamente com a comunidade detentora dessa express\u00e3o, contribuir para a continuidade hist\u00f3rica da manifesta\u00e7\u00e3o cultural\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a um pouco da hist\u00f3ria destes tesouros de Minas Gerais:<\/p>\n<p><strong>Modo de fazer o queijo artesanal do Serro<\/strong><\/p>\n<p>A receita do queijo do Serro teria sido trazida para o Brasil no s\u00e9culo XVIII por portugueses que vieram da regi\u00e3o da Serra da Estrela. Em Minas, a t\u00e9cnica foi adaptada e a regi\u00e3o do Serro preserva at\u00e9 hoje a maneira de fazer da \u00e9poca do Brasil col\u00f4nia.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o artesanal possui carater\u00edsticas \u00fanicas. A massa \u00e9 preparada com leite cru e recebe o \u201cpingo\u201d \u2013 adi\u00e7\u00e3o de fermento l\u00e1ctico natural \u2013 a partir do soro drenado do pr\u00f3prio queijo. O resultado \u00e9 um sabor caracter\u00edstico e inconfund\u00edvel. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e os microrganismos t\u00edpicos da regi\u00e3o determinam o sabor \u00famido e \u00e1cido, bastante valorizado por apreciadores mundo afora.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico e produtor Jos\u00e9 Monteiro cresceu em fazendas de produ\u00e7\u00e3o artesanal de queijo. A tradi\u00e7\u00e3o queijeira est\u00e1 na fam\u00edlia h\u00e1 mais de 100 anos e come\u00e7ou com o av\u00f4 de Jos\u00e9. Para ele, a caracter\u00edstica dos lactobacilos presentes no leite serrense combinado com o processo testado por anos de produ\u00e7\u00e3o, fazem com que o Serro mere\u00e7a destaque no mercado.<\/p>\n<p>\u201cO m\u00e9todo industrial mata os germes saud\u00e1veis ao pasteurizar a massa e, por isso, os queijos deles n\u00e3o tem gosto natural. Aqui no Serro, o processo \u00e9 bastante higi\u00eanico e tem como inten\u00e7\u00e3o um produto que conte a hist\u00f3ria de Minas Gerais e satisfa\u00e7a o paladar dos consumidores\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O modo de fazer o queijo artesanal do Serro passou a integrar o patrim\u00f4nio imaterial do Estado em 2002. O registro significou uma vit\u00f3ria para moradores da cidade e regi\u00e3o, pois serviu para garantir o sustento de milhares de fam\u00edlias que era amea\u00e7ado por imposi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias de \u00f3rg\u00e3os reguladores de fora de Minas Gerais que n\u00e3o conheciam o processo de produ\u00e7\u00e3o. A defesa dos queijeiros, em parceria com o Iepha, conseguiu provar o que os mineiros j\u00e1 sabiam, al\u00e9m de seguro, o queijo do Serro \u201c\u00e9 bom demais, uai\u201d. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/bens_materiais_mg_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o IEPHA)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio da Comunidade dos Arturos, em Contagem<\/strong><\/p>\n<p>A comunidade negra dos Arturos descende de escravos vindos de Angola trazidos para trabalhar num vilarejo situado na Mata do Macuco, onde hoje \u00e9 a cidade de Esmeraldas. Neste povoado, assumiam fun\u00e7\u00f5es de mineiros ou tropeiros nas lavouras. Depois da Lei do Ventre Livre, os Arturos se mudaram para Contagem, morada das quatro gera\u00e7\u00f5es de ex-escravos. S\u00e3o mais de 80 fam\u00edlias, formadas por 500 pessoas.<\/p>\n<p>A comunidade manteve ao longo de todos esses anos a identidade cultural e as tradi\u00e7\u00f5es dos negros africanos. Entre as celebra\u00e7\u00f5es, destacam-se o Batuque (reconhecido como forma de express\u00e3o art\u00edstica pelo Minist\u00e9rio da Cultura, que nomeou Dona Concei\u00e7\u00e3o Natal\u00edcia como mestre no batuque), a festa da capina denominada &#8220;Jo\u00e3o do Mato&#8221;, a folia de Reis, a Festa da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura e, principalmente, o Reinado de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>O Congado de Arthur Camilo, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, \u00e9 considerado o mais importante para a comunidade. Os valores passados por ele, patriarca dos Arturos, s\u00e3o os principais elementos da cria\u00e7\u00e3o \u00e9tica e moral dessa pequena sociedade. E, para Arthur Camilo, a fonte espiritual para guiar seu povo sempre veio de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, por isso a import\u00e2ncia dos festejos em homenagem \u00e0 santa. \u201cEla \u00e9 a m\u00e3e dos negros. Portanto, temos a igrejinha na comunidade em nome dela para expressamos a f\u00e9 e o amor. Nos momentos de dor e de felicidade \u00e9 Nossa Senhora que acalenta nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d, afirma o capit\u00e3o e presidente da Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio da Luz, respons\u00e1vel pela festa.<\/p>\n<p>Em maio de 2014, a Festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio da Comunidade dos Arturos foi declarada patrim\u00f4nio cultural imaterial de Minas Gerais. \u201cPara n\u00f3s foi uma surpresa que valoriza nossas tradi\u00e7\u00f5es, a nossa cultura. A nossa comunidade nunca imaginou que o poder p\u00fablico daria um t\u00edtulo de tamanha import\u00e2ncia para um grupo de negros pobres, mesmo sendo a nossa comunidade a guardi\u00e3 de parte da hist\u00f3ria dos escravos no Brasil\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/bens_materiais_mg_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o IEPHA)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Banda de Musica da PM de Passos<\/strong><\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de Passos decidiu: a banda de m\u00fasica do 12\u00ba Batalh\u00e3o \u00e9 o mais novo patrim\u00f4nio cultural imaterial da cidade. A decis\u00e3o foi tomada em junho deste ano. Formado por 16 militares, o conjunto chega a fazer 20 apresenta\u00e7\u00f5es por m\u00eas no Sudoeste do estado.<\/p>\n<p>A banda foi criada em 1966, dois anos ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o do 12\u00ba Batalh\u00e3o em Passos, respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a de 33 munic\u00edpios no Sudoeste mineiro. Do rock ao samba, do erudito ao arrocha, os 16 integrantes s\u00e3o desafiados pelo maestro a se adaptarem ao gosto do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Para o tenente regente, Rodrigo In\u00e1cio, a viol\u00eancia n\u00e3o pode ser combatida apenas com armas. \u201cA m\u00fasica \u00e9 uma das maneiras de humanizar as pessoas, portanto, \u00e9 fundamental a cultura para a seguran\u00e7a. Esse t\u00edtulo \u00e9 uma grande vit\u00f3ria para a cultura mineira e garante a sobrevida da tradi\u00e7\u00e3o de Passos. Nossos m\u00fasicos est\u00e3o envaidecidos com o reconhecimento\u201d relata.<\/p>\n<p>Dona Celina das Dores conhece a banda desde os primeiros acordes. Com 82 anos de idade, ela j\u00e1 perdeu as contas de quantas apresenta\u00e7\u00f5es assistiu. Para a aposentada, o t\u00edtulo \u00e9 resultado da dedica\u00e7\u00e3o dos policiais. \u201c\u00c9 muito bonito ver a banda do 12. Muitos coisas come\u00e7am e param aqui em Passos, mas ela  n\u00e3o\u201d, se orgulha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/bens_materiais_mg_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o PMMG)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos de Chapada do Norte<\/strong><\/p>\n<p>A Festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos de Chapada do Norte \u00e9 celebrada no segundo domingo do m\u00eas de outubro na pequena cidade do M\u00e9dio Jequitinhonha. Pessoas de todo o pa\u00eds se re\u00fanem para vivenciar a f\u00e9 na Virgem do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o ocorre desde o s\u00e9culo XVIII, como forma de devo\u00e7\u00e3o dos membros da Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos, Libertos e Cativos e da Freguesia da Santa Cruz da Chapada.<\/p>\n<p>A Festa tem ascend\u00eancia na cultura afro-brasileira e na hist\u00f3ria de resist\u00eancia dos es cravos. Os valores religiosos, da oralidade, da culin\u00e1ria, da musicalidade s\u00e3o elos das popula\u00e7\u00f5es negras que foram e s\u00e3o fundamentais na hist\u00f3ria de Minas Gerais. A celebra\u00e7\u00e3o passou a integrar o patrim\u00f4nio imaterial do Estado em julho de 2013.  <\/p>\n<p>\u201cA f\u00e9, a cultura e o misticismo. Esses s\u00e3o os principais pilares da nossa festa. S\u00e3o 193 anos de festejo que mant\u00e9m viva religiosidade do povo da Chapada (do Norte), dos tropeiros e peregrinos\u201d, descreve a membro da Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos, Acid\u00e1lia Maria Prachedes.<\/p>\n<p>O folclore por tr\u00e1s da imagem de Nossa Senhora, que adorna a capela local, diz que a representa\u00e7\u00e3o da santa deixava o altar e aparecia no c\u00f3rrego todo m\u00eas de outubro. O paradeiro terminou quando a imagem foi pintada de preto, pois Nossa Senhora queria ter a cor do seu povo, os negros da Chapada.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma emo\u00e7\u00e3o renovada a cada ano. \u00c9 com se fosse sempre a primeira vez. A gente guarda o ano todo para pintar as casas e confeccionar roupas novas em homenagem \u00e0 santa. O reconhecimento da nossa cultura fez com que pessoas de fora valorizassem o que \u00e9 feito aqui. Al\u00e9m disso, o registro guardou o lugar dos Homens Pretos da Chapada na hist\u00f3ria\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciaminas.mg.gov.br\/media\/uploads\/2015\/08\/04\/-ignsrosario-08-10-2006fizabel-b-137.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o IEPHA)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Registro de bens imateriais<\/strong><\/p>\n<p>Em Minas Gerais, quem faz o registro de patrim\u00f4nios culturais de todos os mineiros \u00e9 o Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico (Iepha-MG).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festas populares, banda de m\u00fasica e at\u00e9 o jeitinho de fazer nosso queijo s\u00e3o os bens imateriais do estado. A express\u00e3o art\u00edstica e cultural que representa um povo \u00e9 t\u00e3o importante que tem nome: s\u00e3o chamados \u201cbens culturais de natureza imaterial\u201d. 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