{"id":64042,"date":"2015-07-24T12:09:27","date_gmt":"2015-07-24T15:09:27","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=64042"},"modified":"2015-07-24T12:09:27","modified_gmt":"2015-07-24T15:09:27","slug":"alimentos-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=64042","title":{"rendered":"ALIMENTOS PARA TODOS"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para calcular quanto gasta na feira ou no mercado com frutas e hortali\u00e7as? Para algumas fam\u00edlias estes custos impactam muito pouco no or\u00e7amento, mas para muitas este impacto \u00e9 mais pesado, consumindo boa parte do rendimento familiar. Parte destas fam\u00edlias de baixa renda vive nas \u00e1reas perif\u00e9ricas das cidades com quintais que servem para crescer mato ou para dep\u00f3sito de entulhos. Nestas regi\u00f5es muitos terrenos e lotes vazios servem apenas como dep\u00f3sito de lixo atraindo ratos, baratas e todos os tipos de animais pe\u00e7onhentos. Muitas fam\u00edlias trabalham duro durante dias para ganhar dinheiro e poder comprar g\u00eaneros aliment\u00edcios de primeira necessidade como arroz, feij\u00e3o, macarr\u00e3o, farinha, mas incluem nesta lista tamb\u00e9m produtos hortigranjeiros e frutas que poderiam ser produzidos no quintal de casa com um gasto de energia e tempo muito inferior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia e tempo gastos para ganhar o dinheiro e adquirir estes produtos. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil produzir no fundo do quintal e em grande quantidade o tomate, couve, alface, jil\u00f3, berinjela, ab\u00f3bora, abobrinha, chuchu, mandioca, cenoura, beterraba e frutas como manga, laranja, lim\u00e3o, mam\u00e3o, abacate, uva, melancia dentre outras. Todos os alimentos saud\u00e1veis, sem uso de agrot\u00f3xicos pesados, utilizando no controle das pragas apenas produtos alternativos e naturais, produzidos em casa.<\/p>\n<p>Mas, parece muita coisa para um fundo de quintal e \u00e9 verdade. Muitas vezes as pessoas n\u00e3o disp\u00f5em de muito tempo para cuidar de hortas muito diversificadas e elaboradas com v\u00e1rias culturas sendo conduzidas ao mesmo tempo, cada uma com um tipo diferente de cuidado, capina, aduba\u00e7\u00e3o, colheita, irriga\u00e7\u00e3o, controle de pragas e doen\u00e7as, e outras vari\u00e1veis que aparecem quando se produz alimentos. \u00c9 neste momento que entra em campo a uni\u00e3o dos vizinhos e suas parcerias. No inicio, o processo de organiza\u00e7\u00e3o das pessoas e das fam\u00edlias \u00e9 o processo mais dif\u00edcil e que deve ser conduzido por pessoas que n\u00e3o desanimam com facilidade, pois poucas fam\u00edlias ir\u00e3o aderir \u00e0 parceria. A ideia \u00e9 que cada fam\u00edlia em seu quintal ou terreno conduza algumas poucas culturas. Enquanto uma fam\u00edlia produz couve e alface a outra produz tomate e jil\u00f3, a outra abobora e berinjela e assim distribuindo as tarefas de produ\u00e7\u00e3o para cada uma de acordo com o tamanho do terreno, a m\u00e3o de obra dispon\u00edvel, o tipo de solo que cada um tem em casa e outras vari\u00e1veis que facilite a vida de todos e torne o sistema muito produtivo. A partir da colheita das culturas os produtos seriam compartilhados entre as fam\u00edlias participantes do projeto.  Geralmente este tipo de projeto tem inicio com poucas fam\u00edlias, mas tende a crescer quando outras fam\u00edlias identificam o projeto como promissor.  Neste modelo de produ\u00e7\u00e3o urbana compartilhada torna-se essencial a participa\u00e7\u00e3o das secretarias de agricultura na gest\u00e3o destas c\u00e9lulas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos apenas dar o peixe, mas tamb\u00e9m ensinar a pescar. Para isto os gestores municipais devem ter vontade pol\u00edtica para implementa\u00e7\u00e3o e estruturar as secretarias de agricultura para que tenham condi\u00e7\u00f5es de gerenciar os projetos. Em muitos munic\u00edpios do Brasil a fome n\u00e3o \u00e9 um problema de falta de recursos, mas um problema causado pela falta de planejamento e gest\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para calcular quanto gasta na feira ou no mercado com frutas e hortali\u00e7as? 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