{"id":63555,"date":"2015-07-16T23:51:28","date_gmt":"2015-07-17T02:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=63555"},"modified":"2015-07-16T23:51:28","modified_gmt":"2015-07-17T02:51:28","slug":"uba-e-regiao-pedem-socorro-contra-a-guerra-fiscal-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=63555","title":{"rendered":"Ub\u00e1 e regi\u00e3o pedem socorro contra a guerra fiscal do Rio"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Empres\u00e1rios da Zona da Mata querem os mesmos benef\u00edcios concedidos \u00e0 ind\u00fastria fluminense.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>\u201cOu o Governo de Minas nos ouve, ou seremos muito bem-vindos pelo governador (do Rio de Janeiro) Pez\u00e3o\u201d. Essa frase do vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) para a Zona da Mata, Francisco Campolina, \u00e9 o recado dos empres\u00e1rios da regi\u00e3o para o governador Fernando Pimentel, durante audi\u00eancia p\u00fablica realizada pelos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em Ub\u00e1, nesta quinta-feira (16\/7\/15). Na reuni\u00e3o, foi discutida a crise econ\u00f4mica que vive o munic\u00edpio e a regi\u00e3o, em especial o polo da ind\u00fastria de m\u00f3veis, que \u00e9 o quinto maior do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A audi\u00eancia p\u00fablica, realizada na C\u00e2mara Municipal de Ub\u00e1, reuniu tr\u00eas comiss\u00f5es parlamentares: do Trabalho, da Previd\u00eancia e da A\u00e7\u00e3o Social; de Assuntos Municipais e Regionaliza\u00e7\u00e3o; e de Turismo, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Cooperativismo. Durante o evento, Francisco Campolina entregou aos deputados uma publica\u00e7\u00e3o da entidade com propostas e reivindica\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre as diversas reivindica\u00e7\u00f5es, destaca-se a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei que conceda, \u00e0s ind\u00fastrias da Zona da Mata, regime especial de tributa\u00e7\u00e3o que reduza de 18% para 2% a al\u00edquota de ICMS. A redu\u00e7\u00e3o, que pode parecer exagerada, na verdade \u00e9 id\u00eantica ao que \u00e9 oferecido hoje aos estabelecimentos industriais instalados em cerca de metade dos munic\u00edpios fluminenses, o que vem provocando a fuga de empresas mineiras para l\u00e1. No Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m pr\u00f3ximo \u00e0 Zona da Mata, a al\u00edquota \u00e9 ainda menor, de 1%.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais para cerca de metade dos munic\u00edpios fluminenses e para seis distritos industriais, alguns deles rec\u00e9m-criados, foi institu\u00edda por meio da Lei 6.979, sancionada pelo governador Luiz Fernando Pez\u00e3o, do Rio de Janeiro, em mar\u00e7o de 2015. Boa parte em rea\u00e7\u00e3o a essa medida, o governador Fernando Pimentel publicou, no dia 10 de julho, o Decreto 216, de 2015, criando um grupo de trabalho para avaliar medidas tribut\u00e1rias e outras que protejam e estimulem o desenvolvimento da Zona da Mata. O prazo para esse estudo \u00e9 de 90 dias.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/socorro_uba.jpg\" alt=\"\" \/><em>Deputados discutiram a crise econ\u00f4mica que vive o munic\u00edpio de Ub\u00e1 e regi\u00e3o, em especial o polo da ind\u00fastria de m\u00f3veis, o quinto maior do Pa\u00eds &#8211; Foto: Willian Dias \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>O decreto e a cria\u00e7\u00e3o do grupo foram elogiados pelos representantes empresariais e pelos deputados Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Dirceu Ribeiro (PHS) &#8211; autores do requerimento para a audi\u00eancia -, Ant\u00f4nio Carlos Arantes (PSDB) e Wander Borges (PSB), todos presentes em Ub\u00e1. Houve, no entanto, cr\u00edticas quanto ao atraso da medida.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 positivo criar o grupo, mas o Pez\u00e3o criou a\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o\u201d, afirmou o presidente da Comiss\u00e3o de Turismo, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Cooperativismo, deputado Ant\u00f4nio Carlos Arantes. Ele cobrou mais aten\u00e7\u00e3o do governo para as necessidades dos empres\u00e1rios e citou o caso de um grupo italiano que teria deixado de vir para a Zona da Mata por falta de resposta do Executivo. \u201cO grupo do governador n\u00e3o est\u00e1 levando a s\u00e9rio as demandas do empresariado\u201d, criticou.<\/p>\n<p>O deputado Wander Borges disse confiar que o governo ir\u00e1 reduzir a carga tribut\u00e1ria na regi\u00e3o. \u201cO importante agora \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da empregabilidade e a sobreviv\u00eancia das empresas\u201d, disse. O deputado Dirceu Ribeiro, que j\u00e1 foi prefeito de Ub\u00e1, teve a mesma avalia\u00e7\u00e3o. \u201c2% de alguma coisa \u00e9 melhor que 18% de nada\u201d, afirmou. O deputado Dalmo Ribeiro Silva lembrou que, em 1999, foi autor da lei que reduziu a carga tribut\u00e1ria do setor moveleiro, mas tamb\u00e9m cobrou novas medidas do governo. \u201cEssa crise n\u00e3o \u00e9 de Ub\u00e1, \u00e9 do Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Demiss\u00f5es no setor moveleiro j\u00e1 atingem 1,4 mil pessoas<\/strong><\/p>\n<p>A respeito do impacto da crise econ\u00f4mica na ind\u00fastria moveleira e na economia de Ub\u00e1 e regi\u00e3o, a conclus\u00e3o \u00e9 de que o preju\u00edzo tem sido grande, mas menor do que em outras cidades da Zona da Mata. O presidente do Sindicato dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores na Ind\u00fastria da Madeira de Ub\u00e1, Jos\u00e9 Carlos Pereira, disse que j\u00e1 foram demitidos 1,4 mil trabalhadores do setor, desde o in\u00edcio do ano. Francisco Campolina, da Fiemg, disse que houve mais de 5 mil demiss\u00f5es no munic\u00edpio, mas que, descontadas as contrata\u00e7\u00f5es, o saldo negativo \u00e9 de pouco mais que 500 postos perdidos.<\/p>\n<p>O polo moveleiro de Ub\u00e1 re\u00fane ainda outros sete munic\u00edpios vizinhos, totalizando mais de 600 empresas e cerca de 16 mil empregos. Apesar dos n\u00fameros contradit\u00f3rios a respeito das demiss\u00f5es, a crise \u00e9 real, e a redu\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS atingiu 17% neste ano, de janeiro a abril, na compara\u00e7\u00e3o com igual intervalo de 2014. \u201cA situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 calamitosa, mas preocupa\u201d, afirmou o secret\u00e1rio de Finan\u00e7as de Ub\u00e1, Pedro Raymundo. A queda da atividade, segundo ele, tamb\u00e9m atinge outros setores, como o de confec\u00e7\u00f5es, agropecu\u00e1rio, com\u00e9rcio e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O diretor-executivo do Sindicato Intermunicipal das Ind\u00fastrias do Mobili\u00e1rio de Ub\u00e1 (Intersind), \u00c1ureo Barbosa, apresentou uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos que v\u00eam impedindo o desenvolvimento do setor. Entre elas, destacam-se o aumento recorde do custo da energia el\u00e9trica, o mau estado da infraestrutura rodovi\u00e1ria, desvantagens tribut\u00e1rias, exig\u00eancias trabalhistas crescentes, precariedade do Corpo de Bombeiros (contribuindo para encarecer o seguro patrimonial) e a falta de um local adequado para a destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos industriais.<\/p>\n<p>Ao final da reuni\u00e3o, os deputados prometeram empenho, junto ao Governo do Estado, para que as demandas do setor e da regi\u00e3o sejam atendidas. \u201cN\u00f3s ouvimos aqui que, se o governador de Minas n\u00e3o ouvir os empres\u00e1rios, o Pez\u00e3o vai ouvir. Se depender de n\u00f3s, o governador (Fernando Pimentel) vai ouvir\u201d, afirmou o deputado Ant\u00f4nio Carlos Arantes.<\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empres\u00e1rios da Zona da Mata querem os mesmos benef\u00edcios concedidos \u00e0 ind\u00fastria fluminense. \u201cOu o Governo de Minas nos ouve, ou seremos muito bem-vindos pelo governador (do Rio de Janeiro) Pez\u00e3o\u201d. 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