{"id":62465,"date":"2015-06-30T22:39:01","date_gmt":"2015-07-01T01:39:01","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=62465"},"modified":"2015-06-30T22:39:01","modified_gmt":"2015-07-01T01:39:01","slug":"norte-de-minas-enfrenta-agravamento-da-crise-hidrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=62465","title":{"rendered":"Norte de Minas enfrenta agravamento da crise h\u00eddrica"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de chuvas em 60% no \u00faltimo ano levou \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o dos principais rios da regi\u00e3o.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>A escassez de \u00e1gua, que sempre foi uma realidade no Norte de Minas, fez de Montes Claros o munic\u00edpio escolhido para iniciar os trabalhos do Semin\u00e1rio Legislativo \u00c1guas de Minas III \u2013 Desafios da Crise H\u00eddrica e a Constru\u00e7\u00e3o da Sustentabilidade, que vai percorrer outras oito cidades do Estado. Durante o encontro, iniciado na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (30\/6\/15), foram apresentados dados que mostram o agravamento da crise h\u00eddrica na regi\u00e3o e obst\u00e1culos para resolver o problema. O semin\u00e1rio \u00e9 uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).<\/p>\n<p>Duas das bacias hidrogr\u00e1ficas mais importantes da regi\u00e3o de Montes Claros, a Jequita\u00ed-Bacu\u00ed e a Verde Grande, tiveram uma redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice de chuvas de cerca de 60% no \u00faltimo ano. A informa\u00e7\u00e3o foi apresentada pelo coordenador do n\u00facleo operacional regional do Instituto Mineiro de Gest\u00e3o das \u00c1guas (Igam), Rafael Alexandre S\u00e1.<\/p>\n<p>Outras bacias importantes tamb\u00e9m teriam recebido poucas chuvas \u2013 a bacia do M\u00e9dio S\u00e3o Francisco teria registrado uma redu\u00e7\u00e3o de 40% no \u00faltimo ano, enquanto o Paracatu teria verificado uma diminui\u00e7\u00e3o de 50%. Segundo ele, esse foi um dos motivos para o agravamento da crise h\u00eddrica na regi\u00e3o, que estaria sendo sentida especialmente pelos agricultores locais.<\/p>\n<p>\u201cDe 2014 para 2015, entramos em uma \u00e9poca de grandes dificuldades, que com certeza vai continuar em 2016. Dificuldades que se traduzem pelo grande volume de rios e c\u00f3rregos j\u00e1 secos, pelas \u00e1guas escassas dos po\u00e7os artesianos e len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos\u201d, disse o deputado Carlos Pimenta (PDT). Ele ressaltou que \u00e9 preciso revitalizar os rios e tirar do papel projetos de barragens que podem garantir o aproveitamento das \u00e1guas que caem em abund\u00e2ncia em alguns per\u00edodos do ano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/aguas_de_minas_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Montes Claros foi o primeiro munic\u00edpio a receber o Semin\u00e1rio Legislativo \u00c1guas de Minas III \u2013 Desafios da Crise H\u00eddrica e a Constru\u00e7\u00e3o da Sustentabilidade &#8211; Foto: Clarissa Bar\u00e7ante \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o mineira \u00e9 considerada inadequada<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Verde Grande, Jo\u00e3o Ezequiel Filho, disse que a atual legisla\u00e7\u00e3o ambiental mineira \u00e9 mais restrita que a de outros Estados e dificulta a execu\u00e7\u00e3o de projetos que poderiam amenizar a crise h\u00eddrica. \u201cSe n\u00e3o flexibilizarmos a legisla\u00e7\u00e3o, esses problemas n\u00e3o ser\u00e3o resolvidos. At\u00e9 para fazer uma pequena barragem na sua propriedade, \u00e9 dif\u00edcil\u201d, disse.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Ezequiel exemplificou dizendo que v\u00e1rias lagoas que alimentam rios e tiveram seus drenos ampliados pela atua\u00e7\u00e3o de pescadores ao longo dos anos poderiam ser parte da solu\u00e7\u00e3o, se esses drenos fossem reduzidos novamente para que as lagoas armazenassem mais \u00e1gua. \u201cMas n\u00e3o se pode fazer isso, pois o n\u00edvel da \u00e1gua subiria e prejudicaria algumas \u00e1rvores\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado de Integra\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Norte de Minas, Paulo Guedes, concordou sobre a necessidade de alterar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental, que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, tem prejudicado a regi\u00e3o. Ele citou a lei do ICMS Ecol\u00f3gico, que seria calculado com bases em n\u00fameros que ele n\u00e3o considera adequados, gerando distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Guedes, o munic\u00edpio de Janu\u00e1ria recebe do Governo do Estado 10% de R$ 0,1 por hectare do Parque \u00c1gua Pandeiros, que ele chamou de \u201cber\u00e7\u00e1rio do Rio S\u00e3o Francisco\u201d, ao mesmo tempo em que munic\u00edpios do Sul do Estado, mais ricos, chegariam a receber mais de R$ 400 por hectare de alguns dos seus parques. \u201cA agenda ambiental tem sido perversa com o Norte de Minas\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Alerta<\/strong> &#8211; O presidente do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica Jequita\u00ed-Jacu\u00ed, Robson Rafael Andrade, destacou que \u00e9 preciso resolver o problema do barramento da Caatinga, em Bocaiuva. Segundo ele, o barramento foi constru\u00eddo na d\u00e9cada de 1970 e corre risco de rompimento. \u201cTodos os \u00f3rg\u00e3os do governo j\u00e1 estiveram l\u00e1, mas ningu\u00e9m assume a responsabilidade de fazer uma interfer\u00eancia. N\u00e3o temos a dimens\u00e3o do acidente que ser\u00e1 esse rompimento\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/aguas_de_minas_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Montes Claros foi o primeiro munic\u00edpio a receber o Semin\u00e1rio Legislativo \u00c1guas de Minas III \u2013 Desafios da Crise H\u00eddrica e a Constru\u00e7\u00e3o da Sustentabilidade &#8211; Foto: Clarissa Bar\u00e7ante \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Aproveitar \u00e1gua da chuva \u00e9 uma das alternativas<\/strong><\/p>\n<p>Aproveitar a \u00e1gua da chuva deveria ser, na opini\u00e3o do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, umas das prioridades. \u201cNossa regi\u00e3o \u00e9 seca, mas chove durante quatro meses do ano, e n\u00f3s perdemos toda essa \u00e1gua. Por isso, \u00e9 importante retomar a constru\u00e7\u00e3o das barraginhas\u201d, disse. Ele tamb\u00e9m destacou que \u00e9 importante revitalizar bacias hidrogr\u00e1ficas, proteger nascentes e investir em saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>Segundo o prefeito, a \u00e1gua que sai da barragem Verde Grande para abastecer Montes Claros tem uma perda de 45% de \u00e1gua. Ele defendeu a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dessa perda e destacou que a Ag\u00eancia Reguladora dos Servi\u00e7os de \u00c1gua e Saneamento (Arsae-MG) n\u00e3o conseguiria fiscalizar todos os munic\u00edpios mineiros. Por isso, ele defendeu a cria\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias reguladoras municipais. Segundo ele, uma dessas ag\u00eancias j\u00e1 estar\u00e1 em funcionamento em Montes Claros no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>O deputado Gil Pereira (PP) disse que o grande gargalo \u00e9 a falta de recursos. &#8220;Em Extrema, as pessoas s\u00e3o pagas para cuidar das nascentes, para produzir \u00e1gua. Esse tipo de iniciativa \u00e9 essencial, mas \u00e9 preciso ter recursos\u201d, disse.<\/p>\n<p>O deputado Leandro Genaro (PSB), que presidiu o encontro, leu pronunciamento do presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), em que destaca a import\u00e2ncia de se avaliar a implementa\u00e7\u00e3o das leis estaduais relativas ao uso da \u00e1gua e do saneamento. O pronunciamento tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de se garantir a seguran\u00e7a h\u00eddrica e de se estimular a educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p><strong>Cidadania Ribeirinha<\/strong> \u2013 O coordenador do projeto Cidadania Ribeirinha, M\u00e1rcio Santos, apresentou o projeto, que vem sendo realizado desde 2012 pela ALMG. Voltado para a educa\u00e7\u00e3o ambiental, o projeto trabalha com estudantes do ensino m\u00e9dio, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, garis e v\u00e1rios outros p\u00fablicos de munic\u00edpios mineiros localizados na Bacia do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p><strong>Grupos de trabalho<\/strong> \u2013 \u00c0 tarde, os participantes do encontro se reuniram em grupos de trabalho para discutir solu\u00e7\u00f5es para quest\u00f5es relacionadas a seis eixos tem\u00e1ticos: crise h\u00eddrica; fomento, custeio e receitas; agricultura, pecu\u00e1ria e psicultura; destina\u00e7\u00e3o, saneamento e sa\u00fade; atividade miner\u00e1ria, ind\u00fastria e energia. Essas propostas ser\u00e3o colocadas em discuss\u00e3o na etapa final do semin\u00e1rio legislativo, que acontece entre 29 de setembro e 2 de outubro na ALMG.<\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de chuvas em 60% no \u00faltimo ano levou \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o dos principais rios da regi\u00e3o. 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